Bem-vindo ao Catboat, o único santuário de animais flutuante do mundo

Inaugurado na década de 1960 por uma amante de gatos, este barco é uma das atrações turísticas mais admiradas nos canais de Amsterdã.segunda-feira, 11 de junho de 2018

Por Elaina Zachos
Fotos de Muhammed Muheisen
Borre, à esquerda, um macho de nove anos de idade, curte o sol no convés do Catboat enquanto Kasumi, à direita, uma fêmea de 10 anos, olha pela janela.
Borre, à esquerda, um macho de nove anos de idade, curte o sol no convés do Catboat enquanto Kasumi, à direita, uma fêmea de 10 anos, olha pela janela.
Foto de Muhammed Muheisen, National Geographic

Os canais de Amsterdã estão repletos de barcos de todas as formas e tamanhos, mas um navio se destaca entre eles: o Catboat.

De Poezenboot, "Catboat" em holandês, é o único santuário animal flutuante do mundo. Ele abriga cerca de 50 gatos de rua, dos quais 17 são residentes permanentes que vivem no barco há vários anos. (Veja: "Conheça a 'Vila dos Gatos' de Taiwan")

"Os gatos continuam indo e vindo", diz Muhammed Muheisen, fotógrafo duas vezes vencedor do prêmio Pulitzer, que viajou para a capital holandesa em 2018 para passar uma semana no Catboat. A maioria dos gatos são tabbies e gatos de rua, mas um gato persa recebe muita atenção, diz Muheisen.

“Ela é o gato mais popular do barco, e tem um pelo lindo”, diz ele. “Ela é uma das personagens mais engraçadas e mal-humoradas.”

O local foi inaugurado em 1966, quando Henriette van Weelde, conhecida localmente como a “senhora dos gatos”, passou a receber gatos abandonados em uma velha barcaça que ela havia adaptado para melhor acolher os gatos.

"Seu marido faleceu e ela precisava de um pouco de amor", diz Muheisen.

A barcaça à vela foi substituída e reformada várias vezes nas décadas seguintes e, mais recentemente - em 1979 -, foi iterada como uma casa flutuante. A Catboat Foundation tornou-se uma entidade sem fins lucrativos oficial em junho de 1987 e, em 2001, a embarcação foi renovada mais uma vez para atender às exigências legais de santuários animais da Holanda.

Por exemplo, o barco é cuidadosamente reforçado com ripas de madeira e arame para evitar que os gatos caiam na água.

Amor pelos gatos

Van Weelde faleceu em 2005, aos 90 anos, mas seu legado felino continua vivo.

Hoje, doações e voluntários abastecem o Catboat, e o dinheiro é usado para pagar as castrações, esterilizações e implantes de microchips rastreáveis dos novos residentes. Muheisen diz que há cerca de 20 a 25 voluntários, com idades entre 20 e 70 anos, que visitam o barco regularmente para cuidar dos gatos. (Descubra: "Seu gato é destro ou canhoto?")

Yoni Caspers, 30, vai para casa com Mow, um macho de sete anos que ela adotou do Catboat.
Yoni Caspers, 30, vai para casa com Mow, um macho de sete anos que ela adotou do Catboat.
Foto de Muhammed Muheisen, National Geographic

“Todos eles, é claro, amam gatos e se comunicam com os turistas que visitam o santuário”, diz Muheisen. “Eles são muito amigáveis e grandes protetores dos gatos”.

O processo de adoção dos felinos do Catboat é rígido. O barco recebe milhares de visitantes por ano, a maioria dos quais são turistas, e eles precisam marcar uma hora para ver um determinado gato.

Depois disso, os possíveis proprietários têm de esperar um dia para refletir sobre a adoção antes que possam continuar com o processo. Se um adotante quiser desistir de adotar o gato, ele pode voltar atrás. (Veja: "Como os “beijos” de cães e gatos podem se tornar letais")

Muheisen diz que uma das coisas que o levou a fotografar o santuário incomum é sua paixão por gatos.

“Depois de algum tempo, você se torna parte do ambiente deles. Você é apenas outro grande felino para eles”, acrescenta Muheisen. “É um dos trabalhos mais bonitos que eu já fiz.”

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