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Até 2050, estima-se que a população mundialalcance 9,8 bilhões de habitantes. E quase 70% dessas pessoas –6,7 bilhões – viverão em áreas urbanas. O escritório de planejamento urbano Skidmore, Owings Merrill (SOM) projetou a cidade desse futuro próximo, baseado em lições do passado e antecipando desafios do futuro. A visão deles é articulada em cinco camadas, desde os ecossistemas vizinhos aos interiores dos edifícios, e segue 10 princípios básicos:

Design humano: Núcleos urbanos

Princípios

urbanísticos

Em um núcleo de grande adensamento, o uso sustentável do solo assegura água, comida

e recreação. Redes de transporte coletivo reduzem as emissões de gases estufa e o tempo gasto nos deslocamentos.

ECOLOGIA

O projeto da cidade futura tem como base as forças eos elementos naturais, preservando-se o hábitat da fauna silvestre e os recursos básicos.

A cidade é compacta e adensada, de modo a restringir o impacto ambiental.

Limpeza de águas pluviais

Em vez de calhas e bueiros, estruturas de drenagem e piscinas filtram a água das chuvas para o seu reúso.

ÁGUA

A proteção dos mananciais e a captação da águade chuva asseguram o suprimento de água. A recuperação de terrenos úmidos e as iniciativas de permeabilização protegem contra as inundações.

Transporte coletivo

Estações de trem de altavelocidade como centros de negócios e de atividades.

ENERGIA

Tetos verdes

Painéis solares e hortas no telhado ajudam na geração de energia renovável e na produção agrícola em pequena escala.

Na cidadedo futuro, a energia vem de fontes totalmente renováveis. A eletricidade é gerada na própria cidade ou nos arredores, garantindo assim a autossuficiência.

Os edifícios da mesma área partilham os recursos energéticos.

Jardins e hortas urbanas

Novas comunidades exploram técnicas avançadas de cultivo hidropônico para produzir alimentos no perímetro urbano.

LIXO

Cidades esponjas

O lixo é um recurso

para a geração de energia ou como fonte alternativa de materiais. Aterros abandonados são descontaminados para novo uso. O esgoto e a água servida são tratados para irrigação e consumo humano.

Todas as áreas verdes e a infraestrutura permitem a absorção da água pelo solo, garantindo a sustentabilidade dos lençóis freáticos. Iniciativas desse tipo já estão sendo testadas em Xangai.

Design humano: PRÉDIOS INTELIGENTES

ALIMENTOS

Turbina eólica

Os edifícios incorporam elementos naturais e são, em grande parte, modulares. Os espaços podem ser rearranjados para atender a novos requisitos de moradias ou negócios.

As práticas de sustentabilidade são obrigatórias em todo o ciclo de vida dos alimentos – produção, distribuição, descarte. Padrões globais regulamentam o cultivo orgânico e o trato aos animais, privilegiando os produtores locais.

Jardins suspensos

Áreas verdes intercaladas favorecem a circulação natural do ar, além de serem usadas como locais de sociabilidade.

Hotel

MOBILIDADE

Os deslocamentos são mais baratos, seguros e convenientes, graças a tecnologias de automação e aos sistemas de transporte coletivo rápido. Há uma diminuição dos carros nas ruas, e um aumento das vias reservadas aos pedestres.

Paredes e janelas solares

Painéis solares instalados em todas as superfícies externas do edifício aproveitam a energia solar.

Residencial

CULTURA

Luminosidade

Prédios mais baixos melhoram luminosidade e circulação de ar no nível da rua, deixando ambientes mais salubres.

O patrimônio histórico é conservadoe celebrado. 

As atividades recreativas, artísticas e de entretenimento são compartilhadas por meio de equipamentos de realidade virtual ampliada.

Ruas verdes

Filtragem da água e paisagismo com espécies endêmicas fazem parte do ambiente urbano.

Escritórios

HABITABILIDADE

A cidadedo futuro é concebida para oferecer acessibilidade e segurança. Os habitantes vivem de forma mais saudável graças a maior acesso a áreas verdes, serviços e tecnologias automatizadas.

Design humano: interiores sociais

Espaços e serviços compartilhados garantem as interações pessoais e viabilizam a adoção de moradias compactas. Atividades que mobilizam toda a comunidade reforçam o sentimento de equidade social.

INFRAESTRUTURA

Com métodos mais eficientes, os edifícios incorporam tecnologias que apuram a qualidade dos recursos naturais, como água, solo e ar. A infraestrutura é concebida em função dos pedestres, com acesso restrito a carros.

Espaço para tomar fôlego

Com menos carros nas ruase mais plantas nas áreas internas, melhora a qualidade do ar.

Moradia para várias gerações

Unidades individuais e familiares e acesso a serviços e transportes coletivos promovem convivência.

ECONOMIA

A economia deve funcionar em sintonia com as políticas de sustentabilidade. As pessoas se adaptam a um horário de trabalho mais flexível à medida que surgem tecnologias de automação e inteligência artificial.

Reciclagem e reúso

Produtos usados são reaproveitados ou reciclados com mais facilidade em comunidades adensadas.

Cidade para todos

Acessibilidade completa aos portadores de deficiências, permitindo que todos desfrutem de serviços.

Design humano:

vizinhanças autônomas

As vizinhanças são projetadas para que

todas as necessidades cotidianas dos moradores sejam atendidas em percursos de até dez minutos a pé. Pessoas de todas 

as classes sociais viverão perto do trabalho.

Drones de transporte

Drones controladosa distância, maiores emais potentes, levampessoas de um pontoa outro da cidade.

Energia renovável

Interiores modulares podem ser adaptados para outros fins em função de novas circunstâncias econômicas.

Clean energy

No telhado dos edifícios, turbinas eólicas desprovidas de pás, mais leves e baratas, geram energia suplementar.

Recuperação de zonas úmidas

Desde 1970, o planeta perdeu um terço das zonas úmidas. A ideia é preservar e recuperar o que restou.

Paisagismo estratégico

Somente espécies endêmicas são plantadas nos jardins e parques, diminuindo a necessidade de irrigação.

Cultivo agrícola subterrâneo

Instalações hidropônicas produzem frutas e legumes, sob luzes de LED, no subsolo de residências e escritórios.

Design humano: Resiliência regional

Núcleos adensados são interligados por trens de alta velocidade. A ecologia regional determina onde e como se desenvolvem os núcleos; os centros urbanos ficam longe da costa, a salvo da elevação no nível dos mares.

Transporte diversificado

Região é interligada por ferrovias, linhas de ônibus e trens que alcançam altas velocidades.

Proximidade

A agricultura sustentável perto dos núcleos diminui o trajeto entre campo e mesa.

Empregos conectados

Núcleos adensados e servidos por trens de alta velocidade interligam as zonas de concentração de empregos.

Urbanismo Biomórfico

Meio silvestre

No projeto Half-Earth (“Meia-Terra”), do biólogo E.O. Wilson, metade do ecossistema é protegido.

No nível da região e nos aposentos internos, vigora o mesmo princípio: as edificações e a infraestrutura são determinadas pela ecologia – permitindo que a natureza regenere e sustente populações crescentes.

JASON TREAT, NGM STAFF. FONTE: SKIDMORE, OWINGS MERRILL (SOM)