Fotografia

Veja as mais impactantes fotos de vida selvagem do ano

Pela foto do rinoceronte morto publicada na National Geographic, o Museu de História Natural de Londres anunciou Brent Stirton como Fotógrafo de Vida selvagem do Ano de 2017.Wednesday, November 8

Por Elaina Zachos
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Aconteceu à noite. Trabalhando de forma rápida e silenciosa, caçadores entraram na reserva Hluhluwe Imfolozi, na África do Sul, atiraram em um raro rinoceronte-negro macho com um silenciador e depois começaram a tirar os dois chifres. Fugiram antes de serem descobertos. É provável que os caçadores tenham vendido os cornos para serem levados ilegalmente à China ou ao Vietnã, onde a valiosa queratina é vendida para curar ressaca, como afrodisíaco ou para ser moída e utilizada como remédio tradicional.

Depois da fuga dos criminosos, o fotojornalista Brent Stirton chegou ao local para estudar a cena do crime – ele investigava o massacre de rinocerontes na África do Sul. Depois de dizimados pela caça ilegal, restam apenas 5 mil rinocerontes-negros no mundo.

Agora, o Museu de História Natural reconheceu o trabalho de Stirton, que fotografa principalmente para a National Geographic, com o prêmio de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano por suas angustiantes imagens que revelam a carnificina deixada pela caça ilegal.

"Transformar uma cena tão trágica em algo quase majestoso, com poder escultural, merece o maior dos prêmios. Há uma crueza, mas também uma grande pungência e, portanto, uma dignidade naquele gigante caído. É também simbólico, pois retrata um dos crimes ambientais mais duros, cruéis e desnecessários que mais enfurece o público", disse o jurado da competição, Roz Kidman Cox, em comunicado à imprensa.

"A melhor parte desta competição é que ele dá uma nova vida ao seu trabalho, ele é visto por mais gente. A questão ganha certa longevidade", diz Stirton.

Stirton se junta a outros fotógrafos, incluindo Brian Skerry, Thomas P. Peschak, e Charlie Hamilton James no concurso anual, que reconhece a arte da fotografia de natureza enquanto desafia os humanos a refletir sobre os problemas que nosso planeta enfrenta.

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