Zebra-de-grevy

Nativa da Etiópia e do norte do Quênia, a zebra-de-grevy, que está ameaçada de extinção, precisa se deslocar cada vez mais em busca de alimento e água à medida que seu habitat diminui.

Foto de Joël Sartore, National Geographic Photo Ark
Por Redação National Geographic

Nome comum: Zebra-de-grevy
Nome científico: Equus grevyi
Tipo: Mamífero
Dieta: Herbívoro
Coletivo: Manada
Expectativa média de vida na natureza: Entre 12 e 13 anos
Expectativa média de vida em cativeiro: Entre 22 e 30 anos
Tamanho: Altura entre 1,2 e 1,5 m; comprimento de até 2,3 m
Peso: Entre 340 e 454 kg

Quem são zebras-de-grevy?

Zebras-de-grevy são as maiores dentre as espécies de zebra. Assim como suas primas, as zebras-das-planícies, as zebras-de-grevy possuem listras pretas e brancas distintas. Suas listras, entretanto, terminam perto da barriga, que geralmente é branca. As listras das zebras-de-grevy também são geralmente mais altas e mais estreitas do que as das zebras-das-planícies. Essa espécie também apresenta as maiores orelhas dentre as zebras e, quando associadas com um pescoço longo, contribuem para ficarem com uma aparência de mula.

O nome comum dessa espécie é oriundo de um presente real oferecido no século 19. Em 1882, Menelik II era o imperador da Abissínia, região atual da Etiópia. Ele considerava que as zebras da região eram criaturas reais e, em sinal de respeito, presenteou uma ao então presidente da França, Jules Grévy. Um zoólogo francês observou que o animal representava uma espécie de zebra ainda desconhecida por cientistas europeus e batizou a linhagem de Equus grevyi em homenagem ao seu governante.

Habitat e dieta alimentar

As zebras-de-grevy são nativas da Etiópia e do norte do Quênia. No entanto a espécie está em declínio e também podia ser encontrada na Eritreia, Djibuti e Somália.

Essa espécie é bastante adaptada à vida em savanas e à vegetação rasteira seca e semiárida, onde se alimentam de gramíneas, plantas herbáceas e até mesmo cascas, frutos e folhas. As zebras-de-grevy podem ser encontradas entre grandes grupos de outros herbívoros, como gnus, avestruzes e antílopes, que as auxiliam ao cortar as pontas do capim ressecado e endurecido, que são muito rígidas para a digestão dos demais herbívoros.

Enquanto as zebras-das-planícies requerem habitats com abundância de água, ao contrário dos asnos selvagens, que praticamente não precisam se hidratar, a zebra-de-grevy possui necessidades hídricas intermediárias. Foi documentada a sobrevivência da espécie por até cinco dias sem acesso à água.

Estrutura social

Embora outras espécies de zebra formem manadas duradouras, as zebras-de-grevy geralmente são mais inconstantes em suas interações sociais. As fêmeas normalmente se unem em grupos flexíveis, que podem estar sujeitos a mudanças a qualquer momento. Os machos jovens também formam bandos intermitentes.

Os machos sexualmente maduros estabelecem territórios que se estendem por cerca de 10 quilômetros quadrados, cujos limites são marcados por pilhas de excrementos repletos de feromônios e geralmente defendidos por vocalizações altas. Também ocorrem enfrentamentos físicos, como empurrões, coices e mordidas. Para um macho cortejar as fêmeas em seu território, o local deve ter bastante oferta de alimento e água para atrair fêmeas. Os machos mais bem-sucedidos são conhecidos por manter territórios por até sete anos.

Ameaças à sobrevivência

Os habitats necessários à sobrevivência das zebras-de-grevy foram intensamente degradados ou perdidos por completo devido à pecuária. O gado e outros animais de criação também podem transmitir doenças como antraz e babesiose aos equinos selvagens. Às vezes, as zebras-de-grevy também são caçadas para alimentação humana, uso de sua pele e para fins medicinais.

Com a redução de seu habitat, as zebras precisam percorrer áreas cada vez maiores em busca de alimento e água, o que pode ter um efeito bastante devastador sobre fêmeas prenhes e lactantes e seus potros, que são mais frágeis e requerem mais recursos para sobreviver.

Conservação

A zebra-de-grevy está classificada como ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, restando cerca de 2,5 mil adultos na natureza. Tanto a Etiópia quanto o Quênia possuem leis de proteção da espécie. Os animais vivem majoritariamente fora de reservas, com apenas 0,5% de sua área de distribuição dentro de reservas de proteção.

Existem iniciativas em andamento para replantar as pastagens necessárias à sobrevivência da espécie, bem como iniciativas para restringir o efeito da pecuária sobre sua limitada área de distribuição. Água e alimentos adicionais também são oferecidos algumas vezes em épocas de estiagem extrema.

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