Contagem regressiva para uma nova era no espaço

A corrida espacial foi o auge da Guerra Fria e gerou ícones na cultura pop. E culminou na maior jornada da humanidade, que completa 50 anos.quarta-feira, 3 de julho de 2019

Por Nadia Drake
Fotos de Dan Winters
O astronauta Harrison Schmitt salta na direção do jipe lunar durante a missão Apollo 17, em dezembro de 1972, a última vez em que os seres humanos pisaram na Lua. 

NOTA DO EDITOR: Esta imagem faz parte de um panorama criado pela Nasa a partir de 18 fotos. Para mostrar como a paisagem lunar foi vista pelos astronautas, a Nasa removeu os reflexos na lente provocados pela luz solar por meio do escurecimento do céu.
O astronauta Harrison Schmitt salta na direção do jipe lunar durante a missão Apollo 17, em dezembro de 1972, a última vez em que os seres humanos pisaram na Lua. NOTA DO EDITOR: Esta imagem faz parte de um panorama criado pela Nasa a partir de 18 fotos. Para mostrar como a paisagem lunar foi vista pelos astronautas, a Nasa removeu os reflexos na lente provocados pela luz solar por meio do escurecimento do céu.
Foto de NASA/LUNAR AND PLANETARY INSTITUTE
Confira a reportagem completa na edição de julho da revista National Geographic Brasil.

Meio século atrás, astronautas caminharam pela primeira vez na superfície da Lua. O êxito da missão Apollo 11 demonstrou a enge-nhosidade e a determinação dos seres huma-nos. Agora, a Lua volta a ser um destino para uma geração de empreendedores, que vai testar a viabilidade do conceito “pesquisa + lucros”.

John Glenn usou este traje, com 27 zíperes para melhor ajuste, ao ser posto em órbita ao redor da Terra, em fevereiro de 1962.
John Glenn usou este traje, com 27 zíperes para melhor ajuste, ao ser posto em órbita ao redor da Terra, em fevereiro de 1962.

Os animais foram os primeiros viajantes espaciais, abrindo o caminho para astronautas que ganharam fama – e para heróis menos conhecidos.

Yuri Gagarin, Alan Shepard, John Glenn, Neil Armstrong – o primeiro grupo de viajantes espaciais – eram astronautas de formação militar, prontos para cumprir missões arriscadas. Mas os primeiros voos espaciais não foram exclusivos dos seres humanos. Moscas-de-fruta, macacos, cães, coelhos e ratos foram ao espaço antes de nós. Mais de três anos antes de Gagarin se tornar o primeiro homem a deixar o planeta, em abril de 1961, os soviéticos ganharam notoriedade – nem sempre favorável – ao enviarem ao espaço uma cadela vira-lata. Laika foi o primeiro animal a ser colocado em órbita terrestre, e morreu durante o voo. Os americanos fi eram o mesmo com um chimpanzé, Ham. Ele sobreviveu, abrindo o caminho para que Alan Shepard fosse o     primeiro americano a chegar ao espaço, em maio de 1961.

Apesar da discriminação, as mulheres também foram pioneiras. A matemática Katherine Johnson calculou os detalhes da trajetória do voo que faria de John Glenn o primeiro americano a orbitar o planeta, em 1962. Já a cosmonauta Valentina Tereshkova se tornou a primeira mulher em órbita, em 1963. Duas décadas depois, levada pelo ônibus espacial Challenger, Sally Ride foi a primeira americana a chegar ao espaço.

Usando uma tecnologia antiga mas confiável, a Rússia lança um foguete Soyuz, em março, no Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão.
Usando uma tecnologia antiga mas confiável, a Rússia lança um foguete Soyuz, em março, no Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão.

Os primeiros especialistas em foguetes concluíram que um lançador com vários estágios poderia levar pessoas à lua. Foi o que fez o Saturno 5.

De temperamento recluso, o russo Konstantin Tsiolkovsky acreditava que o futuro da humanidade estava nas estrelas. No início do século 20, ele formulou a equação que permitiria aos seres humanos escapar da força gravitacional do planeta. E também imaginou como funcionaria um foguete capaz de ir até a Lua: usando uma mistura de combustíveis líquidos e dividido em vários estágios.

Hermann Oberth e Robert Goddard chegaram a conclusões similares. Em 1926, o americano Goddard lançou um pequeno foguete movido a combustível líquido. Na mesma época, Oberth, na Alemanha, determinou a importância dos múltiplos estágios nas viagens longas.

Quatro décadas depois, as ideias desse trio tornaram-se realidade nos enormes propulsores do foguete Saturno 5, construído para as missões Apollo. Projetado por Wernher von Braun – um cientista da Alemanha nazista que se transferiu, com a sua equipe, para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial –, o Saturno 5 era composto de três estágios, que entravam em ação um após o outro. Até hoje, o desenvolvimento de foguetes baseia-se na equação de Tsiolkovsky. Mas nenhum modelo superou o Saturno 5, aquele  que conduziu os seres humanos para mais perto das estrelas. 

Confira a reportagem completa na edição de julho da revista National Geographic Brasil.

 

Cinco motores impeliam o estágio inicial do Saturno 5, que viabilizou quase todas as missões Apollo e conduziu os astronautas até a Lua. Os cinco propulsores geravam a energia de 85 usinas hidrelétricas como a de Hoover,no Rio Colorado.
Cinco motores impeliam o estágio inicial do Saturno 5, que viabilizou quase todas as missões Apollo e conduziu os astronautas até a Lua. Os cinco propulsores geravam a energia de 85 usinas hidrelétricas como a de Hoover,no Rio Colorado.
Foto de NASA KENNEDY SPACE CENTER VISITOR COMPLEX
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