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Página do Fotógrafo
Florian Kriechbaumer
Após um longo e quente dia navegando pelo rio Cuiabá e seus canais sinuosos, a visão de uma casa flutuante — uma forma comum e conveniente de acomodação na região — é muito bem-vinda. No entanto, ao amanhecer, a emoção de voltar à aventura toma conta. Os visitantes sabem que não há dois dias iguais no Pantanal.
Além das onças-pintadas, das aves e da flora variada, o Pantanal é o lar de uma variedade de outros mamíferos. Entre eles estão as antas ameaçadas de extinção, as lontras gigantes (que podem chegar a quase 2 m de comprimento) e os quatis — da família dos guaxinins, comuns na região. Esses animais ágeis e forrageadores vagam em bandos, usando seus focinhos longos para cavar em busca de insetos, ovos e frutas. Sua natureza brincalhona os torna um deleite para se observar — embora, para onças-pintadas, jaguatiricas e jibóias, eles sejam presas.
As onças-pintadas atacam rapidamente, capturando suas presas e matando-as com uma mordida no crânio antes de carregá-las para o mato. Embora o ecossistema sustente uma população saudável de onças, elas continuam ameaçadas pela perda de habitat, incêndios florestais e conflitos entre humanos e animais selvagens.
Com a ajuda de guias experientes é possível testemunhar um dos encontros com a vida selvagem mais extraordinários do nosso planeta: seguir silenciosamente uma onça-pintada ao longo de um estreito canal fluvial, observando durante horas enquanto ela persegue um jacaré que toma sol.
O rio Cuiabá atravessa o Pantanal, e a flora diversificada da região cria uma paisagem em constante mudança ao longo das margens do rio, moldando o ecossistema de maneiras cruciais. Além disso, ele fornece abrigo para as onças-pintadas, que dependem da vegetação densa para emboscar suas presas principais — os jacarés.
A arara-azul-grande é uma das vítimas. A espécie depende das árvores manduvi, cujas cavidades naturais são ideais para nidificar e criar filhotes; o desmatamento significa que esse habitat precioso está diminuindo.
Embora a pecuária tenha coexistido por muito tempo com a biodiversidade da região, a produção intensiva de gado e o desenvolvimento de infraestruturas ameaçam o delicado equilíbrio do local.
É comum encontrar pantaneiros (pequenos proprietários rurais) atravessando pontes de madeira, essenciais para atravessar a paisagem alagada durante a estação chuvosa.
Uma visita ao norte do Pantanal começa com uma viagem pela estrada de terra Transpantaneira até a cidade de Porto Jofre, porta de entrada para a região.
As onças-pintadas dependem da densa vegetação do Pantanal para emboscar suas presas.