A intolerância LGBTQ+ é tema do segundo episódio de Explorer Investigation
Série da National Geographic, em parceria com a Vice, traz novos episódios às sextas, em nosso canal no Youtube.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo está vigente em todo o Brasil desde maio de 2013. Mas, apesar do avanço em relação aos direitos civis, e de o país ser a sede de uma das maiores paradas de orgulho gay do mundo, no Brasil ocorrem mais de 40% dos crimes violentos contra a comunidade LGBTQ+ a nível mundial. Em 2017, 445 pessoas foram assassinadas, vítimas da intolerância em relação à orientação sexual ou identidade de gênero.
No segundo episódio da série Explorer Investigation, parceria da National Geographic com a Vice, o repórter Wellington Amorim se une à Marcha do Orgulho Gay de São Paulo e encontra os ativistas que resistem aos ataques. O episódio estreia 14 de setembro, em nosso canal no Youtube.

Wellington conversará com militantes do coletivo transexual, o grupo mais afetado pelos crimes de ódio, que darão testemunho sobre sua luta, os perigos e o preconceito que enfrentam todos os dias, e explicarão por que continuam lutando apesar das dificuldades. Wellington acompanhará a artista trans RoDrag em uma de suas performances e marchará junto a Ariel, um ativista trans, em um protesto para reclamar por seus direitos.
Ele também se encontrará com Zilda Laurentino, mãe de Laura Vermont, adolescente trans assassinada em junho de 2015, depois de ter sido espancada por um grupo de homens e, depois, ignorada e agredida pela polícia.
Mais tarde, Wellington acompanhará as atividades de Avelino Fortuna, que integra a ONG Mães da Diversidade e que trabalha para que existam famílias mais tolerantes, onde os LGBTQ+ seja mais aceitos. Avelino relata como sua militância começou logo depois que seu filho, Lucas Fortuna, que era abertamente gay e lutava pelos direitos da comunidade, foi brutalmente assassinado em 2012.

Drag queens posam em foto na 22ª edição da Parada do Orgulho LGBTQ+ de São Paulo, realizada em 3 de junho de 2018.
Drag queens posam em foto na 22ª edição da Parada do Orgulho LGBTQ+ de São Paulo, realizada em 3 de junho de 2018.

Considerada a maior parada gay do mundo, o evento é também um protesto político. Em 2018, o tema foi “Poder para LGBTQI+, Nosso Voto, Nossa Voz”.
Considerada a maior parada gay do mundo, o evento é também um protesto político. Em 2018, o tema foi “Poder para LGBTQI+, Nosso Voto, Nossa Voz”.

O Brasil é um dos países que mais mata homossexuais no mundo, mas tem avançado aos poucos em questões ligadas aos direitos civis deste grupo. Atualmente, o termo mais utilizado para se referir à comunidade é LGBTQ+.
O Brasil é um dos países que mais mata homossexuais no mundo, mas tem avançado aos poucos em questões ligadas aos direitos civis deste grupo. Atualmente, o termo mais utilizado para se referir à comunidade é LGBTQ+.

Com público estimado em 3 milhões de pessoas, segundo a organização, o evento contou com 18 trios elétricos e muitas pessoas fantasiadas em busca de visibilidade para a causa.
Com público estimado em 3 milhões de pessoas, segundo a organização, o evento contou com 18 trios elétricos e muitas pessoas fantasiadas em busca de visibilidade para a causa.

As fantasias de unicórnio que dominaram o país no carnaval voltaram às ruas na parada de junho: o unicórnio é um animal imaginário sem gênero definido, o que cria identificação com os membros da comunidade LGBTQ+.
As fantasias de unicórnio que dominaram o país no carnaval voltaram às ruas na parada de junho: o unicórnio é um animal imaginário sem gênero definido, o que cria identificação com os membros da comunidade LGBTQ+.


Democrática, a parada de São Paulo tenta abarcar as mais variadas gerações de homossexuais, transsexuais e simpatizantes.
Democrática, a parada de São Paulo tenta abarcar as mais variadas gerações de homossexuais, transsexuais e simpatizantes.
Wellington conversará com militantes do coletivo transexual, o grupo mais afetado pelos crimes de ódio, que darão testemunho sobre sua luta, os perigos e o preconceito que enfrentam todos os dias, e explicarão por que continuam lutando apesar das dificuldades. Wellington acompanhará a artista trans RoDrag em uma de suas performances e marchará junto a Ariel, um ativista trans, em um protesto para reclamar por seus direitos.
Ele também se encontrará com Zilda Laurentino, mãe de Laura Vermont, adolescente trans assassinada em junho de 2015, depois de ter sido espancada por um grupo de homens e, depois, ignorada e agredida pela polícia.
Mais tarde, Wellington acompanhará as atividades de Avelino Fortuna, que integra a ONG Mães da Diversidade e que trabalha para que existam famílias mais tolerantes, onde os LGBTQ+ seja mais aceitos. Avelino relata como sua militância começou logo depois que seu filho, Lucas Fortuna, que era abertamente gay e lutava pelos direitos da comunidade, foi brutalmente assassinado em 2012.

Saiba mais
- Entre os anos de 2016 e 2017, o Brasil sofreu um aumento de 30% no número de vítimas fatais de homofobia.
- Foi somente em 1999 que o Conselho Federal de Psicologia do Brasil aprovou uma resolução proibindo os psicólogos de tratarem a homossexualidade como uma doença. Mas, em setembro de 2017, um juiz anulou a medida, autorizando um psicólogo evangélico a “tratar” os gays.
- Das 445 vítimas fatais da LGBTQ+fobia em 2017, quase 43% são identificadas como trans.
- Em 2017, a região Norte do Brasil teve uma média de 3,23 mortes violentas de pessoas LGBTQ+ por um milhão de habitantes, enquanto a média nacional foi de 2,47.
- Em 2017, quase 33% das vítimas LGBTQ+ de morte violenta no Brasil tinham entre 18 e 25 anos.

