Animais

O que acontece se as abelhas desaparecerem?

Abelhas selvagens e abelhas russas podem nos ajudar.quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Por Catherine Zuckerman
A abelha Apis mellifera é nativa da Europa, do Oriente Médio e da África. Agora, esta espécie, uma das mais difundidas nas Américas, está com o futuro em risco.

Uma abelha rainha, em condições normais, tem uma vida que dura de dois a três anos. Nos Estados Unidos, porém, os apicultores viram essa expectativa de vida cair em mais da metade na última década, por motivos ainda desconhecidos. Essa é uma das muitas questões em aberto associadas à mortalidade das abelhas, um fenômeno alarmante causado por uma mescla de fatores, entre os quais parasitas, pesticidas e perda de hábitat.

Além de produzirem um delicioso adoçante natural, as abelhas melíferas – que não são nativas das Américas – também proporcionam um serviço crucial para a agricultura: a polinização. Das maçãs às amêndoas, muitas safras comerciais ficariam prejudicadas caso as abelhas deixassem de existir.

Um colapso generalizado das colônias de abelhas seria catastrófico para a produção de alimentos. Por isso, os cientistas vêm pesquisando alternativas. A maioria das abelhas melíferas nos Estados Unidos pertence a estirpes de origem italiana – e vulneráveis à praga do ácaro Varroa destructor. Mas as abelhas de origem russa são mais resistentes à varroatose, e já foram criadas com êxito. O problema, diz o entomologista David Tarpy, é que as abelhas russas não produzem tanto mel quanto as variedades italianas e, por enquanto, “não se mostram tão maleáveis” aos requisitos migratórios da polizinação em grande escala nas fazendas.

Outra opção, segundo o biólogo Sam Droege, um especialista em fauna silvestre, é usar as milhares de espécies de abelhas silvestres americanas, que são excelentes polinizadoras, raramente dão ferroadas e costumam ter as mesmas dimensões de um grão de arroz. Para alguns, a desvantagem é que nenhuma dessas variedades silvestres de abelha produz mel.

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