Cavalos-marinhos

Por Photo Ark
Cavalo-marinho da espécie Hippocampus ingens, no Aquário Infantil de Fair Park, nos Estados Unidos.

Cavalo-marinho da espécie Hippocampus ingens, no Aquário Infantil de Fair Park, nos Estados Unidos.

Foto de Joël Sartore NATIONAL GEOGRAPHIC PHOTO ARK

Nome comum: Cavalo-marinho

Nome científico: Hippocampus

Tipo: Peixe

Dieta: Carnívora

Coletivo: Cardume

Expectativa média de vida na natureza: Entre 1 e 5 anos

Tamanho: Entre 1,5 e 36 centímetros

O que são cavalos-marinhos?

O cavalo-marinho com seu formato peculiar e nado vertical pode parecer um peixe incomum. No entanto, mais de 45 espécies habitam águas costeiras em todo o mundo. Muitos conhecimentos foram adquiridos sobre sua biologia básica, porém, ainda permanecem mistérios sobre esses animais carismáticos.

Descrição física

Sua cabeça pode ser semelhante à de um cavalo, mas cada cavalo-marinho tem uma aparência própria. A maioria apresenta pintas, manchas ou listras, e alguns são adornados com franjas, espículas e coroas na pele. As cores variam e podem mudar com a contração de um músculo para proporcionar camuflagem ou para indicar um inimigo ou possível parceiro sexual.

Os cavalos-marinhos têm placas ósseas cobertas de tecidos cutâneos em vez de escamas, olhos que funcionam independentemente uns dos outros e caudas preênseis — utilizadas para se agarrar a algas marinhas no fundo do mar para não serem levados pela correnteza e, durante o acasalamento, para segurarem o parceiro.

A menor das espécies não é maior do que uma fava; a maior pode alcançar mais de 30 centímetros da cabeça à ponta da cauda.

Habitat e movimentação

Com preferência por águas calmas e rasas, os cavalos-marinhos prosperam em leitos de ervas marinhas, manguezais, estuários e recifes de coral em águas temperadas e tropicais de todo o mundo. Nadadores relativamente inábeis, esses peixes se movimentam batendo freneticamente (até 70 vezes por segundo) uma barbatana dorsal (nas costas) e contam com pequenas barbatanas peitorais para sua estabilidade e direção. Como se cansam facilmente, muitos são arrastados por fortes correntezas ou mortos em mares revoltos.

Dieta

Os cavalos-marinhos são predadores de emboscada: ficam parados aguardando que krills, copépodes, larvas de peixes e outros comestíveis pequeninos passem por eles para agarrá-los a uma velocidade impressionante. Sem dentes e sem estômago para armazenar alimentos, esses animais utilizam seus focinhos longos como aspiradores de pó para extrair plâncton quase ininterruptamente.

Acasalamento

Os cavalos-marinhos são ótimos dançarinos, circulando um em torno do outro ou de um objeto flutuante, piscando cores e entrelaçando caudas durante o acasalamento que, por vezes, pode durar dias. Conhecidos por manter os mesmos companheiros por toda a vida, o compromisso dos casais na realidade pode ser menos duradouro: se os dois ficarem separados por algum tempo, ou se a saúde do macho se deteriorar, a fêmea pode trocar de parceiro em vez de ficar com sua escolha original.

Reprodução

Em uma inversão de papéis reprodutivos exclusiva dos cavalos-marinhos e de outras espécies da família Syngnathidae (que também inclui peixes-cachimbos e dragões-marinhos), são os machos que assumem a gestação. Durante o acasalamento, a fêmea utiliza um tubo denominado “ovipositor” para depositar seus ovos na “bolsa incubadora” frontal do macho.

Ele então incuba, nutre e carrega os filhotes até o nascimento — que geralmente ocorre entre duas e quatro semanas depois. Com fortes contrações, ele gera alevinos totalmente desenvolvidos, cuja quantidade pode variar de dezenas a mais de mil indivíduos, dependendo da espécie. Os cavalos-marinhos recém-nascidos, desprotegidos na correnteza, ficam imediatamente vulneráveis a predadores, e poucos sobrevivem aos primeiros dias.

Ameaças

A poluição e a urbanização litorânea prejudicam os cavalos-marinhos, mas a principal ameaça é a pesca predatória desenfreada. A pesca comercial captura acidentalmente milhões de cavalos-marinhos por ano. Há também a pesca direcionada a cavalos-marinhos para suprir a demanda turística por suvenires desidratados e um mercado de medicina tradicional não regulamentado da Ásia.

Dados populacionais de muitas espécies de cavalos-marinhos são escassos, mas cientistas acreditam que a grande maioria esteja ameaçada, e algumas populações, em declínio acelerado. Não se sabe ao certo como o aquecimento dos mares decorrente das mudanças climáticas afetará os cavalos-marinhos em longo prazo.

Salvando cavalos-marinhos

Proteger os cavalos-marinhos requer a proteção de seus habitats de águas rasas contra a poluição e a urbanização destrutiva, a aplicação de leis de pesca comercial destinadas a eliminar o problema das capturas acidentais e a redução da demanda por esses animais como suvenir e supostos suplementos medicinais.

VOCÊ SABIA?

O nome do gênero dos cavalos-marinhos Hippocampus significa, em grego, “monstro marinho semelhante a um cavalo” ou, segundo outra tradução, “lagarta semelhante a um cavalo”.
UselessEtymology.com

O hipocampo no cérebro humano leva o nome do cavalo-marinho (gênero Hippocampus) devido a seu formato semelhante ao peixe.
UselessEtymology.com

A bolsa incubadora de um cavalo-marinho macho pode conter simultaneamente mais de mil embriões.
Zoe M. G. Skalkos,et al. Journal of Comparative Physiology B (2020)

Embora cavalos-marinhos não se desloquem, alguns são conhecidos por migrar, muitas vezes presos a aglomerados de algas marinhas que os transportam por longas distâncias (um processo semelhante à prática de “rafting” em corredeiras).
— organização sem fins lucrativos Project Seahorse

Cavalos-marinhos são animais marinhos — ou seja, vivem em água salgada — mas podem tolerar diversos níveis de salinidade, inclusive as águas salobras de estuários, onde águas doces e salgadas se misturam.
— organização sem fins lucrativos Project Seahorse

Durante o desenvolvimento dos filhotes na bolsa do cavalo-marinho macho, ele os nutre através de uma placenta — embora ainda não se saiba exatamente como esse processo funciona (não há cordão umbilical).
Zoe M. G. Skalkos, et al. Journal of Comparative Physiology B (2020)

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