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Fernando Faciole
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02:24
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Dois tamanduás-bandeira olham para uma luz de estúdio usada para fotografá-los. No Brasil, novas rodovias estão sendo pavimentadas para conectar áreas agrícolas recém-abertas, e mais tamanduás acabam morrendo atropelados.
Desbiez, Ferraz e o veterinário Mario Alves soltam um tamanduá-bandeira, que passou por uma avaliação de saúde, em um eucaliptal no Mato Grosso do Sul. Ao estudar essa espécie e orientar a instalação de passagens para a fauna, eles esperam criar um modelo que outras comunidades possam utilizar para salvar animais vulneráveis.
Um filhote órfão de tamanduá-bandeira segue seu cuidador por um centro de reabilitação no estado de Minas Gerais, no Sudeste do país. Após quase dois anos de acompanhamento, o filhote foi devolvido à natureza.
Os veterinários Mario Alves (à esquerda), Mario Tabosa (ao centro) e Janecler Oliveira realizam um ecocardiograma para visualizar o coração de um tamanduá-bandeira selvagem na fazenda Santa Lourdes, em Mato Grosso do Sul. Pesquisadores estudam os animais e monitoram seus deslocamentos para desenvolver formas de protegê-los de ameaças como atropelamentos, ataques de cães e incêndios florestais.
Um filhote se agarra às costas da mãe enquanto ela percorre o Pantanal. As fêmeas de tamanduá dão à luz apenas um filhote por ano, e a cria precisa de cuidados por cerca de seis meses. Essa taxa de reprodução lenta torna a espécie vulnerável ao declínio populacional.
Trabalhadores em Mato Grosso do Sul montam uma passagem para a fauna sob a rodovia BR-262, trecho marcado por frequentes atropelamentos de animais. Em 2024, autoridades federais decidiram construir cerca de 160 quilômetros de cercas e 10 novas passagens nas proximidades de pontos críticos de colisões.
A veterinária Grazielle Soresini examina a carcaça de um tamanduá-bandeira atropelado na BR-267. Após cada ocorrência, ela e sua equipe coletam amostras de tecido e afastam o animal da pista, quando necessário, para proteger animais necrófagos do tráfego.
No estado de Mato Grosso do Sul, a rodovia BR-267 atravessa o ecossistema nativo do tamanduá-bandeira, que vem sendo transformado pela agricultura. As terras do lado esquerdo da estrada ainda são dominadas por vegetação de cerrado, enquanto, do lado direito, a área foi desmatada para o cultivo agrícola.
Um tamanduá-bandeira caminha pesadamente pelo Pantanal, a maior área úmida tropical do mundo, no centro-oeste do Brasil. Na última década, a espécie sofreu um declínio drástico em toda a América Central e do Sul devido a incêndios florestais, perda de habitat e atropelamentos.
O biólogo Arnaud Desbiez (à esquerda) e o veterinário Rafael Ferraz realizam uma avaliação de saúde em um tamanduá-bandeira equipado com um arnês de rastreamento. Em 2017, Desbiez fundou o Programa de Conservação do Tamanduá-Bandeira, que hoje monitora os deslocamentos dos animais para elaborar novas formas de protegê-los.