Revitalizando as lavouras de café no Zimbábue por meio da educação

A Nespresso apoia os agricultores para que cultivem grãos de qualidade superior, mudando vidas em suas comunidades.

Por Karen Carmichael
Os agrônomos da Nespresso oferecem aulas práticas no campo simulando situações reais, de maneira que os ...

Os agrônomos da Nespresso oferecem aulas práticas no campo simulando situações reais, de maneira que os alunos possam ver o impacto real da adoção de boas práticas.

Foto de Rena Effendi

Levar o café dos grãos à xícara é um processo complexo. É preciso muito conhecimento para cultivar, colher e processar os grãos. No Zimbábue, a seca e a crise econômica praticamente destruíram a indústria cafeeira, e com ela boa parte do conhecimento essencial sobre essa cultura. O agrônomo Tafadzwa Nyakuchena trabalha no Programa AAA Nespresso de Qualidade Sustentável™ e ajuda agricultores a resgatar esse conhecimento e aprender métodos mais modernos, produzindo grãos de alta qualidade e revitalizando a indústria cafeeira local.

"O Zimbábue tem o clima ideal e bons solos para o cultivo de café", afirma Tafadzwa. "As temperaturas amenas, a alta umidade e os vales tropicais do leste do Zimbábue proporcionam um ambiente muito propício para o cultivo". Ele trabalha no Programa AAA Nespresso desde 2018, no âmbito da Academia AAA Nespresso, administrada pela Nespresso e pela TechnoServe, uma organização internacional sem fins lucrativos que combate a pobreza em países em desenvolvimento. A academia oferece aconselhamento e treinamento agrícola a produtores de café do Zimbábue, com o objetivo de revitalizar o setor cafeeiro do país e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida dos habitantes locais.

Compartilhando seus conhecimentos técnicos sobre cultivo e processamento de café com agricultores do distrito de Mutasa, Tafadzwa ajuda a produzir grãos de altíssima qualidade, o que aumenta o valor do produto e promove o desenvolvimento da comunidade. Tafadzwa oferece um auxílio muito necessário em várias áreas importantes: preparação do solo para o plantio, em locais com a quantidade correta de sombra para os pés de café, poda de galhos não saudáveis e inspeção da lavoura para controle de pragas e doenças. Os agricultores também estão usando métodos naturais de controle de pragas, analisando cuidadosamente o solo para diagnosticar a ausência de nutrientes e aprimorando a higiene da lavoura por meio da remoção de grãos velhos e secos dos pés de café. 

Os treinamentos em plantio, poda e colheita são liderados por agrônomos AAA e instrutores como Tafadzwa Nyakuchena. Ele também oferece aconselhamento prático durante visitas presenciais nas comunidades para incentivar a adoção de boas práticas.

Foto de Rena Effendi

Durante vinte anos, os agricultores de café do Zimbábue lutaram para manter suas lavouras viáveis. Agora, graças em parte à ação da Nespresso e da academia, as lavouras estão sendo resgatadas. Cada vez mais agricultores estão buscando os módulos de ensino da academia e se preparando para plantar café todos os anos – especialmente gente jovem, que hoje enxerga um futuro no café. O trabalho de Tafadzwa incentivou um grupo de jovens a criar um berçário de mudas de café usando recursos próprios. "Eu nunca achei que seria produtor de café, pois me lembro que os meus pais não ganhavam nada por todo seu o esforço na lavoura", conta Fanuel Munyuki, um dos jovens. "Mas agora tudo mudou".

A despeito das complexidades ligadas à lavoura de café, o produto voltou a ser um atrativo para os agricultores locais. Ao longo dos dois anos em que o Programa AAA operou na área, a comunidade como um todo se beneficiou de rendimentos mais altos: mais crianças estão indo para a escola, moradores da comunidade têm acesso a mais serviços de saúde e foi criado um fundo de investimento para financiar equipamentos agrícolas. No distrito de Mutasa, o futuro parece promissor. Quem vai aos treinamentos do Programa AAA frequentemente fica até mais tarde para falar sobre outras oportunidades de desenvolvimento econômico, incluindo oportunidades de emprego em lavouras de café que estão se expandindo ou que foram criadas recentemente. 

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