Leopardo-das-neves

Encontrados nas elevadas cordilheiras da Ásia Central, como no Himalaia e no planalto do Tibete, são arredios e reclusos e quase impossíveis de se avistar na natureza.

Monday, April 13, 2020,
Por Redação National Geographic
Um leopardo-das-neves fotografado no Zoológico Miller Park em Bloomington, Illinois.
Um leopardo-das-neves fotografado no Zoológico Miller Park em Bloomington, Illinois.
Foto de Joel Sartore, National Geographic Photo Ark
  • Nome comum: Leopardo-das-neves
  • Nome científico: Panthera uncia
  • Classe: Mamíferos
  • Alimentação: Carnívoro
  • Tamanho: 1,21 a 1,52 metros; cauda: 91 centímetros
  • Peso: 27 a 54 kg
  • Status de conservação: Ameaçado
  • Tendência populacional: Em declínio 
O Disney Conservation Fund colabora com os esforços de conservação dessa espécie. A National Geographic Partners é uma joint venture entre a National Geographic Society e a The Walt Disney Company.

Esses leopardos pardos cobertos de pintas vivem nas montanhas da Ásia Central. Seu isolamento térmico é obtido com a pelagem espessa e suas grandes patas peludas que atuam como sapatos de neve naturais. Os leopardos-das-neves possuem pernas potentes e são excelentes saltadores, capazes de pular distâncias de 15 metros. Esses grandes felinos usam suas longas caudas para se equilibrar e também como cobertores para proteger partes sensíveis do corpo contra o frio intenso das montanhas. Eles são arredios e reclusos, e raramente são vistos na natureza.

Os leopardos-das-neves podem ser encontrados nas elevadas cordilheiras da Ásia Central, como no Himalaia e no planalto do Tibete. Preferem terrenos escarpados e acidentados com afloramentos rochosos, onde é difícil encontrar presas. É por isso que esses carnívoros requerem uma quantidade enorme de espaço para se deslocarem: os leopardos machos precisam de até 207 km2 – uma área maior que três Manhattans – ao passo que as fêmeas possuem áreas de distribuição de até 124 km2.

As presas dos leopardos-das-neves são os carneiros-azuis (barais) do Tibete e do Himalaia, bem como o íbex da montanha, encontrado em grande parte do restante de sua área de distribuição. Embora esses poderosos predadores possam matar animais com o triplo de seu peso, eles também comem refeições menores, como marmotas, lebres e aves de caça.

Segundo relatos, um leopardo-das-neves indiano, protegido e observado em um parque nacional, consome cinco carneiros-azuis, nove lebres tibetanas da espécie Lepus oiostolus, 25 marmotas, cinco cabras domésticas, uma ovelha doméstica e 15 aves em um único ano.

A expansão de assentamentos humanos, sobretudo para a criação de animais, acentuou os conflitos. Criadores de animais às vezes matam leopardos-das-neves para impedir ou retaliar pela predação de seus rebanhos. Suas vidas também estão ameaçadas pela caça ilegal, motivada pelo comércio ilegal de peles e partes do corpo utilizadas na medicina tradicional chinesa. Como consequência, esses felinos parecem estar em um drástico declínio: ao menos 20% da população perdeu-se em duas décadas.

A destruição do habitat e o declínio na ocorrência dos grandes mamíferos que são presas desses felinos também são fatores de contribuição. As mudanças climáticas estão elevando as temperaturas médias em toda área de distribuição do leopardo-das-neves, o que, segundo cientistas, diminuirá o habitat alpino da espécie e acirrará a competição com outros predadores como leopardos, cães selvagens e tigres. Por esses motivos, a União Internacional para Conservação da Natureza classifica o leopardo-das-neves como vulnerável à extinção.

Nos últimos anos, foi criada uma iniciativa conjunta para salvar os leopardos-das-neves. Foram estabelecidas reservas de proteção em toda a sua área de distribuição, incluindo santuários no Afeganistão, Mongólia e Quirguistão. O último país foi particularmente fonte de boas notícias: as montanhas do Quirguistão servem como um corredor para os leopardos-das-neves se movimentarem entre os extremos norte e sul de sua área de distribuição.

Apesar disso, a criação de reservas de proteção para esses grandes felinos ajudou apenas um pouco: segundo um estudo, 40% dessas reservas de proteção são pequenas demais para o leopardo-das-neves.

Os países também têm reforçado seu policiamento contra a caça ilegal e grupos de conservação trabalham com criadores de animais para desenvolver sistemas para manter os leopardos-das-neves afastados de seus rebanhos. Outros ainda conscientizam sobre o importante papel que esses grandes felinos desempenham em seu ambiente. Como uma espécie emblemática, os leopardos-das-neves são basicamente um símbolo para todo o seu ecossistema: se sobreviverem, também sobreviverão muitas das outras espécies em seu habitat.

VOCÊ SABIA?

  • O leopardo-das-neves é o único grande felino que não ruge.
  • Os leopardos-das-neves são tão reclusos que são conhecidos como os “fantasmas da montanha”.
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