Pangolim-malaio

A espécie tem sido caçada até a extinção por causa de sua carne e escamas, utilizadas na medicina tradicional chinesa, apesar da falta de evidências de que tenham algum efeito.

Monday, April 6, 2020,
Por Redação National Geographic
pangolim-malaio
Pangolim-malaio da espécie Manis javanica, em extinção, no Centro de Conservação de Carnívoros e Pangolins no Parque Nacional Cuc Phuong, no Vietnã.
Foto de Joel Sartore, National Geographic Photo Ark
  • Nome comum: Pangolim-malaio
  • Nome científico: Manis javanica
  • Classe: mamíferos
  • Dieta: insetívoro
  • Expectativa de vida média: desconhecida
  • Tamanho: até 55 cm
  • Peso: 5 a 6,80 kg
  • Status de conservação: criticamente ameaçado
  • Tendência populacional: em declínio 
A National Geographic Society e o Disney Conservation Fund colaboram com os esforços de conservação dessa espécie. A National Geographic Partners é uma joint venture entre a National Geographic Society e a The Walt Disney Company.

Os pangolins-malaios estão criticamente ameaçados. Como as demais espécies de pangolins de outras regiões da Ásia e da África, estão sendo caçados até a extinção por causa de sua carne e escamas, utilizadas na medicina tradicional chinesa, apesar da falta de evidências de que tenham algum efeito. Todas as oito espécies dessas criaturas tímidas e cheias de escamas são consideradas os mamíferos mais traficados do mundo.

Os pangolins são cobertos, em grande parte, por escamas espessas de queratina — a substância da qual as unhas humanas são feitas — que protegem seus corpos de predadores como leopardos. Quando ameaçados, enrolam-se formando uma bola, assim como fazem os tatus, e assim escondem seu ventre vulnerável e outras partes não cobertas pelas escamas rígidas. Esse mecanismo de defesa facilita sua captura pelos humanos.

Além de suas escamas, a característica mais notável do pangolim é sua língua e focinho longos. Assim como um tamanduá, o pangolim utiliza suas fortes garras dianteiras para quebrar cupinzeiros e formigueiros, em seguida, enfia seu focinho e suga os insetos com sua língua extremamente longa.

Os pangolins-malaios são a espécie de pangolim com a maior área de distribuição na Ásia, ocorrendo em grande parte do sudeste asiático. Eles possuem algumas diferenças em relação aos seus primos asiáticos (principalmente, o pangolim chinês): possuem menos fileiras de escamas nas costas, caudas mais longas e garras de membros dianteiros mais curtas. Também tendem mais a subir em árvores para alcançar formigueiros, usando suas caudas preênseis para se agarrar aos galhos. Durante o dia, dormem em tocas ou cavidades nas árvores.

Como outras espécies de pangolins, as fêmeas de pangolins-malaios geralmente têm um filhote de cada vez.

Como os pangolins-malaios costumam ser solitários, tímidos e noturnos, assim como as demais espécies de pangolins, não há estimativas confiáveis da população. No entanto, segundo levantamentos de caçadores em várias partes de suas áreas de distribuição, esses animais estão muito mais difíceis de encontrar, sugerindo que suas populações foram drasticamente dizimadas. Com o declínio das populações de pangolins na Ásia, os traficantes de animais silvestres recorrem cada vez mais aos pangolins africanos.

O comércio internacional em todas as oito espécies de pangolim foi banido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção em 2016.

VOCÊ SABIA?

  • As espécies asiáticas de pangolins possuem cerdas entre suas escamas, ao contrário das espécies africanas.
  • A língua de um pangolim é mais longa que seu corpo; ela se retrai em uma cavidade especial em seu abdômen.
  • “Pangolim” vem de “penggulung”, que significa “rolo” em malaio. Os pangolins se enrolam, formando uma bola, quando ameaçados.
  • Pangolins são os únicos mamíferos conhecidos no mundo cobertos com escamas verdadeiras.
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