Berço de doenças, parte devastada da Amazônia enfrenta covid-19, dengue e malária

Moradores da maior floresta tropical do mundo vivem efeitos sinérgicos das mazelas do desmatamento, desigualdades sociais, doenças tropicais e a pandemia do novo coronavírus.

Fotos de Rafael Vilela
Publicado 15 de abr de 2021 07:00 BRT, Atualizado 15 de abr de 2021 22:19 BRT
revoada de pássaros brancos em zona de recente urbanização

Revoada de pássaros em área de expansão urbana na cidade de Sorriso, no Cerrado mato-grossense. A população de Sorriso cresceu 8,6% nos últimos cinco anos de acordo com dados da prefeitura. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, a cidade é a maior produtora de milho e soja do Brasil.

Foto de Rafael Vilela
As fotos desta reportagem foram produzidas com apoio da bolsa emergencial covid-19 da National Geographic Society.

Maria começou a sentir dores nos olhos depois do aniversário de doze anos, em 22 de abril de 2020. Era o auge da quarentena restritiva para conter a propagação da covid-19, estabelecida por um decreto do governo de Mato Grosso em 16 de março. “No hospital só entravam pacientes mais graves. Não a levamos ao médico primeiro por isso. Depois, ela melhorou, porém dias após começou a queixar-se de dores intensas e fomos com ela ao médico”, relata Leni Almeida, mãe da garota.

Em quatro dias foram mais de três exames atestando o agravamento do quadro clínico de Maria. “Ela passava mal toda noite, retornávamos ao hospital, mas nada de ser fazer um procedimento nela”, conta a mãe. Em 28 de abril, a garota falecia no hospital regional de Sorriso, cidade a 396 quilômetros da capital Cuiabá (MT), à espera de um leito.

Maria não morreu por covid-19, mas por dengue. Ela é uma das vítimas do que alguns pesquisadores chamam de sindemia, a colisão entre uma pandemia e outras doenças – como a dengue e a zika – e desigualdades sociais. A jovem é um exemplo da falta de preparo dos aparelhos de saúde para garantir que a crise de covid-19 não torne outras doenças endêmicas fatais. “As pessoas esqueceram que a dengue mata também. Minha filha foi vítima de falta de leitos. Todos estavam focados apenas no coronavírus”, diz Leni.

Mãe de Maria segura retrato da filha, morta por dengue. 

Foto de Rafael Vilela

O termo sindemia foi cunhado por Merril Singer na década de 1990, no auge da epidemia de Aids nos EUA. À época, a doença afetava desproporcionalmente as comunidades negras habitantes de bairros pobres das grandes cidades americanas e Singer propunha enxergar a crise de saúde como um emaranhado de problemas que envolviam questões raciais, de gênero, econômicas e outras enfermidades.

Em setembro de 2020, o pesquisador Richard Horton, professor honorário da Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres, sugeriu tratar a pandemia de coronavírus como uma sindemia em uma carta publicada no periódico científico The Lancet, do qual é editor-chefe. Segundo Horton, abordar a pandemia de maneira puramente biomédica, independentemente de quão efetivos sejam novos remédios ou vacinas, não vai dar certo. "A não ser que governos criem políticas e programas para reverter as profundas desigualdades, nossas sociedades nunca estarão livres da covid-19", escreveu Horton. No mês seguinte, um outro pesquisador, Chris Kenyon, do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, repercutiu a carta de Horton, adicionando que o combate à sindemia de covid-19 deve incluir uma dimensão ecológica.

A morte da jovem Maria na zona rural de uma das cidades mais ricas e desiguais de Mato Grosso concretiza o conceito. O município de Sorriso tem o hectare de terra mais caro do estado e produz 3% de toda lavoura do Brasil. Um grau de desenvolvimento econômico que não reflete na vida da população local.

Em 2020, Mato Grosso registrou 20 mortes por dengue e 3,9 mil por covid-19. Também foram registrados 3,5 mil casos de malária. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o caso de Maria era de responsabilidade do atendimento primário, responsabilidade do município. A assessoria de imprensa de Sorriso afirmou que o hospital onde a jovem faleceu é de responsabilidade do estado.

Ficha de controle de visita de amarela e dengue na casa de Leni e de sua filha Maria.

Foto de Rafael Vilela

Ferro velho no distrito de Boa Esperança, em Sorriso, serve de depósito para máquinas antigas ou sem conserto. O local é alvo de reclamações da comunidade por acumular água e juntar mosquitos.

Foto de Rafael Vilela

Crise amazônica

Em toda a Amazônia, o combate ao vírus agravou velhos problemas de saúde pública. Municípios de Mato Grosso, Amazonas e Acre estão entre as regiões com maior incidência de dengue do país, com quase 500 casos para 100 mil habitantes – um padrão que, segundo informações do Ministério da Saúde, segue a linha do arco do desflorestamento da Amazônia. Em 2020, 979.764 casos da doença foram notificados no Brasil.

Foi também na maior floresta tropical do mundo que surgiu uma das novas cepas da Sars-CoV-2, a P.1. A variante do novo coronavírus é um desafio para o enfrentamento da covid-19 e tem levado profissionais de saúde a situações extremas. A cena de uma enfermeira empurrando uma maca entre as lendárias rodovias Transamazônica (BR-230) e a Cuiabá-Santarém (BR-163) tornou-se um símbolo da sindemia amazônica. O fato aconteceu em Rurópolis, no Pará.

Um engarrafamento de caminhões levou Rebeka Fonseca a abandonar a ambulância e seguir arrastando uma maca para salvar a paciente. O engarrafamento ocorreu por protestos e tráfego de carretas na região do porto de Miritituba, no Pará. Sem hospital, sem leitos e sem condição de transporte por falta de UTI aérea, a solução foi caminhar com a paciente por dois quilômetros em uma estrada sem asfalto.

Rodovia estadual que liga os municípios de Cotriguaçú e Brásnorte, no noroeste de Mato Grosso, atravessa plantações de soja e milho, onde antes havia vegetação de transição entre o Cerrado e a Amazônia.

Foto de Rafael Vilela

“A paciente precisava de procedimentos que o hospital municipal de Rurópolis não podia oferecer. Foi feito a solicitação de transferência e estávamos tentando chegar a Itaituba”, narrou Fonseca em uma das várias entrevistas que deu depois do episódio. “Era uma paciente de covid-19 com comorbidades. Ela tinha muito medo, precisei regrar um pouco do oxigênio, pois a situação era crítica. Estávamos cercados de caminhões e sem previsão de conseguir sair de lá. Foi quando decidimos ir a pé pra salvá-la.”

Caos estrutural

“Se queremos evitar novas pandemias e controlar a situação da covid-19, vamos ter que modificar os padrões atuais de produção e consumo”, alerta Cecília Andreazzi, pesquisadora do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios (LabPMR), da Fiocruz. “O novo coronavírus deixou claro que, se ignorarmos a relação das doenças com a nossa forma de relação com a natureza, o futuro será muito desafiador.”

Para a pesquisadora, a situação de hoje é uma amostra do que pode acontecer se nada mudar. “Você tem cidades já afetadas por endemias de doenças tropicais como dengue e zika, o agravamento de casos de malária pelo desmatamento, somados a uma forte desigualdade social”, explica Andreazzi. “Tudo isso empurra os pobres para regiões que os tornam mais vulneráveis. E eles já são, pois carregam comorbidades desenvolvidas por uma vida com uma dieta alimentar ruim e acesso restrito aos tratamentos de saúde.”

Irmão de Maria em casa durante a visita da reportagem em novembro de 2020.

Foto de Rafael Vilela

Cecília Andreazzi também coordena o centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose), do CNPq. O grupo estuda formas de evitar novas pandemias a partir das zoonoses, doenças comuns aos homens e animais. “O objetivo é entender como as variáveis ambientais e o uso do ambiente modifica a diversidade de reservatórios de certas doenças”, diz Andreazzi. Esses reservatórios são os animais propagadores de doença que podem afetar os homens.

No caso da covid-19, os animais mais propícios a serem reservatórios são os morcegos. “Eles têm a variedade mais próxima dos tipos do novo coronavírus que atinge os humanos, porém não foi descoberto o elo de ligação entre eles e o humano”, explica Gisele Winck, que integra o grupo de trabalho da Fiocruz no LabPMR.

A pesquisa é focada em zoonoses e não na covid-19, mas os mecanismos que induzem um problema também levam ao outro. “Buscamos compreender os animais silvestres que possam ser possíveis hospedeiros de doenças que possam atingir humanos e como o uso do meio ambiente interfere”, diz Winck.

Desmatamento nas proximidades da TI Kapot Jarinã - MT

Foto de Rafael Vilela

 Desmatamento e a sindemia

O desmatamento é o elo catalisador das zoonoses, endemias, novas doenças e pandemias. A relação direta do aumento de casos de malária em áreas de desmatamento já foi comprovado em uma pesquisa publicada na revista Nature, que apontou que, para cada quilômetro quadrado de desmatamento, surgem 27 novos casos de malária.

“Quanto mais áreas desmatadas, maiores as transformações que estamos operando nos mecanismos que desencadeiam em mutações de vírus e zoonoses”, explica Andreazzi, da Fiocruz. “Você tem mudança nos animais que ali estavam, exposição de espécies à caça e inclusive o aquecimento local das áreas recém desflorestadas. É um mix de ações que induz a produção imediata de novos hospedeiros.” Em setembro de 2020, Andreazzi, Winck, e outros oito pesquisadores assinaram um artigo no The Lancet alertando sobre como a pandemia da covid-19 poderia avançar nas regiões da fronteira do desmatamento na Amazônia. 

O texto expõe casos ocorridos em outros locais do mundo e revela as vulnerabilidades do Brasil frente a pandemia da covid-19. Segundo os cientistas, o aumento da perda de biodiversidade causadas pela expansão de atividades antrópicas são os principais impulsionadores de surtos de doenças infecciosas no mundo, como no caso do ebola, o vírus Nipah e os arbovírus – que incluem o vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

“Países megadiversos com alta vulnerabilidade social e crescente degradação ambiental são propensos a derramamento de patógenos da vida selvagem para os seres humanos e exigem políticas destinadas a evitar o surgimento de zoonoses. No Brasil, alertas claros são o recente surgimento dos vírus oropouche, hantavírus, vírus sabiá e o ressurgimento da doença de Chagas”, diz trechos do estudo, que termina com um pedido de atenção por parte do poder público.

Seu Irineu, barqueiro do rio Teles Pires, posa para uma foto no local onde antes ficava sua casa, no norte de Mato Grosso. Sua vida é marcada por alagamentos: nos anos 1970, perdeu suas terras para a construção da usina de Itaipú, no Paraná.

Foto de Rafael Vilela

Florestas submersas

Outro grande impacto ambiental local são as hidrelétricas. Entre 2010 e 2019 foram construídos quatro grandes projetos de geração de energia e 14 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) apenas na bacia do rio Teles Pires, no norte de Mato Grosso. A mais próxima de Sorriso é a Usina Hidrelétricas de Sinop.

A legislação ambiental brasileira obriga que antes da formação de reservatórios para hidrelétricas, a vegetação seja suprimida. Porém, nos licenciamentos realizados em Mato Grosso, essa não foi a regra. Um dossiê produzido pela Câmara Municipal de Sinop, à época do licenciamento da UHE Sinop, chegou a pontuar os riscos que os reservatórios poderiam trazer para o aumento de endemias. O relatório da comissão que acompanha os atingidos pela UHE apontou que essa mudança causaria a inviabilização da criação de peixes, ausência de turismo ecológico na área e proliferação de doenças causadas pelos efeitos da decomposição da floresta submersa, como dengue, malária entre outras enfermidades.

Os argumentos não foram suficientes para que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT) licenciasse a obra sem a necessidade de supressão total em 2017. A concessionária responsável pela obra reduziu a supressão de 22 mil para 9 mil hectares, deixando 13 mil hectares de floresta sob as águas do rio Teles Pires.

Em 2020, os casos de dengue na região mais do que triplicaram em relação a 2019.

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Sinop, no rio Teles Pires, norte de Mato Grosso. O alagamento de vastas áreas de floresta sem a prévia derrubada da vegetação pode ter contribuído para um aumento de dengue na região. 

Foto de Rafael Vilela

À época, o ex-vice-governador e secretário de estado do Meio Ambiente, Carlos Fávaro (PSD-MT), hoje senador por Mato Grosso, defendeu o relatório que autorizou a redução da supressão de vegetação. “O estudo foi muito bem elaborado. Precisamos parabenizar os empreendedores diante dos cálculos matemáticos que visam medir a qualidade da água antes e depois. […] Nós conseguimos constatar que nenhum dos lagos das usinas implantadas no Brasil foi com supressão total. Isso será acompanhado com rigor e o devido tempo”, disse em entrevista ao site SóNotícias.

Os atingidos pelas UHE confirmam o aumento de mosquitos. “O peixe ficou só na lembrança. [...] As árvores onde pescávamos estão todas submersas”, disse Irineu Kochengorger, barqueiro no rio Teles Pires e atingido pela UHE em entrevista à reportagem. “Vi muito macaco, bicho, e muita cobra correndo das águas. Até as orquídeas o pessoal do resgate [comissão de resgate de fauna da hidrelétrica] levou embora, não sei pra onde. Hoje, ficou tudo de baixo d’água. Tem lugares ainda com muito pernilongo. Aqui tem quem pegou dengue e apareceu até malária.”

Outros possíveis hospedeiros de doenças também seguem proliferando sem controle na região. “Outra coisa que dá muito aqui é o caramujo. Virou um monte, um trem sem controle. E eles aparecem até nas praias.”

A assessoria de imprensa da concessionária responsável pela UHE Sinop respondeu que não há qualquer comprovação de aumento de transmissores ou incidência de doenças como malária e dengue, seja no período de construção ou da operação do empreendimento, de acordo com estudos realizados pela Companhia Energética Sinop (CES), em alinhamento com as secretarias municipais e estadual de saúde. Segundo a CES,  a empresa monitora regularmente e apresenta trimestralmente para todos os municípios da região um boletim epidemiológico, onde são reportados os dados de diversas endemias na área de influência da UHE Sinop, inclusive malária e dengue. Esses boletins vêm comprovando que essas endemias não tiveram alterações significativas em seu comportamento ao longo de todo o monitoramento. Sobre a infestação de caramujos, a CES não registrou qualquer ocorrência na UHE Sinop, tanto no reservatório, quanto nos dutos das unidades geradoras, onde o mexilhão tem o hábito de alojar-se. A empresa também não recebeu reclamações por parte da comunidade na área de influência da usina até o momento.

Contrariando normas ambientais, o alagamento da represa da hidrelétrica de Sinop foi autorizado antes da remoção de toda a vegetação. Embaixo d'água, árvores e folhas se decompõe e produzem metano, um potente gás de efeito estufa.

Foto de Rafael Vilela

O processo de alagamento sem prévia supressão da vegetação diminuiu a concentração de oxigênio na água, matando toneladas de peixes. 

Foto de Rafael Vilela

Quando questionada sobre a questão da não ocorrência de desmatamento na área do reservatório, a CES afirmou por meio de sua assessoria que cumpriu todas as obrigações legais de remoção da biomassa (desmatamento) antes do represamento, segundo critérios técnicos e científicos amplamente utilizados no Brasil e no mundo. A companhia afirmou que não há comprovação que relacione o empreendimento, tanto em sua construção como durante o seu funcionamento, com a incidência das endemias locais.

Segundo os últimos boletins epidemiológicos da secretaria estadual de saúde de Mato Grosso, o município e toda região do Teles Pires são classificados como de alto risco para dengue. 

Salto genético

Já o avanço do desmatamento para conversão de floresta em plantações e pastagens pode encurtar o tempo de mutação de doenças tropicais. “A ocupação humana em ambiente silvestre aumenta o contato direto do homem e dos animais. Esse contato extremo com o fluido – carne e sangue – aumenta as possibilidades de um contágio por doenças pré-existentes, e também de uma mutação de outros vírus e bactérias que infectem animais e ainda não infectem humanos", explica Hugo Fernandes, biólogo, especialista em conservação e professor da Universidade Estadual do Ceará, que também integra o grupo de pesquisa da Fiocruz.

A interação com animais selvagens pode inclusive explicar o surgimento do novo coronavírus, “porque tínhamos um tipo de coronavírus em morcegos e várias mutações, até que um possível pangolim foi infectado”, diz Fernandes. “E pra que um pangolim [animal diurno] fosse infectado por um morcego [noturno], foi necessário estarem juntos em um mercado durante décadas... No caso, o grande mercado de Wuhan, na China [possível epicentro da pandemia], onde também tínhamos o humano. Foi um estreitamento de um contato artificial que pode ter reduzido o tempo de mutação de uma doença que só existia, até então, na natureza.”

Área de alagamento da UHE Sinop também foi acometida por queimadas no período da seca em 2020. Quando o nível da água é reduzido, a matéria orgânica que deveria ter sido suprimida vira combustível para incêndios.

Foto de Rafael Vilela

O mecanismo que pode ter desencadeado a mutação da covid-19 para o homem é cada vez mais comum no arco do desflorestamento na Amazônia. “Nesses ambientes, o homem entra em um novo território com animais que até então viviam isolados e distantes dos centros urbanos. Temos um estreitamento de relação que nem sabemos o que pode gerar”, continua Fernandes. “Hoje, já existem mais de 150 espécies de animais silvestres que são usados como medicamentos na Amazônia, por exemplo. E o contato é cada vez mais constante. A caça de tatus também já é comprovadamente a causa do aumento da hanseníase, doença de Chagas e outros males.”

“Se não reduzimos esse tipo de interação descontrolada com animais silvestres, estamos deixando a porta das possibilidades de doenças futuras aberta a toda sorte que as mutações podem trazer.”

Aos povos da Amazônia, por ora, resta apenas torcer para que a natureza os poupe do pior. Em meio a um grande campo de soja, a família de Maria presta a última homenagem a adolescente vítima da sindemia. “Estamos construindo uma casinha pra colocar as coisas dela, tudo no quarto ainda está guardado”, diz Leni, mãe da menina. “Foi o que nos restou fazer por ela.”

Esta reportagem foi produzida com apoio do Rainforest Journalism Fund, do Pulitzer Center.

M. foi enterrada no cemitério comunitário de Boa Esperança do Norte, cravado entre as inesgotáveis monoculturas de soja e milho de Sorriso (MT).

Foto de Rafael Vilela
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