Morreu Thomas Lovejoy, biólogo que cunhou o termo ‘diversidade biológica’

O Explorador da National Geographic faleceu aos 80 anos no fim de 2021. Ele publicou a primeira estimativa de taxas globais de extinção.

Por Christine Dell'Amore
Publicado 4 de jan. de 2022 13:40 BRT
Foto de estúdio de Thomas Lovejoy com uma arara em seu braço

Thomas Lovejoy, um dos principais biólogos conservacionistas do mundo, trabalhou na intersecção das áreas da ciência e política ambiental.

Foto de Dylan Coulter

Thomas Lovejoy, famoso biólogo conservacionista norte-americano que cunhou o termo “diversidade biológica” em 1980, faleceu no dia 25 de dezembro, aos 80 anos. Lovejoy morava no norte do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, e passou mais de 50 anos trabalhando na Floresta Amazônica. Nesse período, fundou a Amazon Biodiversity Center, uma organização sem fins lucrativos que chamou a atenção de todo o mundo para as ameaças advindas do desmatamento tropical. Em 1971, recebeu o seu primeiro financiamento da National Geographic Society e em 2019 se tornou um Explorador da National Geographic.

“Conhecer Tom era conhecer um extraordinário cientista, professor, conselheiro e incansável defensor de nosso planeta”, disse Jill Tiefenthaler, CEO da National Geographic Society, em um depoimento. “Ele também foi um conciliador: reunia pessoas e organizações para preservar e proteger alguns de nossos ecossistemas mais frágeis e espécies fundamentais.”

Em 1980, ele também publicou a primeira estimativa das taxas globais de extinção, projetando corretamente que, no início do século 21, muitas espécies estariam extintas. Lovejoy era doutor em biologia pela Universidade de Yale, e trabalhou orientando três organizações diferentes, a Fundação das Nações Unidas, o Banco Mundial e outras organizações sobre como proteger as espécies e avançar no campo da biologia da conservação. Lovejoy atuava como professor de ciência e política ambiental na Universidade George Mason, na Virgínia, desde 2010. 

“Tom era um gigante no mundo da ecologia e conservação”, declarou Enric Sala, Explorador Residente da National Geographic. “Mas o mais importante: ele foi um grande mentor; era extremamente generoso com seus alunos, colegas e amigos.”

Apesar de totalmente focado em alguns dos desafios ambientais mais complexos do planeta, Lovejoy continuava otimista. “Estamos empenhados em resolver esse problema antes que fique totalmente fora de controle, e esse momento já está próximo”, disse Lovejoy à National Geographic em 2015, sobre as mudanças climáticas. “Há coisas que podemos fazer juntos. Existem novas possibilidades para inovar e obter energia. Existem soluções biológicas que beneficiariam a todos.”

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