
O que é a Lua de Sangue ou Lua Vermelha? Veja 3 fatos sobre o fenômeno
A imagem mostra a progressão de um eclipse durante uma Lua de Sangue.
Esse efeito é resultado da refração da luz solar na atmosfera terrestre, que filtra os comprimentos de onda azuis e verdes, permitindo que apenas os tons vermelhos e alaranjados alcancem a superfície lunar, continua também um texto sobre o tema do “Farmer's Almanac”, um compêndio de informações sobre previsões do tempo e dados astronômicos, entre outras coisas, publicado nos Estados Unidos desde 1792.
As 3 curiosidades sobre a Lua de Sangue
Um dos fenômenos astronômicos mais chamativos a cruzar o céu noturno, a Lua de Sangue – também conhecida como Lua Vermelha – é ocorre durante um eclipse lunar total, quando o satélite da Terra adquire uma tonalidade avermelhada, como explica um artigo da Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos) sobre o tema.
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Como será a Lua de Sangue de março de 2026
No próximo dia 3 de março acontece uma nova Lua de Sangue nos céus do planeta, mas de acordo com Observatório Nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal brasileiro, esse eclipse será visto de forma parcial no Brasil.
“Quando a Lua estiver totalmente eclipsada, ela já vai estar embaixo do horizonte aqui para nós. Então, o Brasil não vai ver o eclipse total”, continua a fonte.
Apenas “no extremo oeste do Brasil, a Lua chegará a cerca de 96% de obscurecimento, percentual muito próximo da totalidade, mas ainda assim não caracterizado como um eclipse total visível", diz a fonte. Isso significa que estados como Acre, Amazonas e Roraima, por exemplo, poderão ver melhor a Lua de Sangue.
“Em outras partes do mundo, especialmente nas regiões localizadas em faixas mais a oeste do continente americano, será possível acompanhar a totalidade por mais tempo”, completa o Observatório Nacional.

Um gráfico da Nasa, em inglês, mostra a progressão de um eclipse lunar total com uma Lua de Sangue. O registro se refere ao fenômeno ocorrido em 27 de setembro de 2015.
1. Como a Lua Vermelha acontece exatamente?
Durante um eclipse lunar total, a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta que normalmente ilumina o satélite, continua a Nasa
No entanto, parte da luz solar é curvada (refratada) pela atmosfera da Terra, projetando uma luz avermelhada sobre a Lua. Esse fenômeno é semelhante ao que ocorre durante o nascer e o pôr do Sol, quando o céu adquire tons alaranjados e vermelhos, continua a fonte.
De acordo com a Nasa, a intensidade da cor vermelha pode variar dependendo das condições atmosféricas da Terra no momento do eclipse, como a presença de poeira, nuvens ou partículas vulcânicas.
A Lua Vermelha ocorre exclusivamente durante um eclipse lunar total, que só pode acontecer quando a Lua está em sua fase cheia e alinhada com o Sol e a Terra, completa a Encyclopaedia Britannica (uma plataforma de conhecimentos gerais e educação baseada no Reino Unido).
Esses eclipses são visíveis em qualquer lugar do mundo onde a Lua esteja acima do horizonte no momento do evento, continua a agência estadunidense. A fonte comenta que, em média, ocorrem de dois a quatro eclipses lunares por ano, mas nem todos são totais.
Os eclipses lunares totais, que produzem a Lua de Sangue, são menos frequentes, ocorrendo aproximadamente uma vez a cada 1,5 anos.
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A foto mostra o fragmento de uma Super Lua de Sangue vista sobre a região de Bayou Bienvenue, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, durante o eclipse registrado na manhã de quarta-feira, 26 de maio de 2021.
2. Por que a Lua de Sangue tem esse nome?
A Nasa explica que o termo "Lua de Sangue" não é científico, apesar de ter se tornado popular. Já segundo a “Farmer's Almanac”, essa expressão foi reforçada por livros e programas de televisão, que associavam o fenômeno a eventos místicos ou proféticos.
No entanto, a comunidade científica reitera que a coloração vermelha é um fenômeno natural e previsível, sem qualquer significado místico, reitera a fonte.
3. A Lua de Sangue pode ter sido observada já na Antiguidade
A primeira observação documentada de um eclipse lunar total (e, possivelmente, também o de uma Lua de Sangue, já que eles estão intimamente conectados, remonta a um passado remoto na civilização humana.
Registros históricos indicam que os babilônios já estudavam eclipses lunares por volta de 700 a.C., utilizando-os para prever eventos celestes, explica a Britannica, e provavelmente se depararam com Luas que tinham tons vermelhos ou alaranjados.
Astrônomos gregos, como Hiparco e Ptolomeu, também descreveram o fenômeno dos eclipses em seus estudos sobre o movimento da Lua.