Nova e supernova: como as estrelas morrem?

Estrelas com massa 100 vezes maior que a do Sol explodem sem deixar rastro. Saiba mais sobre esses fenômenos e suas diferentes características.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 6 de out. de 2022 10:06 BRT, Atualizado 6 de out. de 2022 12:41 BRT
Ajustando o relógio para uma explosão estelar: Uma nova imagem do SNR 0519-69.0 mostra os restos de ...

Ajustando o relógio para uma explosão estelar: Uma nova imagem do SNR 0519-69.0 mostra os restos de uma estrela que explodiu há algumas centenas de anos (tempo da Terra).

Foto de NASA

Os corpos celestes no espaço têm um ciclo de vida de um bilhão de anos. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), quando as estrelas esgotam toda a sua composição de elementos combustíveis, elas se expandem para formar uma estrela conhecida como gigante vermelha, que subsiste consumindo outros elementos de sua formação química, como o oxigênio, carbono, ferro, entre outros.

À medida que os elementos mencionados se esgotam, a gigante vermelha torna-se uma anã branca, nome que, segundo a ESA, identifica aquelas estrelas que consumiram todo o hidrogênio disponível na combustão. Sua finalidade é comprimir até causar uma explosão que se expande por todo o Universo e, dependendo de suas características, dá origem às chamadas supernovas e novas.

Supernovas: em que consiste esse fenômeno?

A supernova é a maior explosão que ocorre no espaço sideral. São estrelas que, depois de viverem milhões de anos, reduzem os elementos químicos que promovem sua combustão (hidrogênio e hélio, principalmente) até se esgotarem.

Uma vez que se tornam anãs brancas, sua explosão pode ser classificada de diferentes maneiras, de acordo com a forma como esse fenômeno ocorre.

A Nasa identifica dois tipos de supernovas:

Supernovas tipo 1

Esse tipo de supernova é criado apenas quando duas estrelas compartilham o mesmo ponto gravitacional, que a agência espacial norte-americana identifica como um sistema estelar binário. Outra condição para sua origem é que a outra estrela do par seja uma anã branca de carbono-oxigênio; e cujo companheiro é qualquer outro tipo de estrela, como uma gigante vermelha ou outra anã branca.

A anã branca deste sistema binário é responsável por absorver toda a matéria disponível da estrela com maior vitalidade. A revista Astronomy complementa que, quando a quantidade absorvida atinge 1,4 vezes a massa do Sol, o excesso de matéria do corpo comprimido causa uma supernova e é completamente vaporizado.

O raio de tamanho 1,4 em relação à massa do Sol também é usado pela astronomia para medir distâncias no Universo. O site Universe Today observa que, sabendo quanta energia a supernova detonou, os astrônomos podem calcular a distância da explosão.

(Você pode se interessar: Buracos negros: tudo o que você precisa saber)

Supernovas tipo 2

A segunda espécie de supernova identificada pela Nasa corresponde a estrelas massivas. Este termo corresponde a "toda estrela isolada que produz uma explosão devido ao seu colapso gravitacional". De acordo com a agência espacial, essas estrelas podem ter até 5 vezes a massa do Sol em nosso sistema solar.

Esses corpos isolados convertem hidrogênio em fusão em seu núcleo. Essa reação libera energia na forma de fótons e a pressão que exerce é empurrada contra a interação gravitacional do espaço, que tenta atrair a estrela para si mesma, acrescenta o site Universe Today.

Uma vez esgotada a combustão do hidrogênio, a estrela tem outros elementos químicos para sobreviver. As camadas externas da estrela então colapsam para dentro como resultado da atração gravitacional do espaço contra sua matéria e detonam como uma supernova tipo 2.

 

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Novas: o que é esse fenômeno?

Em relação aos tipos de supernovas, há outro fenômeno que se desenvolve dentro do tipo 1, com um detalhe que os diferencia: enquanto uma supernova explode e morre; estrelas que produzem uma nova sobrevivem ao fenômeno.

Segundo o site Space, a nova é uma estrela anã branca de um sistema estelar binário que, ao extrair matéria de sua companheira, produz uma explosão de fusão nuclear que não desencadeia a destruição da estrela, podendo ocorrer outras explosões.

A explosão da estrela "nos dá imagens muito bonitas de como a expulsão de todos os materiais que a constituíram vão para o espaço e formam uma nuvem", acrescenta Mario Arreola Santander, engenheiro de comunicações e eletrônica, diretor de Divulgação em Ciência e Tecnologia da Agência Espacial Mexicana (AEM). 

O astrônomo mexicano conclui que as supernovas, sendo estrelas muito massivas, geram uma explosão maior que uma nova. Ele também cita o fenômeno da quilonova, que ocorre "quando duas supernovas colidem e causam uma explosão mil vezes maior que uma nova".

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