Os 3 principais descobrimentos arqueológicos na América Latina em 2022

A revista científica Archeology compilou um resumo das descobertas recentes mais importantes. Entre elas está um calendário maia dos mais antigos e elaboradas esculturas astecas.

A Muralha das Caveiras, ou Tzompantli, no Templo Mayor, México.

Foto de Peter Essick
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 24 de mar. de 2023, 16:04 BRT

A cada ano, novas descobertas geram avanços no conhecimento das antigas civilizações. E o ano de 2022 não foi exceção. Através de seu website, a prestigiosa revista científica de arqueologia Archeology, publicada há mais de 70 anos pelo Instituto Arqueológico da América, revelou as 10 descobertas mais importantes para este ano – e três delas aconteceram na América Latina.

Especialistas recuperam artefatos astecas feitos no século 15

Esta pintura ilustra os brilhantes costumes da guerra ritual asteca.

Esta pintura ilustra os brilhantes costumes da guerra ritual asteca.

Arte de FELIPE DAVALOS

Uma equipe liderada por Leonardo López Luján, arqueólogo mexicano especialista em estudos da era pré-colombiana, encontrou e desenterrou uma coleção bem preservada de 2550 artefatos de madeira. A expedição foi realizada aos pés do Templo Mayor em Tenochtitlán, a capital do antigo império asteca que originou a Cidade do México.

De acordo com a Archeology, estes são objetos finamente esculpidos, incluindo cetros, tochas, anéis, máscaras e armas em miniatura. Estima-se que os objetos foram enterrados entre 1486 e 1502 como oferendas em rituais e estão todos associados à duas divindades astecas adoradas no templo – Huitzilopochtli, o deus da guerra, e Tlaloc, o deus da chuva.

Os pesquisadores identificaram o uso de diversas espécies de madeira pelos artesãos astecas na confecção das oferendas. Acredita-se que a escolha de diferentes materiais possa ter dependido da disponibilidade ou tenha tido algum significado religioso.

O calendário maia mais antigo já descoberto

A mais antiga tumba real maia conhecida está localizada em San Bartolo, Guatemala, e contém o ...

A mais antiga tumba real maia conhecida está localizada em San Bartolo, Guatemala, e contém o mais antigo mural maia preservado.

Arte de VLAD DUMITRASCU

Uma imagem de 2,54 centímetros de largura que retrata a cabeça de um veado foi descoberta na base de uma pirâmide em San Bartolo, na Guatemala. O artefato faz parte da é o registro mais antigo do calendário tzolkin, um anuário de 260 utilizado para designar o Ciclo Sagrado Maia, segundo a Archeology.  

Segundo o estudo, publicado na revista Science Advances, o glifo (sinal gravado ou pintado) conhecido como "7 cervos" representa uma data e foi pintado entre os anos 200 e 300 a.C. como parte de um mural que decorou uma das paredes interiores da pirâmide "Las Pinturas".

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Túmulo de artesãos da Wari encontrado no Peru

A terceira descoberta arqueológica de 2022 na América Latina destacada pela revista Archeology é um túmulo  localizado na costa norte do Peru contendo os restos de um homem que ocupava uma posição poderosa no Império Wari (650-1000 d.C.). O túmulo também abriga os restos mortais de outras pessoas que parecem ser artesãos.

Têxteis Wari encontrados entre os tesouros da tumba imperial em El Castillo de Huarmey, Peru, em ...

Têxteis Wari encontrados entre os tesouros da tumba imperial em El Castillo de Huarmey, Peru, em 2013.

Foto de Robert Clark

Além do homem envolto como uma múmia, eles também descobriram os restos de outras seis pessoas em câmaras próximas, provavelmente outro homem, duas mulheres e três adolescentes.

Segundo o arqueólogo que liderou a equipe, Miłosz Giersz, da Universidade de Varsóvia (Polônia), estes eram membros da elite da época, pois foram enterrados com artefatos importantes, tais como brincos de ouro e prata. 

No entanto, eles não teriam sido guerreiros, mas artesãos. Segundo a revista científica, enquanto a maioria dos homens de alto status da iconografia Wari são retratados portando armas, todos as pessoas nesta tumba parecem ter sido artesãos altamente habilidosos.

Como descrito pela revista, o homem envolto em bandagens foi enterrado juntamente com tecidos, couro pintado e cestas em diferentes estágios de produção, bem como uma variedade de matérias-primas para a fabricação de cestas, incluindo canas, fios de algodão e lã colorida."O túmulo recém-descoberto é o primeiro a incluir artesãos homens Wari de alto status", diz a publicação. 

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