O que é a escala Richter?

Criada no início do século 20, esta ferramenta ajuda cientistas e autoridades quando acontece um terremoto. Mas ela possui limitações.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 6 de mai. de 2024, 12:00 BRT
A escala Richter ajuda os especialistas e as autoridades a responder adequadamente aos impactos dos fenômenos ...

A escala Richter ajuda os especialistas e as autoridades a responder adequadamente aos impactos dos fenômenos naturais sísmicos. Na imagem, a devastação causada pelo tsunami e pelo terremoto de março de 2011, que atingiu a costa do Japão.

A escala Richter ajuda os especialistas e as autoridades a responder adequadamente aos impactos dos fenômenos naturais sísmicos. Na imagem, a devastação causada pelo tsunami e pelo terremoto de março de 2011, que atingiu a costa do Japão.

A escala Richter é uma ferramenta da sismologia criada em 1935 por Charles Richter, um físico e sismólogo norte-americano, a fim de fornecer uma medida matemática para comparar a magnitude dos terremotos. Em essência, essa escala avalia a amplitude das ondas sísmicas registradas por sismógrafos, explica o Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, da sigla USGS).

A magnitude de um terremoto, de acordo com a escala Richter, é derivada do logaritmo da amplitude dessas ondas. Além disso, são feitos ajustes para levar em conta a distância entre o epicentro do terremoto e os vários sismógrafos. Os resultados dessa medição são expressos em números inteiros e frações decimais.

Por exemplo, um terremoto moderado pode ter uma magnitude de 5,3, enquanto um terremoto forte pode chegar a 6,3 na escala Richter. 

De acordo com o USGS, um aspecto notável dessa escala é sua base logarítmica: cada aumento de número inteiro na magnitude implica um aumento de dez vezes na amplitude medida. Em termos de energia liberada, cada avanço de número inteiro na escala de magnitude é equivalente a aproximadamente 31 vezes mais energia do que o valor anterior.

Em outras palavras, a escala Richter permite que a magnitude dos terremotos seja compreendida e quantificada. Ela ajuda cientistas e autoridades a avaliar e responder adequadamente a esses eventos naturais.

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Na imagem, uma mulher caminha sobre pedaços de coral que usou para elevar o piso de ...

Na imagem, uma mulher caminha sobre pedaços de coral que usou para elevar o piso de sua casa acima das marés depois que um terremoto baixou a terra em um metro.

Na imagem, uma mulher caminha sobre pedaços de coral que usou para elevar o piso de sua casa acima das marés depois que um terremoto baixou a terra em um metro.

A escala Richter é adequada para medir terremotos leves?

A escala Richter tem uma peculiaridade: ao contrário das escalas lineares, em que cada incremento representa um valor igual ao anterior, nas escalas logarítmicas, como a de Richter, cada passo adiante representa um aumento exponencial na magnitude, observa um artigo da National Geographic Espanha. 

Por exemplo, se dois terremotos com magnitudes de 3 e 6, respectivamente, forem comparados, a energia liberada pelo segundo terremoto não é duas vezes, mas um milhão de vezes maior do que a do primeiro.

Inicialmente, a escala Richter foi projetada para medir terremotos relativamente fracos entre as magnitudes 2,0 e 6,9. No entanto, com o passar do tempo, surgiram críticas a essa escala. Uma delas é a dificuldade de relacioná-la com as características físicas da fonte do terremoto, reconhece o artigo espanhol.

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No início do século 21, muitos sismólogos consideraram a escala Richter obsoleta e propuseram uma alternativa mais adequada: a escala sismológica de magnitude de momento. 

Introduzida em 1979 pelos sismólogos Thomas Hanks e Hiroo Kanamori, essa ferramenta se baseia na medição da energia total liberada em um terremoto, explica a National Geographic Espanha. Ao contrário de sua antecessora, ela é capaz de avaliar a energia liberada em terremotos de magnitudes superiores a 6,9, fornecendo um quadro mais completo do fenômeno sísmico.

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