O que causa os terremotos?

Milhares de tremores ocorrem todos os dias. Confira onde eles geralmente ocorrem e como suas magnitudes são medidas.

Milhares de terremotos ocorrem todos os dias. A maioria é leve demais para ser sentida, mas terremotos fortes podem causar grandes destruições, como esta ponte que desabou em Taiwan depois que um terremoto de magnitude 6,8 causou graves danos em todo o país, em setembro de 2022.

Foto de Ceng Shou Yi NurPhoto, Getty Images
Por National Geographic Staff
Publicado 7 de fev. de 2023, 11:36 BRT

Terremotos, também chamados de tremores, podem ser tão destrutivos que é difícil imaginar que ocorram milhares todos os dias em todo o mundo, geralmente na forma de leves tremores. A maioria é tão leve que os humanos não conseguem senti-los.

Mas, de vez em quando, um grande terremoto ocorre – como o recente tremor de magnitude 7,8 que atingiu a Síria e o sul da Turquia em 6 de fevereiro de 2023. Segundo relato de cientistas à agência de notícias Reuters, provavelmente esse foi um dos terremotos mais mortais desta década. Veja o que você precisa saber sobre onde os terremotos geralmente ocorrem, como suas magnitude são medidas e os danos que os terremotos mais fortes podem causar.

Esta imagem aérea mostra residentes em busca de vítimas e sobreviventes em meio aos escombros de prédios desabados após um terremoto de magnitude 7.8 na vila de Besnia, na província de Idlib, no noroeste da Síria, fronteira com a Turquia, em 6 de fevereiro de 2023.

Foto de OMAR HAJ KADOUR AFP, Getty Images

Onde ocorre a maioria dos terremotos?

Cerca de 80% de todos os terremotos do planeta ocorrem ao longo da costa do Oceano Pacífico, região também chamada de “anel de fogo” devido à preponderância de atividade vulcânica. A maioria dos terremotos ocorre em zonas de falha, onde placas tectônicas, placas de rocha gigantes que compõem a camada superior da Terra, colidem ou deslizam umas contra as outras.

Esses impactos geralmente são graduais e imperceptíveis na superfície; no entanto, uma pressão imensa pode se acumular entre as placas. Quando essa pressão é liberada rapidamente, envia vibrações massivas, chamadas de ondas sísmicas, muitas vezes por centenas de quilômetros através da rocha e até a superfície. Outros terremotos podem ocorrer longe das zonas de falha, quando as placas são distendidas ou comprimidas.

Menino em frente a um navio encalhado na província de Central Sulawesi, na Indonésia, depois que um terremoto de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram a região em 28 de setembro de 2018. O desastre matou mais de duas mil pessoas e deixou pelo menos 210 mil desalojados.

Foto de Ulet Ifansasti Getty Images

Existem diversos tipos de falhas, incluindo a chamada “falha normal” – que é quando o bloco de terra acima da linha de falha se desloca para baixo – e também a falha de “deslizamento”, quando os dois lados da terra deslizam um pelo outro no sentido horizontal. A falha de San Andreas, na Califórnia, Estados Unidos, é a falha de deslizamento mais conhecida.

Classificações de magnitude do terremoto

Os cientistas atribuem uma classificação de magnitude aos terremotos com base na força e duração de suas ondas sísmicas. Um terremoto de magnitude 3 a 4,9 é considerado leve; 5 a 6,9 é moderado a forte; 7 a 7,9 é forte; e 8 ou mais é intenso.

Os terremotos são sempre seguidos por tremores secundários, que são terremotos menores que ocorrem após o terremoto principal e podem perdurar por semanas – ou até mesmo anos, em alguns casos. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), alguns terremotos também apresentam foreshocks (pré-choques) ou terremotos menores que precedem um terremoto maior. 

terremoto mais forte já registrado foi de magnitude 9,5 e atingiu o sul do Chile, em 1960. O Terremoto de Valdívia, que recebeu o nome da cidade que mais sofreu danos, matou mais de 1,6 mil pessoas e deixou outros dois milhões desabrigados. Também desencadeou um tsunami que se espalhou pelo Pacífico e inundou as costas do Japão, Havaí e Nova Zelândia.

Danos do terremoto

Em média, ao menos um terremoto de magnitude 8 ocorre em algum lugar todos os anos, ocasionando cerca de 10 mil mortes anualmente. Edifícios que desabam são os que causam a maioria das mortes, mas a destruição é muitas vezes agravada por deslizamentos de terra, incêndios, inundações ou tsunamis. Os tremores mais leves que geralmente ocorrem nos dias seguintes a um grande terremoto podem complicar as iniciativas de resgate e causar mais mortes e destruição.

As mortes podem ser evitadas por meio de planejamento de emergência, conscientização e a construção de edifícios que não colapsem durante um terremoto.

Esta fotografia tirada em 31 de outubro de 2020 mostra a igreja ortodoxa grega de Karlovasi, na ilha de Samos, danificada, um dia depois que um terremoto de magnitude 7.0 atingiu partes da Grécia e da costa oeste da Turquia.

Foto de WILL VASSILOPOULOS AFP, Getty Images

Amy McKeever contribuiu com reportagens para este artigo.

Nota do editor: Este artigo foi publicado originalmente em 4 de julho de 2019 e foi atualizado.

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