Experiências espertas na Ilha Norte

Aprenda sobre forças ancestrais e tradições sagradas em Rotorua e na Baía de Plenty.sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Com o formato de um sorriso na costa leste da Ilha Norte, a Baía de Plenty e as pequenas cidades ao longo de sua costa de areias brancas são um destino popular dos neozelandeses, especialmente no verão. Normalmente ignorada por viajantes que escolhem o caminho direto de Auckland pelo planalto central até Wellington, a região – como sugere o nome – oferece muitas atrações. Do sul da Península de Coromandel até East Cape, a Baía de Plenty engloba aproximadamente 12 mil km² de terras produtivas, florestas densas, praias ensolaradas e uma geologia ativa.

"Da White Island, na costa nordeste, até Rotorua e o Parque Nacional Tongariro, há um mapa exibindo uma conexão geotérmica de gêiseres, cones vulcânicos, águas termais e recursos naturais para banho, gastronomia e cura", conta Te Taru White, líder da comunidade. "A Baía de Plenty possui uma rica história geotérmica enraizada na tradição oral Māori. A mãe Terra Papatuanuku e seu filho Rūaumoko, que nunca nasceu, o deus dos vulcões e terremotos, representam o coração e o pulso geotérmico da região".

Os Māori reconheceram o valor da baía logo de cara e se estabeleceram permanentemente no local por volta do século 13. O Capitão James Cook chegou em 1769, batizando o local com base na abundância de recursos que observou na área. Aconchegante e acolhedora, a Baía de Plenty é o destino favorito dos kiwi e um lugar cheio de descobertas memoráveis para os turistas.

Explorar

A beleza natural da região pode ser vivenciada de diversas formas, de caminhadas pitorescas na floresta a passeios no litoral.

Monte Maunganui: Essa estreita península próxima ao porto de Tauranga (conhecida pelos moradores locais como "O Monte") é uma longa faixa de areia e um paraíso para os amantes da praia. Não deixe de fazer uma trilha até o cume do Mauao, a 230 metros de altitude, uma montanha em formato de cone com vistas exuberantes do Oceano Pacífico. (Diferentes trilhas e opções de passeios guiados estão disponíveis).

White Island: O único vulcão marinho ativo da Nova Zelândia fica próximo à costa de Whakatāne. É possível visitá-lo de barco ou fazer um passeio aéreo para observá-lo expelir fumaça. A Ilha Branca faz jus ao seu nome Māori: Te Puia o Whakaari, que significa "vulcão dramático"; ele já entrou em erupção mais de 35 vezes desde 1826, mas não apresenta nenhuma ameaça no momento.

Floresta Whakarewarewa: Localizada nos arredores de Rotorua, a floresta pode ser explorada de bicicleta, a pé, a cavalo ou pela TreeWalk, uma rede de 21 pontes suspensas instaladas em sequoias californianas. Outras atrações na Baía de Plenty incluem o Parque Florestal Kaimai Mamaku, que possui cerca de 300 km de trilhas; o Lago Waikaremoana, circundado por uma trilha de mão única de cerca de 46 km; e a Reserva Cênica Ohope, onde o projeto Whakatāne Kiwi Trust realiza caminhadas à noite para tentar avistar a ave kiwi, que tem hábitos noturnos.

Comer e beber

A Baía de Plenty é conhecida por suas frutas, mel, frutos do mar e vinhos. Nessa acolhedora cultura de cafés, os turistas logo encontram refeições, petiscos e bebidas tentadoras. A Okere Falls Store em Rotorua é especializada em comida orgânica e artesanal, além de oferecer um excelente café. Te Puke é conhecida como a capital mundial do kiwi (a Baía de Plenty é responsável por quase 80% de toda a produção de kiwis da Nova Zelândia) e a empresa Kiwifruit Country, que fica próxima, oferece um tour incomparável pelos pomares da fruta. Comvita, em Paengaroa, é uma das principais produtoras do delicioso mel manuka e, em uma visita guiada à sede da empresa, é possível conhecer um pouco da vida secreta das abelhas. E também, claro, tem o vinho – uma combinação de solo fértil e clima ameno e ensolarado produz Pinot Gris e Sauvignon Blanc de ótima qualidade, além de Pinot Noir. Há duas vinícolas a serem visitadas: Mills Reef em Tauranga e Volcanic Hills em Rotorua.

Artes e cultura

Rotorua é famosa por suas atrações geotermais – gêiseres, piscinas minerais, piscinas de lama borbulhantes e aventuras inventadas pelo homem, como passeios em veículos 4x4, gôndolas e lanchas. Também é possível vivenciar a cultura Māori. A área geotermal Whakarewarewa, com suas saídas de vapor e gêiseres, possui um vilarejo Māori que oferece visitas guiadas, espetáculos culturais, hospedagem em marae e muito mais. Te Puia (onde está localizado o Instituto de Arte e Artesanato Māori da Nova Zelândia) possui diversas casas de encontro maori.

“Os Māori, como uma tradição oral, concentram seu conhecimento e relação com a natureza na forma de contação de histórias, esculturas, tecelagem, músicas e dança", conta White.  "É nosso privilégio e responsabilidade compartilhar as histórias de nossos ancestrais com os turistas que visitam a região".

Para se engajar

Em Whakatāne, visite Mataatua Wharenui, uma atração repleta de experiências em uma casa ancestral Māori, que abriga esculturas detalhadas e uma história improvável e fascinante. Os turistas podem mergulhar em rituais culturais, bem como realizar visitas e oficinais interativas criadas para que os visitantes sintam a profundidade e a complexidade da cultura Māori.

Dica valiosa

Estique a sua estada um pouco mais e inclua uma viagem por East Cape em seu itinerário. A sinuosa estrada de Opotiki a Gisborne acompanha o litoral, tem cerca de 333 km e oferece belas paisagens. É uma oportunidade de conhecer a costa rural da Nova Zelândia e suas praias reservadas, antigas árvores pohutukawa, locais de encontro Māori e igrejas.

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