
Janeiro de 2026 está lotado de fenômenos astronômicos: a aproximação entre Lua e Júpiter é um deles
Uma Superlua vista ao lado do Castelo de Bolsover na região de Derbyshire, no centro da Inglaterra, em janeiro de 2018. Já este ano, em 2026, a Lua será a estrela de diversos fenômenos astronômicos importantes, como a aproximação do satélite a diversos planetas, como a Conjunção Lua-Júpiter em 30 e 31 de janeiro.
Janeiro não economiza em atrações cósmicas, contam os astrônomos. O mês que já começa com uma superlua vibrante entre os dias 2 e 3, continua com a melhor vista de Júpiter do ano e termina com várias conjunções entre a Lua e os planetas. A atividade das auroras também está especialmente promissora neste mês, principalmente em destinos com longas horas de escuridão e que atraem os amantes da luz boreal, como o Alasca e a Islândia.
Veja o que observar no céu noturno de janeiro, com dicas para obter a melhor vista.
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1. Júpiter em oposição de 9 a 10 de janeiro
Para a melhor observação de Júpiter em 2026, olhe para o céu nas noites de 9 e 10 de janeiro.
O gigante gasoso atinge a oposição, quando o período em que a Terra fica entre o quinto planeta e o Sol. Ele também estará mais próximo da Terra do que em qualquer outro momento desde dezembro de 2024; e não ficará tão perto novamente até 2027.
A posição de Júpiter faz com que ele pareça maior e mais luminoso do que o normal. Encontre-o no leste por volta do pôr do sol, perto da constelação de Gêmeos. Ele forma uma pirâmide com Sirius e o cinturão de Órion.
2. Lua nova em 19 de janeiro
A Lua Nova em meados de janeiro é tão importante quanto a superlua dos primeiros dias do mês, especialmente para os observadores de estrelas.
Isso porque a ausência do luar pode tornar mais visíveis as estrelas e os objetos do Espaço profundo, como o Aglomerado Beehive, a Nebulosa de Órion e a Galáxia de Andrômeda.
A Lua Nova ocorrerá em 19 de janeiro: se o tempo permitir, as poucas noites antes e depois dessa data também prometem um céu escuro para observar as estrelas.

Um fotógrafo captura a aurora boreal durante o pico da chuva de meteoros Quadrantídeos em Hemnes, Noruega, em janeiro.
3. O cometa C/2024 E1 (Wierzchos) atinge o periélio em 20 de janeiro
Depois de sair de cena para passar pelo Sol, o cometa C/2024 E1 logo atingirá o periélio — sua aproximação máxima com a maior estrela do Sistema Solar.
Ele reaparecerá após o periélio de 20 de janeiro, desta vez para os observadores do céu do Hemisfério Sul. Observe-o baixo acima do sudoeste com um telescópio moderado ou binóculos para observação de estrelas.
Alguns astrônomos prevêem que ele poderá atingir cerca de magnitude 8. Os observadores de estrelas do Hemisfério Norte terão outra oportunidade de ver o cometa em fevereiro.
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4. A Lua se aproxima de Saturno e Netuno de 22 a 23 de janeiro
Observe a fina Lua Crescente e o brilhante Saturno viajarem pelo céu bem próximos nas noites de 22 e 23 de janeiro. Netuno, visível com binóculos potentes ou um telescópio, também aparecerá perto da dupla.
Eles brilharão acima do horizonte sudoeste após o pôr do sol e permanecerão visíveis por algumas horas antes de se porem no oeste.

Órion e a Lua poente aparecem acima do Parque Nacional Zion em janeiro de 2021.
5. A Lua encontra Plêiades em 27 de janeiro
A Lua Crescente passará perto do aglomerado estelar das Plêiades na noite de 27 de janeiro. Os observadores de estrelas nos Estados Unidos poderão vê-las próximas uma da outra durante toda a noite, enquanto aqueles na Europa, norte da África e áreas vizinhas poderão apreciar uma verdadeira ocultação lunar — quando a lua passa por várias estrelas do aglomerado.
Embora as Plêiades estejam entre os aglomerados estelares mais visíveis do céu, binóculos ou um telescópio ajudam a melhorar a visão do fenômeno.
6. A Conjunção Lua-Júpiter em 30 e 31 de janeiro
O mês termina da mesma forma que começou: com uma conjunção Lua-Júpiter. Durante a noite de 30 para 31 de janeiro.
Nela, a Lua Crescente e o planeta Júpiter ficarão próximos um do outro durante toda a noite. Você poderá observar os dois logo após o pôr do sol, acima do horizonte oriental. Eles deslizarão pelo céu durante o crepúsculo e o início da manhã, antes de se porem no noroeste ao amanhecer.

Órion e Canis Major, incluindo Sirius, brilham sobre as montanhas Alborz, no Irã, em janeiro de 2007.
7. A observação excepcional de Órion: um fenômeno que poderá ser visto todo o mês
Quem adora ver as estrelas pode admirar a constelação de Órion aproximadamente quase o ano todo, mas janeiro é um dos melhores meses para ver o famoso “caçador” do Espaço celeste.
A constelação de inverno atinge seu ponto mais alto de janeiro a fevereiro e permanece visível quase toda a noite, desde logo após o pôr do sol até as primeiras horas da manhã. Ela também é ladeada por Júpiter e pelo aglomerado de estrelas das Plêiades durante todo o mês.