Meio Ambiente

Como se formou este enorme disco de gelo giratório?

Cientistas têm teorias sobre como foi formado o disco de 91 metros nos EUA, embora o fenômeno não seja inteiramente compreendido. Terça-feira, 5 Fevereiro

Por Sarah Gibbens

Como uma bandeja giratória de gelo; um carrossel de inverno; uma roda de fiar congelada — é necessário pouco mais que um disco de gelo para prender a atenção e a imaginação das pessoas.

Um desses discos de gelo surgiu na cidade de Westbrook, no estado norte-americano de Maine, em janeiro, lentamente trazendo à vida o rio Presumpscot, que atravessa o planejamento urbano da cidade. “Lembra um pouco dos círculos em plantações,” disse um morador ao jornal Portland Press Herald.

Parece estar no mesmo lugar, embora tenha sido relatado que sua opacidade muda dependendo da hora do dia e da nebulosidade. O Herald estima que o disco de gelo tenha 91 metros de diâmetro, um dos maiores desse tipo, mas, certamente, não é o primeiro.

Discos de gelos têm sido vistos em todos os lugares, desde a Rússia até Washington. As placas giratórias são um feliz acaso da natureza e quase sempre são perfeitamente redondos.

Um artigo de 1997 da Royal Meteorological Society criou a teoria de que a água do rio cria um efeito de redemoinho ao redor de um pedaço de gelo, causando sua lenta erosão até que suas extremidades fiquem perfeitamente lisas e circulares.

Mas um artigo de 2016 fez inclusões a essa teoria. Publicado na revista científica Physical Review E, os cientistas criaram a teoria de que as correntes do rio provavelmente ajudam na formação desses discos, inicialmente, mas são as mudanças de temperatura que os mantêm girando. A água quente é menos densa que a água fria, então conforme o gelo derrete e afunda, ele cria um vórtice sob o disco, que o faz girar. Foi descoberto que quanto mais quente a água, mais rápido o disco gira.

Como também demonstrado pelo artigo, o efeito pode ser reproduzido em uma pia de cozinha. Coloque um disco de gelo circular em uma banheira de água quente e verá o mesmo efeito de vórtice conforme o gelo começa a derreter.

Ao falar no Maine Public Radio, Paul Nakroshis, físico da Universidade do Sul do Maine, demonstrou ceticismo com relação à mudança de temperatura ter resultado no disco de gelo em Maine, dizendo que o rio Presumpscot não é quente o suficiente para criar um vórtice sob o gelo quebrado.

“Então, é muito provável que a causa da rotação seja apenas a água do rio que passa pelo disco, e uma vez que começa a girar naquela direção, provavelmente vai continuar,” diz Nakroshis à estação de rádio.

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