Como prevenir a poliomielite? A doença pode causar paralisia e sequelas graves

A doença – que já foi considerada erradicada nas Américas pela Organização Mundial da Saúde – está no calendário de vacinação brasileiro.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 18 de jun. de 2024, 14:01 BRT

Retrato de homem deficiente cujos pés estão virados para dentro, vítima de poliomielite.

Foto de Matthieu Paley

A vacina é a forma mais eficaz de evitar o retorno de uma doença que por décadas foi considerada controlada. Trata-se da poliomielite, que é comumente chamada de pólio, e é causada pelo poliovírus, um vírus que vive no intestino humano. 

Em seus casos mais graves, a pólio pode destruir partes do sistema nervoso humano, causando paralisia permanente nas pernas ou nos braços dos infectados. Segundo a OMS, esse tipo de problema ocorre em 1 em cada 200 casos de pólio (cerca de 1% dos infectados). 

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Por que é importante se vacinar contra a poliomielite?

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), há dois tipos de vacinas contra a poliomielite que são utilizados nas Américas: a vacina oral atenuada (OPV) e a vacina injetável inativada (IPV).

A primeira vacina contra a pólio foi lançada entre 1961 e 1962. Também chamada de Vacina Sabin, foi desenvolvida pelo cientista e médico polonês Albert Bruce Sabin. Ele passou 25 anos pesquisando sobre a enfermidade, trabalhando a maior parte de sua vida nos Estados Unidos, para onde se mudou quando tinha apenas 15 anos de idade, como informam dados da Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde do Brasil. 

A vacina contra a pólio pode proteger uma criança por toda a vida, mas é preciso que ela seja administrada diversas vezes, conforme recomendação da OMS. A imunização, segundo a Fiocruz, deve ser iniciada aos dois meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, e reforços entre 15 e 18 meses, uma dose extra aos 5 anos de idade. 

O último caso confirmado de poliomielite por poliovírus selvagem (livre circulação do vírus) na região das Américas ocorreu em 1991, no Peru, segundo a OMS. Entretanto, a organização alerta que a ameaça continua.

No Brasil, onde a cobertura vacinal para pólio está abaixo do recomendado desde 2015 de acordo com dados do Ministério da Saúde, foi registrado um novo caso de pólio, em outubro de 2022, em uma criança de três anos. 

O paciente apresentou perda de força nas pernas, febre e dores musculares. Além disso, o poliovírus foi identificado nas fezes da criança. O caso foi registrado no Pará pela Secretaria de Saúde do Estado e está sendo investigado.

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