Veja algumas alternativas ao aperto de mão sugeridas pelos nossos leitores ?

De todo o mundo, nosso público está enviando sugestões de novos cumprimentos em meio à pandemia da Covid-19.

Por David Beard
Publicado 23 de mar. de 2020 15:45 BRT, Atualizado 5 de nov. de 2020 03:22 BRT
O ator Leonard Nimoy lançou a saudação vulcana na série de televisão Star Trek na década ...
O ator Leonard Nimoy lançou a saudação vulcana na série de televisão Star Trek na década de 1960.
Foto de Cbs, Getty

Beijos no ar. Namastê. A saudação vulcana inspirada em Star Trek. O aceno de cabeça dos neozelandeses. E nada de cotovelos. Essas são algumas das sugestões de nossos leitores em todo o mundo para substituir o aperto de mão repleto de germes.

A mudança repentina na tradição, recomendada pelas autoridades de saúde, afetou tudo, desde igrejas em todo o mundo, onde os apertos de mão sempre foram muito comuns, até alguns povos maori da Nova Zelândia que tradicionalmente encostam o nariz um no outro ao se cumprimentarem.

Conforme tentamos evitar esse surto mortal, parece que todos estão tendo dificuldade em manter o decoro social, inclusive questionando uma tradição que remonta à Grécia antiga.

Beijos no ar são a resposta, diz Dave Sharpe, de Toronto, uma das várias pessoas que enviaram e-mails para a National Geographic. Aquele cumprimento com o punho fechado é muito restrito aos ‘vestiários’ e o toque de cotovelos é simplesmente ridículo. Mas soprar um beijo, pelo menos, demonstra carinho e afeição, que são sentimentos bem compreendidos. Mesmo entre amigos do sexo masculino, pode ser legal quebrar aquela resistência antipática que alguns homens parecem ter em relação a mostrar seus sentimentos.”

“SEM TOQUE DE COTOVELOS”, concorda enfaticamente Angie Garcia Johnson. “A recomendação não é cobrir espirros e tosse com a parte interna dos cotovelos?”

Anna Wego, de Auckland, sugere o aceno de cabeça dos neozelandeses: “Acredito que uma pequena inclinação na cabeça (como no passado) seja uma boa alternativa.” Membros da tribo Ngāti Kahungunu do povo maori da Nova Zelândia substituíram a tradicional saudação hongi — basicamente uma pessoa encosta seu nariz do nariz da outra — e agora cada pessoa inclina a cabeça para trás e levanta as sobrancelhas, escreve Margot Macphail.

Diversos leitores preferem a saudação que consiste em separar os dedos e que significa Vida Longa e Próspera, do Sr. Spock, interpretado por Leonard Nimoy em Star Trek. Nesses dias de incerteza, tanto “vida longa” quanto “vida próspera” fazem sentido!

A saudação namastê é um elemento central da persona pública do Dalai Lama.
Foto de Toshifumi Kitamura, AFP, Getty

Outros leitores sugerem curvar-se ou manter unidas as palmas das mãos em cumprimento. “Sem tocar, sem contato, mas com demonstração de respeito”, escreve Don Uyeshima. Até mesmo alguns quakers, que consideravam o aperto de mão parte essencial de seus encontros, substituíram-no por uma saudação namastê antes de os encontros serem suspensos, escreveu Karin McAdams, membro do Penn Valley Quaker Meeting, na cidade de Kansas, Missouri.

O leitor Jody Wall prefere algo semelhante. “Uma saudação que gostaria de fazer ao encontrar alguém que conheço”, escreve Wall, “seria colocar minha mão sobre o meu coração.”

O leitor James Henrie recomenda um olá ao estilo norte-americano. Ele imagina uma cena do filme Matar ou morrer, com uma pessoa a certa distância da outra. “Dê uma de cowboy e levante a mão esquerda, direita ou ambas, com os dedos formando uma arma, e aponte para a pessoa, levantando e abaixando lentamente o “cano da arma” para reconhecer sua presença. Isso expressa reconhecimento de maneira não ofensiva”, diz Henrie. “Para mim, esse jeito está bom!”

A leitora Laura Lee Klump pode não gostar de mãos que imitam armas, mas concorda que dispensar o aperto de mão representa bom senso — e um avanço para a humanidade.

“Hoje em dia a coisa mais educada a se fazer seria não apertar a mão de alguém, certo? Em vez disso, seria melhor sorrir, manter certa distância e se comunicar com o coração e não com as mãos”, afirma Klump.

Continuar a Ler

Você também pode se interessar

Cultura
6 formas de se cumprimentar em todo o mundo — sem se tocar
Cultura
Novo coronavírus obrigou o Irã a fazer uma pausa dramática
Animais
Animais selvagens também praticam distanciamento social para evitar adoecer
Cultura
Cantores mascarados mantém tradição natalina irlandesa
Cultura
Capital do violino, na Itália, está se recuperando pela música após ser assolada pela pandemia

Descubra Nat Geo

  • Animais
  • Meio ambiente
  • História
  • Ciência
  • Viagem
  • Fotografia
  • Espaço
  • Vídeo

Sobre nós

Inscrição

  • Assine a newsletter
  • Disney+

Siga-nos

Copyright © 1996-2015 National Geographic Society. Copyright © 2015-2021 National Geographic Partners, LLC. Todos os direitos reservados