Veja quais são e como ver os eventos astronômicos de outubro de 2022

Duas chuvas de estrelas cadentes e um eclipse solar parcial são os destaques astronômicos do mês.

Vista do eclipse solar parcial do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland, na segunda-feira, 21 de agosto de 2017.

Foto de NASA GODDARD, REBECCA ROTH
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 30 de set. de 2022 12:26 BRT

Durante todo o mês de outubro, chuvas de meteoros serão as protagonistas entre os eventos astronômicos a serem observados no céu desde a superfície terrestre. 

Na primeira semana, o destaque vai para a chuva de meteoros Dracônidas, que poderá ser vista principalmente para quem está no Hemisfério Norte. Depois, será a vez da chuva de Oriônidas, cujos meteoros cortam o céu desde a constelação de Orion, a ser acompanhada tanto ao Norte quanto ao Sul na Terra. 

Para completar a lista, acontece ainda um eclipse solar parcial, responsável por encerrar os eventos astronômicos de outubro de 2022. 

Quando ver a chuva de meteoros Dracônidas

A chuva de estrelas cadentes que abre a série de fenômenos astronômicos é a Dracônidas. De acordo com a Associação Astronômica da Espanha, o período de atividade (ou seja, quando os meteoros poderão ser observados) será de 6 a 10 de outubro. Esse evento acontece quando a Terra encontra pedaços de detritos lançados pelo cometa 21P/Giacobini-Zinner, que entram na atmosfera em como meteoróides. 

O período de pico – que é quando a chuva estará mais forte – será entre a madrugada do dia 8 para o dia 9 de outubro. Mesmo assim, segundo o astrônomo Roberto Dell'Aglio Dias da Costa, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), o fenômeno “não deve ser um espetáculo”. 

“A chuva de meteoros Dracônidas é um pouco fraca em comparação com outras chuvas periódicas mais intensas. No pico, ela tem uma média de observação de 10 meteoros por hora”, diz o professor. 

Em comparação, a chuva de Perseidas, que acontece todo ano sempre em agosto, pode atingir uma cadência de 100 meteoros por hora durante seu pico. 

O astrônomo também diz que, para observar a chuva de Dracônidas, o ideal é estar mais ao norte do planeta. “Os meteoros dessa chuva entram na atmosfera na direção da constelação de Draco – por isso o nome ‘Dracônidas’ – e ela é vista apenas do Hemisfério Norte, próximo ao polo norte celeste.”

(Artigo relacionado: Buraco negro recém-descoberto pode ser o mais próximo da Terra)

Chuva de Meteoros Oriônidas 

Mas os observadores do céu, ao Sul do planeta, não ficarão sem fenômenos para ver esse mês. Desde 26 de setembro, detritos do Cometa Halley, famoso por ser o primeiro a ter sua órbita prevista, entram na atmosfera e formando a chuva de meteoros Oriônidas. 

O período de atividade dessa chuva deve continuar até 22 de novembro, de acordo com previsões da Nasa, enquanto seu pico acontece em 21 de outubro. 

Assim como a Dracônidas, a chuva de Oriônidas não é incrivelmente intensa. “Em seu pico, a cadência de meteoros fica tipicamente em 20 a 30 por hora”, afirma Dias da Costa. 

Mas a observação, segundo o professor, é mais fácil do que a de Dracônidas. “A Oriônidas poderá ser observada na direção da constelação de Orion, que está próxima ao equador celeste e, por isso, pode ser vista de quase todos os lugares da Terra.”

Para identificar a constelação do Caçador, como é chamada devido ao formato que as estrelas formam no céu, o astrônomo recomenda encontrar primeiro o seu cinturão.

“O Cinturão de Orion, ou as Três Marias, são estrelas muito conhecidas e de fácil identificação. A partir daí, o observador pode seguir a figura do caçador até seu ombro, na estrela Betelgeuse. É lá que será possível ver a chuva de meteoros”, explica Dias da Costa. 

(Veja também: Astrônomos identificam estrelas de onde alienígenas conseguiriam observar a Terra)

Eclipse solar parcial

O fenômeno que fecha o mês de outubro será um eclipse solar parcial. Ele acontece em 25 de outubro e será visível em uma parte muito restrita da Terra. “Poderá ser acompanhado na Europa, na Rússia, no Oriente Médio, na Ásia Ocidental e no nordeste da África”, informa Dias da Costa.  

Além disso, a observação do fenômeno também se complica por não ser um eclipse solar total. “No jogo de luz e sombra que causa o eclipse, chamamos de eclipse total quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, barrando completamente a luz solar. Já no parcial, esse alinhamento não é tão preciso”, explica o professor. 

Isso quer dizer que o satélite natural da Terra irá barrar apenas uma parte do Sol, dificultando e restringindo ainda mais a observação do fenômeno. “O ponto de melhor observação será mais ao extremo norte da Terra, como a Groenlândia ou a Sibéria. Para as Américas, principalmente para quem está no Hemisfério Sul, será como se não houvesse eclipse”, lamenta Dias da Costa. 

Mas, se você não está onde o eclipse parcial acontece, não é preciso desanimar. “Nenhum eclipse vem sozinho. Um eclipse solar sempre ocorre antes ou depois de um eclipse lunar por conta da movimentação entre o Sol, Lua e Terra”, diz o professor. 

Dessa vez, o eclipse lunar chega duas semanas depois do solar. De acordo com o calendário da Nasa, a Lua será totalmente eclipsada em 8 de novembro de 2022, causando o fenômeno conhecido como Lua de Sangue.

Este será o último eclipse lunar de 2022, então vale se preparar para a observação. Nas Américas, o eclipse poderá ser visto parcialmente nas horas mais próximas ao amanhecer, quando a Lua se põe, segundo previsão da Nasa. A melhor visibilidade estará do lado do Oceano Pacífico. Quem não dispensa as observações astronômicas já pode se programar.

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