Conheça a lua gelada de Saturno que poderia abrigar vida

Através das imagens fornecidas pelo telescópio James Webb, os cientistas estão mais perto de compreender a lua Encélado.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 31 de mai. de 2023, 13:34 BRT
A sonda Cassini, da NASA, registrou as faixas planetárias de Saturno.

A sonda Cassini, da NASA, registrou as faixas planetárias de Saturno.

Foto de NASA

O Telescópio Espacial James Webb (JWST, em inglês) é o principal observatório de ciência espacial do mundo e já surpreendeu anteriormente com suas descobertas. Agora, ele observou uma pluma de vapor d'água na lua Encélado de Saturno, o que poderia significar que este corpo celeste tem condições para abrigar vida.

Encélado é uma lua oceânica congelada de Saturno. Embora seja pequena (medindo cerca de 500 quilômetros de diâmetro), é um dos objetos mais intrigantes na busca por sinais de vida em nosso Sistema Solar. A lua possui uma névoa ativa provavelmente ligada a um grande oceano subsuperficial de água líquida, afirma a Nasa (agência espacial norte-americana).

Conforme explicado pelo órgão, entre a crosta externa congelada da lua e seu núcleo rochoso, há um reservatório global de água salgada. Em Encélado também existem vulcões tipo gêiser, que lançam jatos de partículas de gelo, vapor d'água e produtos químicos orgânicos das rachaduras na superfície, informalmente chamadas de "rachaduras de tigre".

Esses jatos alimentam todo o sistema do planeta Saturno. Embora tenham sido registrados anteriormente pela nave espacial Cassini, há 15 anos, o Webb revela uma nova história. A análise dos resultados foi publicada em 17 de maio deste ano na revista científica Nature Astronomy.

Onde está a água na lua de Saturno?

Desta vez, os cientistas procuraram compostos orgânicos e caracterizaram a composição e a estrutura da pluma de água gasosa. As observações revelaram uma névoa extraordinariamente extensa (percorrendo até 10 mil km de Encélado) e sugeriram que a intensidade da erupção de gás tem sido estável em escalas de tempo de 10 em 10 anos. 

"Não é apenas a primeira vez que uma emissão de água desse tipo é vista em uma distância tão ampla, mas o Webb também está proporcionando aos cientistas um olhar direto, pela primeira vez, de como essa emissão abastece o suprimento de água para todo o sistema de Saturno e seus anéis", revela a Nasa em comunicado oficial. 

Além disso, não apenas o comprimento da pluma chamou a atenção dos pesquisadores, mas também a velocidade com que o vapor de água é liberado: cerca de 79 galões por segundo (aproximadamente 261 litros).

"A órbita de Encélado ao redor de Saturno é relativamente rápida, de apenas 33 horas. Conforme gira ao redor do planeta, a lua e seus jatos basicamente expelem água, deixando para trás um halo (ou seja, uma alréola), quase como uma rosquinha, em seu caminho", afirmou Geronimo Villanueva do Goddard Space Flight Center da Nasa em Maryland, nos Estados Unidos.

"Nas observações do Webb, não apenas a pluma era enorme, mas havia água absolutamente por toda parte", acrescentou Villanueva.

Além disso, os astrônomos determinaram que aproximadamente 30% da água permanece dentro do perímetro dessa “grande rosquinha”, enquanto os outros 70% escapam para abastecer o restante do sistema de água de Saturno.

Segundo os autores do artigo, essas primeiras observações do Webb demonstram o poder deste observatório como principal ferramenta para estudar Encélado. 

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