Fotografia

12 fotos que mostram um lado da Coreia do Norte que você nunca viu

As imagens premiadas de David Guttenfelder revelam que esportes e recreação são uma parte importante da cultura norte-coreana. Quarta-feira, 8 Novembro

Por Melody Rowell
Fotos de David Guttenfelder

O fotógrafo David Guttenlfelder é um dos poucos ocidentais a passar longos períodos na Coreia do Norte. Ele começou a viajar para o país em 2000. Em 2013, ajudou na abertura do escritório da Associated Press em Pyongyang. Ao longos dos anos, David notou uma mudança cultural na capital; uma mudança que veio sobre rodas. 

“Patins e Coreia do Norte – você não associaria essas duas coisas.”

David diz que desde que Kim Jong-un chegou ao poder em 2011, existe um esforço de elevar Pyongyang a alguns padrões internacionais. E uma parte importante desse esforço tem sido enfatizar as atividades físicas e a recreação. Ou seja, patins.  

“Não consigo nem contar a quantidade de lugares para se andar de patins na capital e em todo o país”, diz David. “Antes, era algo da elite, mas eles se espalharam por todos os lugares, um chamado repentino para que as pessoas saiam de casa, brinquem e se divirtam.”

Depois que o escritório da Associated Press abriu, David Guttenfelder passou três anos indo e voltando à Coreia do Norte. Ele foi incumbido de fotografar não somente notícias, mas também o cotidiano das pessoas. “O meu trabalho lá era, como fotojornalista, ter um olhar crítico”, diz ele. “Mas também ser um humanista e mostrar que lá, as pessoas tentando levar a vida como qualquer um.” Sua dedicação em fotografar a Coreia do Norte acabou dando frutos. Em 2016, David ficou em terceiro lugar na categoria Projetos de Longo Prazo do prêmio World Press Photo, um dos mais prestigiados no mundo da fotografia.

Norte-coreanos têm pouco tempo livre, a maioria trabalha seis dias por semana. Além disso, eles têm pouco controle sobre como usar o tempo livre fora do ambiente de trabalho. Mas, como as fotos de Guttenfelder revelam, norte-coreanos não só dançam com patins, mas jogam basquete, competem em fliperamas, mergulham e produzem peças de teatro. “Grande parte dessas atividades são apenas para uma elite,” diz David. “Mas não são só. Isto tem se espalhado por todo lado.”

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