Veja em 7 imagens o impacto da poluição plástica no meio ambiente
Os plásticos e microplásticos inundaram a vida na Terra estando presentes tanto na corrente sanguínea quanto nas profundezas dos oceanos. Estudos recentes mostram que é preciso tomar medidas urgentes.

O plástico tem usos valiosos (como na medicina), mas o excesso desse material, geralmente usado em produtos para uso único, tem graves consequências ambientais, sociais, econômicas e na saúde. Informações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alertam que 1 milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto no mundo. Na foto, uma instalação de reciclagem em Valenzuela, Filipinas.
O plástico tem usos valiosos (como na medicina), mas o excesso desse material, geralmente usado em produtos para uso único, tem graves consequências ambientais, sociais, econômicas e na saúde. Informações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alertam que 1 milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto no mundo. Na foto, uma instalação de reciclagem em Valenzuela, Filipinas.

Uma amostra de água coletada na costa do Havaí, nos Estados Unidos, contém organismos vivos e plástico. Os microplásticos (partículas menores que 5 mm) dominam os detritos marinhos. Os seres humanos ingerem esses pequenos plásticos por meio do consumo de frutos do mar, ar, água e através da pele. Os cientistas documentaram microplásticos em vários órgãos humanos, inclusive na placenta de recém-nascidos, alerta a agência da ONU.
Uma amostra de água coletada na costa do Havaí, nos Estados Unidos, contém organismos vivos e plástico. Os microplásticos (partículas menores que 5 mm) dominam os detritos marinhos. Os seres humanos ingerem esses pequenos plásticos por meio do consumo de frutos do mar, ar, água e através da pele. Os cientistas documentaram microplásticos em vários órgãos humanos, inclusive na placenta de recém-nascidos, alerta a agência da ONU.

"Cerca de 36% de todos os plásticos produzidos no mundo são usados em embalagens, incluindo recipientes de alimentos e bebidas de uso único, dos quais cerca de 85% acabam em aterros sanitários ou como resíduos não regulamentados", alerta o programa da ONU.
"Cerca de 36% de todos os plásticos produzidos no mundo são usados em embalagens, incluindo recipientes de alimentos e bebidas de uso único, dos quais cerca de 85% acabam em aterros sanitários ou como resíduos não regulamentados", alerta o programa da ONU.

O relatório Da poluição às soluções do Pnuma, publicado em 2021, destaca que os oceanos contêm entre 75 e 199 milhões de toneladas de plásticos. A menos que a forma como esse material é produzido e usado seja alterada, a quantidade desses resíduos que entra nos ecossistemas aquáticos pode quase triplicar, passando de 9 a 14 milhões de toneladas por ano em 2016 para uma estimativa de 23 a 37 milhões de toneladas por ano até 2040.
O relatório Da poluição às soluções do Pnuma, publicado em 2021, destaca que os oceanos contêm entre 75 e 199 milhões de toneladas de plásticos. A menos que a forma como esse material é produzido e usado seja alterada, a quantidade desses resíduos que entra nos ecossistemas aquáticos pode quase triplicar, passando de 9 a 14 milhões de toneladas por ano em 2016 para uma estimativa de 23 a 37 milhões de toneladas por ano até 2040.

Esta imagem mostra uma colher para comida de bebê, parte de uma coleção de detritos plásticos coletados no Giro do Pacífico Norte. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico, como também é conhecida, é uma enorme pilha de detritos marinhos localizada nessa parte do oceano. Muitas vezes não é visível a olho nu, já que grande parte dos detritos são pequenos pedaços, reconhece o Serviço Oceanográfico Nacional dos Estados Unidos.
Esta imagem mostra uma colher para comida de bebê, parte de uma coleção de detritos plásticos coletados no Giro do Pacífico Norte. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico, como também é conhecida, é uma enorme pilha de detritos marinhos localizada nessa parte do oceano. Muitas vezes não é visível a olho nu, já que grande parte dos detritos são pequenos pedaços, reconhece o Serviço Oceanográfico Nacional dos Estados Unidos.

Cerca de 60% do material com o qual as roupas são feitas é plástico, afirma a agência da ONU. Em um mundo onde mais roupas são compradas e usadas por menos tempo, isso tem sérias consequências ambientais. "Somente a lavagem de roupas resulta em cerca de meio milhão de toneladas de microfibras plásticas sendo despejadas no oceano a cada ano", afirma o Pnuma. Por sua vez, as fibras contribuem com 9% dos microplásticos perdidos no oceano. Aqui, uma pessoa caminha em uma colina coberta de roupas descartadas no deserto de Atacama, no Chile.
Cerca de 60% do material com o qual as roupas são feitas é plástico, afirma a agência da ONU. Em um mundo onde mais roupas são compradas e usadas por menos tempo, isso tem sérias consequências ambientais. "Somente a lavagem de roupas resulta em cerca de meio milhão de toneladas de microfibras plásticas sendo despejadas no oceano a cada ano", afirma o Pnuma. Por sua vez, as fibras contribuem com 9% dos microplásticos perdidos no oceano. Aqui, uma pessoa caminha em uma colina coberta de roupas descartadas no deserto de Atacama, no Chile.

É necessária uma mudança sistêmica para combater as causas fundamentais da poluição plástica, combinando reduções nos usos mais problemáticos dos plásticos com mudanças em três áreas: reutilização, reciclagem e reorientação-diversificação; e medidas para lidar com a pilha de resíduos existente. O relatório “Fechando a Torneira 2023” do Pnuma reconhece que já existem soluções e que uma mudança abrangente trará benefícios econômicos, sociais e ambientais. A imagem acima, que foi a capa do documento, mostra uma instalação artística criada pelo artista e ativista canadense Benjamin Von Wong na sede da ONU em Nairóbi, no Quênia.
É necessária uma mudança sistêmica para combater as causas fundamentais da poluição plástica, combinando reduções nos usos mais problemáticos dos plásticos com mudanças em três áreas: reutilização, reciclagem e reorientação-diversificação; e medidas para lidar com a pilha de resíduos existente. O relatório “Fechando a Torneira 2023” do Pnuma reconhece que já existem soluções e que uma mudança abrangente trará benefícios econômicos, sociais e ambientais. A imagem acima, que foi a capa do documento, mostra uma instalação artística criada pelo artista e ativista canadense Benjamin Von Wong na sede da ONU em Nairóbi, no Quênia.