Quais cores os cães enxergam: o que diz a ciência?

Há anos, os pesquisadores tentam encontrar a resposta para esta enigmática questão. Embora ainda haja muito a ser estudado, há algumas certezas.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 15 de dez. de 2022 15:01 BRT, Atualizado 15 de dez. de 2022 16:14 BRT
Retrato de Hopper, um Aussidoodle de cinco anos.

Retrato de Hopper, um Aussidoodle de cinco anos.

Foto de Mark Thiessen

Embora tenham sido feitos progressos substanciais, o conhecimento sobre como os cães percebem seu ambiente visualmente é escasso. É o que diz o artigo O que os cães (Canis familiaris) vêem? Uma revisão da visão em cães e implicações para a pesquisa cognitiva, publicado no Psychonomic Bulletin & Review, em 2018.

O artigo assegura que o tema ainda é uma controvérsia, mesmo que numerosos estudos tentem se aproximar de uma resposta concreta sobre a capacidade deste animal popular de distinguir diferentes cores.

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Segundo a publicação, os humanos possuem dois tipos de células fotorreceptoras: os bastonetes, importantes para a visão noturna, e os cones, que são os responsáveis pelas cores que enxergamos. 

Os humanos têm três tipos de células cones e cada uma apresenta fotopigmentos fundamentais que respondem a determinados comprimentos de ondas de luz (cor). São eles o de onda longa (vermelha), onda média (verde) e onda curta (azul). Já os cães têm apenas dois, correspondendo quase identicamente às sensibilidades de onda curta e de onda longa (azul e amarelo). Isto sugere que os cães podem ser incapazes de perceber as diferenças entre os sinais verdes, amarelos e vermelhos, informa a publicação.

Entretanto, o artigo continua, há evidências que sugerem que os cães podem perceber essas cores mesmo sem possuir células fotorreceptoras específicas para elas. 

Um artigo anterior, intitulado Discriminação de cores em cães, publicado em (2000) na revista Nihon Chikusan Gakkaiho, da Sociedade Japonesa de Zootecnia, observa que os cães parecem perceber mais do que apenas o azul e o amarelo, já que durante um teste com cães da raça Shiba, os animais foram capazes de discriminar entre as três cores primárias e o cinza.

Retrato de Molly, uma mistura de Beagle de quatro anos.

Foto de Rebecca Hale

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O estudo publicado na Psychonomic Bulletin & Review menciona que, embora não tenham um tipo de célula que capte um pigmento visual UV (ultravioleta) específico, os caninos podem ter a capacidade de perceber esse tipo de luz, ou seja, cores cujo comprimento de onda além do violeta, que é um dos limites no espectro de cor visível para os humanos.

Além disso, este estudo também argumenta que ainda são necessárias mais pesquisas para entender até que ponto os cães percebem a cor e como a percepção visual deles é semelhante à dos humanos.

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