Fotos retratam caos da invasão russa na Ucrânia

A invasão russa da Ucrânia ocorre por vias terrestres, marítimas e aéreas. Veja as imagens que retratam a operação militar na linha de frente.

Publicado 25 de fev. de 2022 15:51 BRT, Atualizado 3 de mar. de 2022 10:43 BRT
UKRAINE-RUSSIA-CONFLICT

Um militar ucraniano espera o fim de um ataque com morteiros na linha de frente no leste da Ucrânia no contexto da invasão russa. De acordo com as informações obtidas até o dia 24 de fevereiro, mais de 40 soldados ucranianos foram mortos.

Foto de Anatolii Stepanov, AFP / Getty Images

Cenas de caos se deram na capital da Ucrânia nesta quinta-feira, 24 de fevereiro, depois de seus habitantes acordarem antes do amanhecer com o som de mísseis caindo sobre Kiev.

A segunda maior cidade do país, Carcóvia, que faz fronteira com a Rússia no nordeste, recebeu um fluxo constante de explosões. Ao longo do dia, as rodovias ficaram congestionadas pelos veículos dos residentes que tentavam desesperadamente fugir das cidades bombardeadas.

Milhares se abrigaram em estações de metrô enquanto os refugiados chegavam às passagens de fronteira carregando apenas mochilas.

A escalada, que a Rússia descreveu como uma “operação militar especial” e os Estados Unidos chamaram de “guerra premeditada”, se tornou, de acordo com os líderes mundiais, a maior ameaça à paz na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Recrutas do exército russo embarcam em um trem após uma cerimônia de despedida na estação ferroviária de Sebastopol, na Crimeia. Milhares de tropas russas foram enviadas por vias terrestres, aéreas e marítimas para ajudar na invasão da Ucrânia.

Foto de Konstantin Mihalchevskiy, Sputnik / AP

Mulheres e homens seguram fuzis durante um exercício militar para civis realizado pelo Movimento dos Veteranos de Transcarpátia, na vila de Syurte, na Ucrânia ocidental. O leste da Ucrânia tem fortes laços com a Rússia, mas o oeste tem como objetivo se alinhar com os países da OTAN.

Foto de SIPA / AP

Mapa do conflito

Foto de Christine Fellenz, Staff da NG

Guerra Rússia-Ucrânia: como é a invasão

A invasão russa na Ucrânia está acontecendo por vias terrestres, aéreas e marítimas. Centenas de mísseis foram lançados na Ucrânia, mirando em alvos militares como aeródromos, quartéis e depósitos de munição.

De acordo com a mídia, tropas de soldados russos estão cruzando as fronteiras da Rússia e da Bielorrússia, e tropas adicionais estão desembarcando nas costas do Sul. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou toque de recolher e lei marcial.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que sua intenção é “desmilitarizar” a Ucrânia, mas analistas e historiadores acreditam que ele teme a aliança da Ucrânia com o Ocidente e considera a possibilidade do país ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como uma ameaça à segurança da Rússia.

A Rússia e a Ucrânia têm mais de mil anos de história compartilhada pontuada por guerras, fome e políticas de identidade. Séculos de guerras europeias separaram e uniram as duas nações sob diferentes impérios e repúblicas. A Ucrânia vivenciou breves momentos de independência no século 20, marcado pela revolução, mas foi rapidamente tomada por uma república da antiga União Soviética em 1922.

A Ucrânia conquistou a independência após o colapso da União Soviética em 1991 e obteve um acordo assinado pela Rússia, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido para proteger sua soberania. Mas Putin há tempos considera reivindicar a Ucrânia como parte da Rússia.

Comboio de carros de combate do exército russo avança por uma rodovia na Crimeia. Antes da invasão efetivamente começar, 100.000 soldados russos foram enviados para perto da fronteira ucraniana, mas Moscou negou ter planos de lançar um ataque.

Foto de Ap

Um dia antes do início da invasão russa, soldados ucranianos são vistos no norte de Donetsk, província da Ucrânia reconhecida como independente pela Rússia e seus aliados. Putin ordenou o envio de tropas russas para as duas regiões separatistas no leste da Ucrânia após a Rússia ter reconhecido a independência dos territórios.

Foto de Wolfgang Schwan, Anadolu Agency / Getty Images

Conflito Rússia-Ucrânia: o fim da paz na Europa?

Regiões separatistas e alianças étnicas criaram linhas tensas entre o leste da Ucrânia, com seus fortes laços com a Rússia, e as regiões ocidentais do país, que se aliaram à Europa e às Américas. Em 2014, pouco depois de anexar a região ucraniana da Crimeia, Putin declarou Kiev como “a mãe das cidades russas”. Em um discurso recente, Putin negou a independência ucraniana e a descreveu como parte da “História, cultura e espaço espiritual” da Rússia.

Uma invasão de pleno direito na Ucrânia pode se tornar a maior guerra por terras na Europa desde 1945. “Não vemos um movimento convencional como esse, de estado-nação para estado-nação, desde a Segunda Guerra Mundial”, relatou um oficial de alto escalão do departamento de defesa dos Estados Unidos ao jornal The Washington Post.

A Otan planeja enviar tropas para o leste e prometeu garantir que os combates não se espalhem para seus países-membros. Nações como a Lituânia, que faz fronteira com a Bielorrússia e um enclave russo chamado Kaliningrado, já enviaram tropas para proteger suas fronteiras.

A vizinha Polônia, auxiliada por tropas norte-americanas, prepara-se para acolher os refugiados que atravessam a fronteira. Autoridades estimam que um milhão de ucranianos possam buscar refúgio em seu país. À medida que o mundo se prepara para a guerra, os choques econômicos e de segurança já começaram, fazendo os preços das ações caírem nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O secretário-geral Jens Stoltenberg realizou uma coletiva de imprensa na sede da Otan, em Bruxelas, em 24 de fevereiro, na qual relatou: “A Rússia atacou a Ucrânia. A paz em nosso continente foi abalada”.

Um soldado russo dispara um obus durante uns exercícios militares na cordilheira de Kuzminsky, na região sul de Rostov, na Rússia, no fim de janeiro.

Foto de Sergey Pivovarov, Reuters

Fumaça paira em uma base de defesa aérea após um aparente ataque russo em Mariupol, na Ucrânia, em 24 de fevereiro. Grandes explosões foram ouvidas antes do amanhecer nas maiores cidades da Ucrânia e os líderes mundiais imediatamente anunciaram o início da invasão russa.

Foto de Photorgaph by Evgeniy Maloletka, AP

Militares não identificados, que se acredita serem do exército russo, são vistos em frente a um comboio de caminhões militares perto de uma base naval ucraniana. Todas as bases militares ucranianas na Península da Crimeia foram bloqueadas por soldados militares não identificados semanas antes da invasão à Ucrânia.

Foto de Boryana Katsarova, LUZ / Redux

Pessoas tentam embarcar em ônibus e trens saindo de Kiev, em 24 de fevereiro, depois que a Rússia lançou um amplo ataque à Ucrânia tendo cidades e bases como alvo de ataques aéreos ou bombardeios.

Foto de Emilio Morenatti, AP

Uma mulher espera o trem para fugir de Kiev. A Rússia começou seu antecipado ataque sobre a Ucrânia. Grandes explosões ocorreram antes do amanhecer em Kiev, Carcóvia e Odessa enquanto as lideranças mundiais temem que a invasão russa gere baixas massivas e acabe derrubando o governo democrático da Ucrânia.

Foto de Emilio Morenatti, AP

Nesta imagem de um vídeo divulgado pelo Serviço de Imprensa Presidencial da Rússia, o presidente Vladimir Putin se dirige à nação de Moscou. Putin ignorou a condenação e as sanções internacionais e alertou outros países que qualquer tentativa de interferência levaria a “consequências nunca antes vistas”.

Foto de Russian Presidential Press Service via AP

Em meio a fogos de artifício, ativistas a favor da Rússia comemoram nas ruas de Donetsk, controlada pelos separatistas, depois que Putin assinou um decreto que reconheceu duas regiões separatistas apoiadas pela Rússia no leste da Ucrânia como entidades independentes.

Foto de Alexander Ermochenko, Reuters

À medida que a ameaça de uma invasão russa na Ucrânia aumentava, no início de 2022, pequenos protestos em todo o mundo pediam paz. Nesta fotografia tirada no fim de janeiro, um menino agita uma bandeira ucraniana durante um comício nas Cataratas do Niágara, no Canadá.

Foto de Nick Iwanyshyn, Reuters

Manifestantes a favor da Ucrânia gritam mensagens durante uma pequena aglomeração do lado de fora do consulado russo, em Istambul, na Turquia, enquanto as notícias da invasão se espalhavam na quinta-feira, 24 de fevereiro.

Foto de Francisco Seco, AP

Militar ucraniano caminha ao longo da linha de frente da cidade controlada pelo governo de Avdiivka, em Donetsk.

Foto de Gleb Garanich, Reuters

Caixão do capitão Anton Olegovich Sidorov é transportado para a Catedral da Santíssima Trindade em Kiev, na Ucrânia.

Foto de Pierre Crom, Getty Images

A morte do capitão Anton Olegovich Sidorov, devido a um ferimento fatal causado por estilhaços em meio a uma onda de bombardeios por separatistas no leste, foi uma das primeiras baixas na escalada do conflito, relatada pelo exército ucraniano no dia 19 de fevereiro.

Foto de Chris McGrath, Getty Images

Carros engarrafaram as ruas de Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro, enquanto milhares tentavam fugir em meio à invasão russa.

Foto de Emilio Morenatti, AP

Mulher e criança olham pela janela de um ônibus ao deixarem Sievierodonetsk, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro. Segundo especialistas em conflitos, uma guerra na Ucrânia pode causar mortes em massa, uma crise de refugiados e ter repercussões em todo o mundo.

Foto de Vadim Ghirda, AP
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