Como era o processo de mumificação

O método foi desenvolvido no antigo Egito para preservar cadáveres era algo importante para a religião dos povos egípcios.

Múmias de antigos governantes sentam-se na grande praça de Cusco durante um ritual.

Arte de JON FOSTER
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 26 de dez. de 2022 13:00 BRT

Os métodos de embalsamar, ou tratar o cadáver, que os antigos egípcios usavam são chamados de mumificação. De acordo com o gabinete de Antropologia do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos, esses processos especiais eram usados para remover a umidade do corpo e evitar, ao máximo, a decomposição. Isso porque é importante, para a religião egípcia, preservar o cadáver da forma mais natural possível. 

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O que era preciso para fazer a mumificação

Segundo o Smithsonian, o processo de mumificação demorava setenta dias e era realizado por sacerdotes especiais que trabalhavam como embalsamadores

Durante o procedimento, eles tinham que saber e realizar rituais e orações específicas, assim como ter um conhecimento detalhado da anatomia humana. 

O passo a passo da mumificação

A mumificação era realizada em, basicamente, três etapas, de acordo com o museu: retirada dos órgãos internos, secagem do corpo e cobertura do cadáver. 

O primeiro passo era a remoção de todos os órgãos internos que poderiam se deteriorar rapidamente. O cérebro era retirado em pedaços por uma inserção cuidadosa de instrumentos especiais pelas narinas em uma operação delicada, que podia facilmente desfigurar o rosto. 

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A múmia preservada do rei Seti 1º está no Museu do Cairo, Egito.

Foto de UNDERWOOD AND UNDERWOOD

Em seguida, os embalsamadores removiam os órgãos do abdômen e do peito através de um corte feito no lado esquerdo do torso. Os órgãos retirados, como o estômago, fígado, pulmões e intestinos eram preservados separadamente e colocados em jarros especiais chamados de vasos canópicos. 

Segundo o museu, os sacerdotes deixavam apenas o coração no lugar, acreditando que era o centro do ser e da inteligência de uma pessoa. A crença egípcia também acreditava que o órgão era necessário para o julgamento final do espírito. 

Retiradas as partes internas, o cadáver era coberto com natron, um composto natural de sais de sódio, que removia a umidade do corpo. “O resultado era uma figura humana seca, mas reconhecível”, informa a página do Smithsonian. 

Depois disso, o corpo estava pronto para ser envolvido em centenas de metros de linho, diz o museu. Os sacerdotes enrolavam cuidadosamente longas tiras em volta do corpo, por vezes cobrindo até cada dedo da mão e do pé separadamente antes de envolver o membro inteiro. Além disso, depois de algumas camadas o corpo era revestido com resina morna para fixar o pano. 

Durante essa etapa, os embalsamadores também colocavam amuletos entre uma camada de linho e outra a fim de proteger os mortos. Eles também recitavam orações e escreviam palavras mágicas em algumas das tiras de linho.

Finalmente, depois de envolver o cadáver com os últimos metros de pano, os sacerdotes prendiam as bordas com tiras de linho, completando a múmia.

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