Quem foi Fafnir, um dos dragões mais populares da mitologia nórdica?

Sua história faz parte de uma coleção de poemas nórdicos em que a ganância e a tragédia são os principais atores.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 5 de fev. de 2024, 12:00 BRT
Uma placa usada em enterros e com formato de dragão datada do final do século 9 ...

Uma placa usada em enterros e com formato de dragão datada do final do século 9 ou início do século 10 e encontrada nas Ilhas Orkney, na Escócia.

Foto de MICHAEL MAGGS em World History Enciclopedia (Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike)

Os dragões são criaturas comumente interpretadas em histórias, mitologias e lendas como figuras semelhantes a lagartos ou cobras. Dependendo da cultura, esses animais mitológicos são vistos como benevolentes ou malévolos, explica a Encyclopaedia Britannica (plataforma de educação e conhecimento do Reino Unido).

Para a cultura do Oriente Médio, por exemplo, os dragões ou cobras eram a representação do mal. Por outro lado, no leste da Ásia, eles eram considerados criaturas benevolentes e um símbolo de prestígio, observa a Britannica.

Já no caso dos nórdicos, população escandinava que viveu durante a Era Viking (aproximadamente entre os séculos 9 e 10, como explica a enciclopédia), a imagem do dragão era importante e estava presente em elementos transcendentais

Tanto que eles apareciam em emblemas de guerra: era comum que se pintasse imagens dessas criaturas nos escudos e se esculpisse cabeças de dragão nas proas dos navios de combate, acrescenta a Britannica.

Dentro dessa mitologia nórdica toda se destaca a figura de Fafnir, por exemplo, é um dos dragões mais populares dessa cultura e cuja história está envolta em traição e tragédia.

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Quem foi Fafnir, o dragão da mitologia nórdica?

De acordo com a Encyclopaedia of World History (plataforma de conhecimento que fornece dados históricos), no poema “Fáfnismál”, da Edda Poética (um manuscrito que data do século 13 e contém uma coleção de poemas nórdicos), Fafnir era um homem que se transformou em um dragão por causa da ganância.

Fafnir era filho do rei Hreidmar e irmão de Regin e Otr. Esse último foi morto pelos deuses Odin, Loki e Hoenir. Em resposta, o rei Hreidmar exigiu uma compensação de Odin pela morte de seu herdeiro e, em troca, recebeu uma grande quantidade de ouro que havia sido tirada do anão Andvari, conta a tradição mitológica.

No tesouro estava também o anel Andvaranaut, que havia sido amaldiçoado pelo anão Andvari.

Página de um dos manuscritos da Prosa Edda de Snorri Sturluson mostrando várias figuras da mitologia nórdica, século 18 d.C.

Foto de Autor desconhecido World History Encyclopedia (Domínio Público)

Essa maldição levou Fafnir, que estava cego pela ganância pelo ouro, a matar seu pai. Após o assassinato, ele se transformou em um dragão e escondeu todo o tesouro, enquanto Regin se tornou um ferreiro, relata a Britannica.

No entanto, Fafnir teve um fim trágico. Quando o ouro foi levado, Regin incentivou Sigurd (seu filho adotivo) a matar o dragão.

Após a morte de Fafnir, continua a história contada pela plataforma do Reino Unido, Regin pediu a Sigurd que cozinhasse o coração do dragão. Mas, quando o jovem o tocou, começou a entender a linguagem dos pássaros e descobriu que seu pai pretendia matá-lo. Com isso, Sigurd matou Regin e partiu levando o ouro.

Edda Poético é um importante manuscrito que data do século 18 e contém uma coleção de poemas nórdicos. Algumas das histórias mais notáveis da cultura nórdica, como a de Fafnir, foram transmitidas por meio dele. 

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