Tudo o que você precisa saber sobre os oceanos

Saiba mais sobre o maior habitat da Terra.Wednesday, June 6, 2018

Por Redação National Geographic

Estes vastos corpos de água em torno dos continentes são fundamentais para a humanidade. Mas a pesca predatória e o aquecimento global ameaçam deixar este habitat vital estéril.

O oceano é um corpo contínuo de água salgada que cobre mais de 70% da superfície da Terra. As correntes oceânicas regem o clima do mundo e agitam um caleidoscópio de vida. Os humanos dependem destas águas abundantes para o conforto e a sobrevivência, mas o aquecimento global e a sobrepesca ameaçam deixar o mar agitado e vazio.

Os geógrafos dividem o oceano em quatro seções principais: Pacífico, Atlântico, Índico e Ártico. Regiões oceânicas são chamadas de mares, golfos e baías, como o mar Mediterrâneo, o Golfo do México e o Golfo de Bengala. Corpos de água salgada isolados como o mar Cáspio e o Grande Lago Salgado são distintos dos oceanos do mundo.

Os oceanos detém cerca de 320 milhões de milhas cúbicas (1,35 bilhões de quilômetros cúbicos) de água, o que representa aproximadamente 97% do abastecimento de água da Terra. A água tem cerca de 3,5% de sal e contém vestígios de todos os elementos químicos encontrados na Terra. Os oceanos absorvem o calor do sol, transferindo-o para a atmosfera e distribuindo-o ao redor do mundo por meio do movimento contínuo das correntes oceânicas. Isso conduz os padrões climáticos globais e atua como um aquecedor no inverno e um ar condicionado no verão.

Vida marinha

A vida começou no oceano, e ele continua sendo o lar para a maioria das plantas e animais da Terra — de minúsculos organismos unicelulares às baleias-azuis, o maior animal vivo do planeta.

A maior parte da vida vegetal do oceano é composta por algas microscópicas chamadas de fitoplânctons, que flutuam na superfície e, por meio da fotossíntese, produzem cerca de metade do oxigênio que os seres humanos e todas as outras criaturas terrestres respiram. As macroalgas e algas kelp são algas grandes facilmente visíveis a olho nu.

Plantas marinhas com raízes, como ervas marinhas, só podem sobreviver a uma profundidade em que os raios solares possam oferecer suporte à fotossíntese — cerca de 200 metros. Quase metade do oceano tem mais de 3 mil metros de profundidade. Julgava-se que os alcances mais profundos do oceano eram desprovidos de vida, mas hotspots biológicos aparecem em lugares como fontes hidrotermais e em outros lugares no fundo do mar. Estas estruturas semelhantes a chaminés expelem gases e água rica em minerais debaixo da crosta terrestre. Poliquetas, moluscos e mexilhões reúnem-se em torno das fontes para se alimentarem de bactérias que adoram o calor. Peixes bizarros com olhos sensíveis, presas translúcidas e iscas bioluminescentes espreitam em águas próximas.

Surfe e dispersão de espuma enquanto uma grande onda quebra na costa de Palau. Mais de 250 ilhas compõem o país, uma fortaleza japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Outros peixes, polvos, lulas, enguias, golfinhos e baleias nadam contra a corrente em águas abertas, enquanto caranguejos, lagostas, estrelas do mar, ostras e caracóis rastejam e seguem seu caminho para o fundo do oceano. Criaturas como as águas-vivas não possuem seu jeito próprio de locomoção e, na maioria das vezes, são deixadas para serem levadas pelos ventos e correntes. Mamíferos como lontras, morsas e até mesmo ursos-polares também dependem do oceano para a sua sobrevivência, e são os seus mergulhos sempre que seus organismos exigem.

As colônias de pólipos formam recifes de corais à medida que eles morrem. Os recifes são encontrados principalmente em águas tropicais rasas e abrigam um brilhante mosaico de pólipos, plantas e peixes. Os recifes de corais também são vítimas visíveis da atividade humana. Aquecimento global, assoreamento, poluição e outros fenômenos estão forçando os corais até a morte, e pescadores zelosos demais pescam mais alimentos do que os recifes podem restaurar.

Impacto humano

As atividades humanas afetam quase todas as partes do oceano. Redes perdidas e descartadas continuam a capturar letalmente peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos à deriva. Os navios derramam óleo e lixo e transportam animais para habitats estranhos despreparados para a sua chegada. Florestas de mangue são devastadas para a construção de residências e fábricas. Mais da metade da população dos EUA vive em áreas costeiras, despejando lixo e esgoto no oceano.

O escoamento de fertilizantes de fazendas transforma vastas faixas do oceano em zonas mortas, incluindo uma área do tamanho de Nova Jersey, no Golfo do México. O dióxido de carbono, um gás de efeito estufa, está deixando as águas do oceano ácidas, e um influxo de água doce devido ao degelo das geleiras ameaça alterar as correntes de condução climática.

Os conservacionistas exigem que os órgãos de proteção internacional protejam e reabasteçam os estoques decrescentes de peixes no oceano, e lutam pela redução dos gases de efeito estufa para frear o aquecimento global.

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