Explore as ruínas incas da maior ilha do Lago Titicaca

Mergulhe na mitologia e na natureza da remota Isla del Sol, na Bolívia.quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Como seu nome sugere, a ilha é banhada pela luz do sol o tempo todo, o que faz com que tenha uma vegetação esparsa e luminosidade refletida nas águas cristalinas ao redor.

Dicas de viagem

Chegar à Isla del Sol pode ser uma tarefa árdua. São quatro horas de ônibus de La Paz, a cidade principal mais próxima, e mais uma hora e meia de barco saindo da cidade de Copacabana. A melhor maneira de aproveitar o local é passando uma noite.

A ilha possui várias pousadas ecológicas com acomodações aconchegantes e vistas espetaculares. Entre elas estão as Cabañas Ecológicas Santo Campo (que podem ser reservadas no Airbnb), cujo dono genial serve refeições caseiras e recomenda vistas panorâmicas do lago. E como a maioria dos moradores de Isla del Sol e áreas próximas não fala inglês, use um aplicativo como o Duolingo para aperfeiçoar seu espanhol antes de ir.

Embora seja desaconselhável visitar a Bolívia devido à recente agitação política, à medida que as tensões diminuem, o turismo aumenta. E afastadas da agitação e da política das cidades, as regiões ao redor do Lago Titicaca são alguns dos destinos mais intrigantes e incomuns do país para os exploradores. Mas esta “Ilha do Sol” não está isenta de riscos — convém levar bastante protetor solar.

Na cênica Isla del Sol, na Bolívia, encostas com terraços e ruínas antigas proporcionam vistas incríveis da quase interminável extensão do Lago Titicaca, o maior lago da América do Sul. O berço mitológico dos primeiros incas, Manco Cápac e Mama Ocllo, com suas ruínas e caminhos à beira-mar, atrai turistas que gostam de trilhas e amantes da história. O local também convida observadores de estrelas e turistas que desejam se desconectar completamente (boa sorte para conseguir fazer o Wi-Fi funcionar aqui).

Indícios de que seres humanos habitaram essa ilha, a maior ilha do Titicaca, remontam ao terceiro milênio antes de Cristo. Lembretes dessa rica história estão por toda parte — de sítios antigos, como o templo Pillkukayna, até as ruas de paralelepípedos um tanto desgastadas que serpenteiam pelas pequenas cidades da Isla del Sol.

A ilha possui uma pequena população indígena de agricultores e pescadores, mas não há carros nem estradas pavimentadas. Moradores (muitos vestindo trajes tradicionais) e turistas percorrem a pé o terreno montanhoso por meio de uma rede de trilhas e caminhos de pedra que passam por pastos onde venta muito e cenários azulados sobre cerca de 8,3 mil quilômetros quadrados do Lago Titicaca. Nas tranquilas vilas de pescadores, os pássaros — inclusive o ameaçado mergulhão-do-titicaca — flutuam na água sob as docas enquanto burros e lhamas descansam ao longo da costa. Se você sentir fome, a trucha frita (truta frita do lago) é a mais pedida nos cardápios dos restaurantes rústicos de Isla del Sol.

Continuar a Ler