Eu não sabia que ia ser militar

Sérvulo Borges, ex-militar e atual liderança quilombola, conta como uma equipe formada majoritariamente por pessoas negras removeu compulsoriamente, entre 1986 e 1989, 312 famílias quilombolas que viviam à beira mar em Alcântara, no Maranhão.

Por Ana Mendes
Publicado 16 de jul. de 2021, 13:28 BRT

Sérvulo Borges, ex-militar e atual liderança quilombola, conta como uma equipe formada majoritariamente por pessoas negras removeu compulsoriamente, entre 1986 e 1989, 312 famílias quilombolas que viviam à beira mar em Alcântara, no Maranhão. Composta estrategicamente para persuadir as famílias que seriam retiradas de suas terras, a equipe tinha, além de assistentes sociais, enfermeiros e padres, 30 jovens alcantarenses alfabetos e semianalfabetos. “Um preto com outro preto conversando, mesmo que ele seja doutor, mas ele é preto”, diz Borges, que serviu durante oito anos na aeronáutica e ajudou a remover seus parentes para a construção do Centro de Lançamento de Alcântara.

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