Crise climática ameaça ciência ancestral de indígenas do Rio Negro, que lutam para se adaptar

Com os ciclos naturais desordenados pelas mudanças climáticas, povos do noroeste do Amazonas buscam na ciência maneiras de manter vivos saberes e práticas seculares.
Um incêndio sem precedentes destruiu extensa área de igapó, sinal de extremos climáticos
por Fellipe Abreu
Por Luiz Felipe Silva, Fellipe Abreu
Publicado 3 de out. de 2022 13:56 BRT, Atualizado 14 de out. de 2022 17:56 BRT
Crise climática põe em risco sistema agrícola tradicional do Rio Negro

Nos meses que marcam a transição do outono para o inverno no hemisfério meridional, um ar gelado e seco percorre mais de 3 mil quilômetros na América do Sul, desde o norte da Argentina até chegar à Casa Fria, local onde estão guardados os elementos necessários para o manejo do clima na Terra, de acordo com o conhecimento ancestral dos povos indígenas que vivem na bacia do Rio Negro, no Amazonas.

Este fenômeno é conhecido como “Aru” e as lendas sobre sua origem variam entre as etnias. Para os Tukano, trata-se do Deus do Frio, um ser sobrenatural de aparência humana e cor de pele muito escura, que pode também se transformar em sapo quando a temperatura atinge seu ponto mais baixo. Mestre do remo, Aru pode usar a ferramenta para gerar ventos e chuvas. Conforme sua Canoa da Transformação vagueia pelos rios, seus remos fazem cair as gotas finas de água do céu – um remédio para a Terra, que ameniza o calor em até 10ºC e purifica o ar.

Assim que chega, Aru, cujo nome tem origem na língua nheengatu, inaugura a constelação Wurũ (Preguiça, no idioma tukano) e provoca a “enchente da preguiça”. Este marco indica o fim da estação chuvosa e a chegada do novo ano para o ciclo cosmológico e agrícola dos povos do Rio Negro. É também quando se abre a temporada de benzimentos para acalmar o calor do corpo, expresso em insolação, agonia, cansaço ou desânimo excessivos, ou o calor da Terra, para que o solo receba bem o plantio das roças que virão. O benzedor, dotado do poder do pensamento e da palavra que manejam o mundo, diz assim:

Abaixo desse rio de transformação vive Aru do Frio... é dele a cuia de água amena curativa... é dele a cuia de água remédio... cuia de vida dele vai apagar o calor do sol... cuia de vida dele vai apagar o calor do fogo de gente árvore... o calor do fogo de paricá... o calor do fogo de gente-peixe... são fogos de cor vermelha, branca e azul... a água amena e fria acalmará as entranhas da pessoa...

A comunidade de Açaí-Paraná (canto inferior esquerdo) é banhada pelo rio Uaupés. Nas proximidades, em forma de serpente, está o rio Iauiari.

Foto de Fellipe Abreu

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O equilíbrio entre o manejo do mundo e os ciclos de frio e calor, secas e enchentes, é o fundamento da interação entre todos os seres e elementos da natureza. Esse balanço culmina na floração das plantas no período de verão. Acontece que há alguns anos não existe mais equilíbrio, Aru não passa mais na época certa e o que era para florir virou fogo ou virou água. “Nós contribuímos fazendo a nossa parte com o manejo da gestão territorial com os nossos conhecimentos, a partir das narrativas míticas”, afirma Dagoberto Azevedo, do povo Tukano e doutorando em Antropologia. “O não-indígena, se faz o manejo errado, pode lançar um feitiço sobre a terra.” Da margem do Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira, ele vê in loco as consequências dos eventos climáticos extremos que ecoam também em todo o planeta.

A ciência moderna ocidental vem registrando as mudanças no clima da Amazônia há décadas, com números que dão concretude acadêmica àquilo que os indígenas vivenciam. O Sexto Relatório de Avaliação do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) informa que, nos últimos 50 anos, 90% dos locais de observação mostraram redução na duração da estação chuvosa. Entre 2004 e 2016, a exposição da Floresta Amazônica a secas extremas dobrou de 8% para 16%.

Mudanças mais que climáticas

Na Amazônia, os povos originários observam mais efeitos do aquecimento global do que a elevação da temperatura e eventos extremos, como secas, queimadas e enchentes. Trata-se de um processo de remanejo do mundo, no qual seus saberes, tradições, rituais, práticas e tecnologias se tornam obsoletos. “Não tem como planejar mais a forma de viver plantando ou colhendo”, queixa-se Clarindo Chagas, do povo Tariano.

Observando o fenômeno, o povo Baniwa cunhou o conceito de “mudanças mais-que-climáticas” para descrevê-lo. “Cada coisa aqui do mundo tem sua respectiva divindade. As plantas, os peixes e os animais estão vinculados aos seres cosmológicos. Então, quando a coisa não é bem manejada, existe a crença de que essas divindades tentam reagir”, explica Juvêncio Cardoso, da etnia Baniwa, professor em Física Intercultural e mestre em ensino de Ciências Ambientais. “E hoje a gente sabe quais são os impactos da ação do próprio homem, como o desmatamento.”

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À esquerda: No alto:

Os besouros, assim como outros insetos, também são entendidos como indicadores ambientais pelos conhecedores indígenas.

À direita: Acima:

As minhocas daracubis ficam alojadas em bromélias para se proteger das cheias, mas com os ciclos alterados estão ficando escassas.

fotografias de Fellipe Abreu

No Rio Negro, para além dos riscos climáticos e de perda de biodiversidade, a existência do Sistema Agrícola Tradicional – um patrimônio cultural brasileiro – também entra em modo de alerta. Quem trabalha nas roças relata que a rotina sob o sol inclemente está se tornando quase inviável. Poucas décadas atrás, o horário padrão para tomar o caminho de volta para casa era entre 14 e 15h00. Mas, agora, os indígenas raramente suportam ficar até o meio-dia no verão. Nos períodos mais quentes, às 9h30 eles já não aguentam mais o calor.

Na agricultura, muitas mudas e sementes de maniva são perdidas com as secas e queimadas, ou devoradas por pragas de lagartas e gafanhotos que se reproduzem em maior volume no calor. Pescadores experientes contam que os peixes mudaram seus hábitos. Buscam viver no fundo dos rios, pouco boiam e, quando o fazem, rapidamente afundam. O motivo: a quentura da água na superfície.

De geração em geração, os pescadores aprendem que os peixes da bacia do Rio Negro têm preferência pela minhoca do tipo daracubi. Essas iscas são capturadas em período regular de chuvas, quando sobem pelos troncos das árvores situadas dentro das águas do igapó até chegarem às bromélias, no alto. Sabia-se o momento certo de pegá-las. “No passado, a gente tirava até 15 quilos de minhoca. Atualmente, a gente não consegue nem mais 500 gramas”, compara Rosivaldo Miranda, agente indígena de manejo ambiental do povo Piratapuya.

O desequilíbrio da chuva, que se alterna entre períodos mais longos de estiagem e precipitações mais intensas em curto espaço de tempo, impede que as daracubis se reproduzam. A formação de enchentes é também proibitiva para que os peixes realizem a piracema. Há registros até de situações extremas nas quais a chuva, na Amazônia, é de granizo – ou seja, gelo cai do céu em plena floresta tropical.

Os sinais da natureza se avolumam diante dos olhos dos povos indígenas. No caso das andorinhas olioda, sempre que sobrevoam em rasante os remansos de rio significa que irá chover. Na mitologia Baniwa, inclusive, elas entram em processo de metamorfose quando tocam a superfície da água e se transformam em peixes toloya. Já as borboletas makalo, ao atravessarem os rios da margem direita à esquerda, prenunciam a temporada de frutificação de várias espécies de árvores.

Ciclos como estes se reproduzem nas tradições de todos os povos do Rio Negro. “Isso tudo se perdeu”, lamenta Clarindo Chagas, da etnia Tariana. “Nem os animais da natureza conseguem controlar ou avisar. A lagartixa, na beira, mostra até onde vai a água do rio. Ela nunca errou, mas esses dias ela não acerta mais. Se elas estão confusas, imagina a gente.”

Rosivaldo Miranda é agente indígena de manejo ambiental (Aima) do povo Piratapuya. Ele monitora tudo que acontece no território, o ciclo anual das águas, a migração de aves e animais, até a relação entre o clima e as constelações. 

À esquerda: No alto:

Para encontrar as daracubis, Rosivaldo Miranda sobe árvores para coletar as bromélias onde as minhocas se protegem.

À direita: Acima:

Após um dia de observações e vivência na floresta, Rosivaldo Miranda, do povo Piratapuya, faz anotações em seu diário de agente indígena de manejo ambiental.

fotografias de Fellipe Abreu

O rio vira fogo

Mais de cinco anos depois, ninguém consegue esquecer a profunda seca que atingiu o médio Rio Negro em 2015 e 2016. Foram cerca de 40 dias sem uma gota d’água caída do céu. Por lá, dificilmente passa-se duas semanas sem chuva. Com a seca veio o fogo, que tomou por dias a paisagem. No município de Barcelos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 82 focos de queimadas em 2015 e 602 em 2016. Árvores em chamas e labaredas pareciam sair da água.

Curiosamente, as florestas de igapó (ou seja, de áreas inundadas) em toda a bacia amazônica são mais vulneráveis a incêndios do que florestas de terra firme, por dois motivos: sobre o solo, um tapete de raízes atua como combustível natural do fogo, e a estrutura da floresta, mais baixa e aberta, permite que o vento remova a umidade do solo, que fica mais propenso à queima. 

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No baixo e no médio Rio Negro estão os dois maiores conjuntos de ilhas em águas continentais do mundo: Anavilhanas, onde 400 ilhas se distribuem ao longo de 100 quilômetros, e Mariuá, cujos 275 quilômetros de extensão é composto por 1,4 mil ilhas. Ambos arquipélagos foram grandes vítimas do verão de 2015/2016. Rapidamente, o fogo destruiu imensas áreas. “Era fogo para todo lugar. Teve um dia que eu achei que ia morrer. Era um fumaceiro que pensei que não ia amanhecer vivo. Não dava nem pra ver o outro lado do rio”, relata Félix Bonfim, do povo Baré.

Os próprios amazônidas não sabem identificar a origem dos incêndios. As principais hipóteses apontam para ações humanas não intencionais, pequenas queimadas que saem do controle ou até mesmo geração de fogo espontânea. O Inpe, por sua vez, cruza os dados de focos de queimadas com locais de desmatamento e propriedades inscritas no Cadastro Ambiental Rural.

“A queimada foi a maior que vi em toda minha vida. As plantas que a gente tinha morreram”, afirma Evanildo Martins, agente indígena de saúde do povo Baré. Queimaram-se roças e floresta nativa, mas as cenas mais dramáticas seriam vistas quando o fogo cessasse. “A gente via os bichos correndo, fugindo. Muitas caças da natureza apareciam mortas na beira do rio. Não tinha pra onde correr”, recorda Evanildo.

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Moradora de Açaí-Paraná, Amélia Matos Lopes, do povo Baniwa, viu sua roça ser inundada em dois anos consecutivos. Ela vive na região há uma década e nunca tinha vivenciado cheias tão intensas.

Roça recentemente derrubada bem próximo ao Rio Uaupés. No sistema agrícola tradicional, os cultivos ocorrem em coexistência com a floresta.

A roça vira água

O regime desregulado de chuvas resulta em fogo nos períodos de escassez, mas também nas grandes enchentes nos tempos de abundância. A precipitação média anual na bacia do Rio Negro varia pouco ao longo do tempo, mas os observadores indígenas e cientistas brancos notam que as águas se concentram em tempestades curtas e muito intensas. Até mesmo a notificação de pessoas atingidas por raios aumentou.

O próprio Rio Negro é testemunha do desequilíbrio das águas. As cheias máximas anuais são registradas em Manaus desde 1902. Seis das dez maiores medições datam da última década. O recorde histórico é de 30,02 metros, alcançado em 2021. Em Barcelos, a cheia de 2022 (10,52 metros) superou a do ano anterior (10,46 m).

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Em um trabalho realizado junto aos alunos da escola Baniwa Eeno Hiepole, em 2021, Juvêncio Cardoso percorreu as comunidades do Rio Ayari e contabilizou 30 roças atingidas, de 18 diferentes famílias. Isso resultou em um prejuízo estimado em 315 toneladas de mandioca perdidas e de R$ 500 mil, considerando, além da mandioca, as perdas de pimenta, banana, cubiu, cará e batata. “Foi quando eu perdi minha roça pela primeira vez, foi muito doído pra mim”, recorda Amélia Matos Lopes, do povo Baniwa. Essa dor se repetiu na cheia deste ano.

“Eu chorei. Chorei muito. Parecia que eu tinha perdido um pai ou um filho”, conta Dona Amélia. A perda da roça penaliza duas vezes a mesma família. Primeiro na perspectiva da segurança alimentar: sem geração de renda, não há recursos para comprar comida nos mercados urbanos. Depois, sob a lógica da tradição: as roças são heranças dos antepassados que ocuparam aquela terra. Nas enchentes, elas são transformadas em lagos onde passam peixes, jacarés e até canoas. Dona Amélia relembra que chegou a mergulhar nesta água para tentar salvar as mandiocas que cultivara. “Até hoje eu choro.”

Dilanir Martins Farias, agente indígena de manejo ambiental do povo Baré, observa e faz anotações sobre as consequências das queimadas e inundações que atingiram a região da comunidade Bacabal, no rio Demeni, onde ela vive.

A paisagem no rio Demeni, em Barcelos (AM), tem marcas de dois eventos extremos: restos de árvores queimadas em 2016 ficaram submersas após as cheias recordes que atingiram a região em 2021 e 2022.

Aimas: agentes para salvar a floresta

Os velhos conhecedores dos povos indígenas atribuem os desequilíbrios climáticos ao esquecimento dos saberes ancestrais e ao abandono do uso do bahsese (benzimento, na língua Tukano). Ambos servem para a manutenção do equilíbrio do universo, do tempo e dos espíritos. “Para ativar o conhecimento, é preciso fazer o bahsese. É o veículo de comunicação para manejar o mundo”, anuncia Dagoberto.

“É por causa da destruição do planeta pela ambição do homem, querendo mais madeira, mais garimpo”, explica Clarindo. “O homem desconhece a existência dessas torres magnéticas que têm ligação com as constelações. As pessoas sem querer cortam os fios e a natureza não tem mais controle. A gente não tem outra saída a não ser adaptar novas tecnologias.”

Assim surgiram os Agentes Indígenas de Manejo Ambiental, conhecidos como Aimas. A missão deles é, entre outras funções, observar cuidadosamente o comportamento da natureza e registrá-lo em diários e em formulários eletrônicos via tablet. “A gente vem registrando as observações dentro do nosso território e sistematizando isso”, afirma Juvêncio.

Rosivaldo é Aima desde 2014, além de integrar da Rede Wayuri de Comunicadores Indígenas. Todos os dias, quando o sol se põe por volta das 19h, ele escreve em seu diário tudo o que registrou do dia a dia da comunidade, do ciclo anual das águas, da migração de aves e animais, e até da relação entre o clima e as constelações. “Anoto também todas as transformações climáticas e tudo o que vivemos neste mundo cosmológico”, acrescenta Rosivaldo. Como comunicador, ele noticia para sua comunidade a partir do programa de podcast que ele mesmo roteiriza e apresenta. A metodologia Aima integra os registros individuais e coletivos dos agentes, para compor um quadro completo das transformações que vêm ocorrendo na Amazônia. 

Comunidade Açaí-Paraná, às margens do Rio Uaupés, uma região conhecida pela fartura de peixes.

A Rede AIMA tem hoje cerca de 50 integrantes e ampla representação para fora dos limites da Amazônia. Em 2015, pesquisadores indígenas foram a Paris para compartilhar suas percepções das mudanças climáticas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21).

Em abril deste ano, um encontro da rede resultou na evolução da pauta para o reconhecimento dos agentes ambientais pelos órgãos oficiais, encaminhada à Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, coordenada pela deputada federal Joenia Wapichana (Rede-RR) na Câmara dos Deputados.

“São vocês, que vivem aqui, que conhecem melhor do que qualquer um a região, os ciclos, a paisagem, serras, rios e cachoeiras. Sabem manejar esse território. Por isso existem as Terras Indígenas. Isso tem que ser entendido e reconhecido pelas autoridades”, disse o antropólogo Aloísio Cabalzar, coordenador-adjunto do Programa Rio Negro, do Instituto Socioambiental (ISA).

O uso da tecnologia e de metodologias apresentadas por pesquisadores da ciência ocidental interage com os conhecimentos indígenas tradicionais. “Eles estão em mediação com os conhecimentos indígenas e os que a gente leva até lá”, resume Aloísio. Os velhos conhecedores contribuem para a observação dos efeitos das mudanças climáticas. “Eles explicam o mundo a partir das narrativas míticas”, reforça Juvêncio.

“Da forma de viver como conhecedor cultural, 50% não uso mais”, lamenta Clarindo. “Hoje, temos que adaptar conforme a realidade do tempo. Nossas orações são atualizadas, não são mais as que aprendi com meu pai. Isso é passado, está tudo mudando.”

Ciência e tradição

“Vejam a Amazônia, como ela é bela e linda, com várias árvores. É com certeza uma beleza natural, mas ninguém sabe o que a gente está passando aqui dentro da comunidade”, afirma Rosivaldo. Quem vive e depende da floresta já enfrenta as consequências das mudanças climáticas. Quem está fora, em breve sentirá. De acordo com o mais recente relatório do IPCC, as transformações causadas pelo aquecimento global têm potencial de transformar áreas florestais intocadas de um sumidouro para uma fonte líquida de carbono para a atmosfera. Caso a temperatura suba 4ºC até o fim do século, a perda de carbono da região amazônica pode chegar a 38%.

A preservação da Floresta Amazônica depende, antes de tudo, da valorização e do investimento nos serviços ecossistêmicos promovidos pelos povos indígenas. Nos últimos 35 anos, 20% das florestas brasileiras preservadas estão em terras indígenas, segundo um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA). Os modos de viver e produzir impõem barreiras contra o desmatamento e favorecem a regeneração florestal. Isso significa que onde estão os povos indígenas – baseados em seus sistemas tradicionais –, a natureza, a flora e a fauna ficam mais seguras do que onde não são tocadas pelo homem. 

“Temos de ser espertos o suficiente para adaptarmos novos conhecimentos", diz Clarindo. "E, trabalhando juntos, dá pra recuperar. Dá sim, eu acredito."

Esta série de reportagens e documentários contou com apoio do Instituto Socioambiental e Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, pesquisa e roteiro de viagem de Ana Amélia Hamdan, Juliana Radler e Marina Terra e produção local de Ana Amélia Hamdan e Moisés Baniwa.

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