VÍDEO: Cientistas voam no meio do furacão para coletar dados

Os 'caçadores de furacão' publicaram um vídeo do sobrevoo do furacão Irma, o pior já registrado no Atlântico

Publicado 26 de out. de 2017 21:36 BRST
No olho do Furacão Irma

Para espiar o miolo de furacões como Irma e Harvey, cientistas precisam correr um risco – voar no olho da tempestade. Caçadores de furacões os atravessam de avião, desviando de chuvas fortes, trovões e pedaços de granizo.

Você pode observar a equipe dos Caçadores de Furacão voando em meio aos ventos de velocidades recordes provocados pelo Irma em vídeo publicado pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). Um furacão da categoria 5, evento raríssimo, recebe a definição quando os ventos ultrapassam os 252 km/h. Em seu ponto mais forte, o Irma causou vendavais de 297 km/h. (Veja fotos da tempestade)

Pilotos começaram a levar um avião a jato em voos diários até o Irma em 3 de setembro, perfurando os ventos da tempestade. Enquanto satélites meteorológicos permitem traçar o caminho do furacão, missões tripuladas podem coletar informações sobre temperatura, velocidade, direção e pressão atmosférica dos ventos (furacões mais intensos têm menos pressão).

Os dados são coletados por equipamentos chamados dropsondas, instrumentos cilíndricos que enviam informações ao serem lançados na tempestade e cairem no oceano. De acordo com o site da Divisão de Pesquisa de Furacões do NOAA, cerca de 30 dropsondas foram utilizadas em cada voo que atravessou o Irma.

Algumas das imagens mais curiosas obtidas pela tripulação mostram o olho do furacão, onde os os ventos são mais calmos. A equipe conseguiu documentar o "efeito estádio", quando as paredes do olho da tempestade se abrem e revelam o céu claro.

O Irma passou pelo Caribe e pela Flórida deixando um rastro de destruição. Trata-se do maior furacão já registrado no Oceano Atlântico. 

O Centro Nacional de Furacões também monitora outros dois furacões próximos: Katia, no sul do Golfo do México, e Jose, no meio do Atlântico. Diferentes circunstâncias contribuíram para fazer dessa temporada de furacões uma das mais ativas dos últimos anos. 

 Assista ao vídeo acima para ver a fúria do Irma.

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