O que é e para que serve a homeopatia?

A técnica terapêutica foi criada no século 18 e tem como princípio o equilíbrio da energia vital do indivíduo.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 10 de abr. de 2023, 10:49 BRT

Os medicamentos homeopáticos são preparados com plantas, ervas e materiais químicos diluídos em álcool ou água.

Foto de RENATA PIWOWARCZYK

A homeopatia é uma terapia de caráter holístico que vê a pessoa como um todo, não em partes, explica o Ministério da Saúde (MS) brasileiro. A técnica foi desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann no século 18, por volta de 1755. O Dia Mundial da Homeopatia é comemorado em 10 de abril por ser a data de nascimento do criador da prática. 

Segundo o MS, o método terapêutico da homeopatia tem dois princípios fundamentais: 

  • Lei dos Semelhantes: em que as substâncias que podem causar doenças ou sintomas em uma pessoa saudável podem, em doses muito pequenas, tratar esses sintomas em uma pessoa enferma. 
  • Ultradiluição de medicamentos: em que as preparações altamente diluídas retém uma “memória” da substância original.

Os medicamentos homeopáticos são preparados tomando uma substância (por exemplo, uma planta, um material animal ou químico), diluindo-os em água ou álcool. Os remédios são administrados em pastilhas colocadas sob a língua, comprimidos, líquidos, pomadas, sprays e cremes.

Outro aspecto da homeopatia, segundo a pasta de saúde, é seu caráter vitalista. Isso significa que a prática entende que a dinâmica orgânica e psíquica saudável depende do equilíbrio da energia vital do indivíduo, e que o processo de adoecimento envolve o desequilíbrio desta energia ou força vital. 

Sendo assim, para a homeopatia, os sintomas físicos, emocionais e mentais apontam para o adoecimento antes mesmo de aparecerem quaisquer alterações ou danos fisiológicos, ou seja, onde há um corpo doente, já existia um sujeito adoecido. Nesse sentido, o estado de sofrimento ou mal-estar difuso já é considerado como uma enfermidade para essa técnica terapêutica, e o restabelecimento da saúde inicia-se a partir do equilíbrio da energia vital.

Homeopatia: especialidade ou pseudociência?

Apesar de ser uma técnica amplamente usada, a homeopatia gera controvérsias entre a comunidade científica. Isso porque muitos estudos clínicos revelaram que o tratamento homeopático equivale ao tratamento com placebo, ou seja, não foi detectado nenhum efeito curativo significativo de qualquer composto homeopático a não ser aquele causado por autossugestão. 

Um desses trabalhos foi publicado na revista científica médica The Lancet, em 2005, em forma de editorial. A publicação analisou ensaios clínicos em que se administraram medicamentos homeopáticos e de medicina convencional com controle por placebo, ou seja, alguns dos participantes receberam homeopatia, outros remédios convencionais e um grupo de controle recebeu placebos. 

A conclusão do editorial da revista foi que houve evidências fracas para um efeito específico de remédios homeopáticos, mas fortes evidências para efeitos específicos de intervenções convencionais. Esse resultado foi compatível com a noção de que os efeitos clínicos da homeopatia são similares aos efeitos placebo.

Outra publicação que aponta falhas na homeopatia é um artigo produzido em 2017 pelo Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália (NHMRC, na sigla em inglês). Segundo o conselho, que é o órgão máximo da Austrália para apoiar pesquisas médicas e de saúde, não há condições de saúde para as quais haja evidências confiáveis ​​de que a homeopatia seja eficaz.

A recomendação do órgão australiano é que a homeopatia não deve ser usada para tratar doenças crônicas ou graves, e que pessoas que escolhem a homeopatia podem colocar sua saúde em risco se rejeitarem ou atrasarem os tratamentos para os quais existem evidências de segurança e eficácia. Para a NHMRC, pessoas que estão considerando usar a homeopatia devem primeiro buscar aconselhamento de um profissional de saúde. 

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