O que são métodos contraceptivos e quais os mais conhecidos?

A contracepção é fundamental para o planejamento familiar e, para funcionar, estes métodos levam em consideração diversos aspectos do corpo humano.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 26 de set. de 2023, 15:05 BRT
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o preservativo masculino é um método contraceptivo com 98% ...

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o preservativo masculino é um método contraceptivo com 98% de eficácia.

Foto de Rovena Rosa Agência Brasil

Os métodos contraceptivos são a ferramenta mais eficaz para se evitar uma gravidez indesejada. Eles impactam a saúde, bem como consistem em um direito humano que deveria ser acessível a todos no mundo, como afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua página oficial. 

Ainda de acordo com a OMS, o método de controle de natalidade mais adequado para cada pessoa depende de vários fatores, entre os quais o estado geral de saúde do indivíduo, sua idade, frequência da atividade sexual, o número de parceiros sexuais, o desejo de ter filhos no futuro e o histórico familiar de determinadas doenças.

Atualmente, há  diversos tipos de métodos contraceptivos, mas suas taxas de eficácia dependem do uso correto e do quanto são adequados para cada situação, bem como se são usados por homens ou mulheres. 

Para chamar a atenção acerca dos direitos de todos os indivíduos de decidirem livre e responsavelmente sobre o número e o espaçamento de seus filhos, a data 26 de setembro foi estabelecida como o Dia Mundial da Contracepção, explica a OMS. 

Conheça alguns pontos-chave sobre os métodos de contracepção. 

Quando foi criada a pílula anticoncepcional feminina

Os primeiros testes da pílula anticoncepcional feminina como se conhece atualmente foram financiados e desenvolvidos por Margaret Sanger (uma enfermeira e ativista pioneira do Movimento de Planejamento Familiar Americano), juntamente com a bióloga e filantropa Katherine McCormick, o biólogo Gregory Pincus e o ginecologista Juan Roca, como conta a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM, na sigla em inglês). 

Entretanto, foi somente em 1957 que a Federal Drug Administration (FDA), órgão que regula aprovação de medicamentos nos Estados Unidos, liberou o uso do anticoncepcional pela primeira vez. Em janeiro de 1962, as pílulas chegaram ao mercado para estarem ao alcance de qualquer mulher que pudesse pagar para determinar quando gostaria de engravidar.

Isso porque o principal efeito contraceptivo da pílula anticoncepcional feminina é a inibição da ovulação e, assim, sem óvulos maduros no útero da mulher não é possível haver fecundação – como explica um artigo publicado pela NLM. 

Embora tenham surgido efeitos colaterais desagradáveis e potencialmente fatais na época da aprovação das primeira pílulas anticoncepcionais femininas devido às altas doses de esteroides sexuais em seu conteúdo, a NLM observa que, nas seis décadas desde o seu desenvolvimento, esse tipo de contracepção progrediu e as pílulas foram desenvolvidas com ação mais específica para cada caso, usando quantidades menores de hormônios e vias alternativas de administração além da oral. 

Apesar de alguns receios em relação às pílulas, os contraceptivos orais femininos são hoje um dos métodos mais usados.

Vasectomia ou esterilização masculina: um método reversível de contracepção

Nas últimas quatro décadas, cientistas de todo o mundo examinaram vários métodos químicos, hormonais e imunológicos para criar alternativas contraceptivas para os homens como alternativa à vasectomia.

Esse tipo de esterilização masculina é um método permanente de bloqueio da produção de esperma, mas que precisa ser feito na forma de cirurgia.

No entanto, está sendo desenvolvido um contraceptivo masculino seguro e eficaz a longo prazo, o qual pode ser administrado por injeção e sem a necessidade de bisturi. Trata-se de um anticoncepcional masculino para  ser tomado com uma injeção.

O medicamento consiste em uma combinação química (polímero de estireno e anidrido maleico, um termoplástico molecular) que, 72 horas após a inoculação, enfraquece o esperma e o torna incapaz de fertilizar um óvulo. 

A biblioteca de medicina dos Estados Unidos afirma que o procedimento masculino é feito com uma técnica de reversão não-invasiva, cuja vantagem sobre outros métodos, como a vasectomia, é sua eficácia e fácil reversibilidade, comenta a NLM. 

A reversão, nesse caso, requer a injeção de um solvente parcial do polímero. A previsão é de que esse medicamento esteja disponível no mercado ainda em 2023, de acordo com seus criadores e fabricantes.

Quais são os métodos contraceptivos mais populares?

preservativo é feito de látex e atua como uma barreira para evitar o contato entre o esperma, a célula sexual masculina que carrega material genético, e o óvulo, a célula sexual feminina. 

De acordo com a OMS, o preservativo masculino é 98% eficaz e o único capaz  de evitar tanto a gravidez quanto a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV

Existe também o preservativo feminino, que se encaixa livremente na vagina, atuando como uma barreira para as células reprodutivas do homem. De acordo com a autoridade de saúde, esse método é 95% eficaz contra a gravidez indesejada. 

Outros métodos que costumam ser usados como contraceptivos são a esterilização – de homens e mulheres – bem como, no caso delas, também o uso do chamado dispositivo intrauterino (DIU).

Trata-se de um pequeno pedaço de plástico que é inserido no útero para liberar um componente de cobre ou uma pequena dose de hormônio, os quais impedem que o espermatozóide fertilize o óvulo, como explica a OMS. 

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