É o 'pouco índio' que está sustentando o planeta Terra, avisa Davi Kopenawa

Em entrevista exclusiva, o xamã e líder yanomami analisa as ameaças aos povos indígenas e rebate a ideia de que há 'muita terra para pouco índio'.

Publicado 3 de set. de 2021 12:25 BRT, Atualizado 9 de set. de 2021 17:14 BRT
Por mais de uma hora, Davi Kopenawa Yanomami sentou-se para conversar com a reportagem no Parque ...

Por mais de uma hora, Davi Kopenawa Yanomami sentou-se para conversar com a reportagem no Parque da Cidade de Brasília, em 8 de agosto de 2021. Na capital, ele participava da mobilização que reuniu mais de 6 mil indígenas para protestar contra o marco temporal, tese que está sendo julgada pelo STF.

Foto de André Dib

Foi durante a maior mobilização indígena desde a Constituinte de 1988 que nos encontramos com o líder e xamã yanomami Davi Kopenawa. A conversa passou pelo momento histórico e decisivo que a luta indígena atravessa hoje, o garimpo ilegal em território yanomami e as formas de transmitir o conhecimento para não indígenas em livro e filme.

Mais de 6 mil indígenas se reuniram no Acampamento Luta pela Vida, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para acompanhar as sessões do Supremo Tribunal Federal que julgam a constitucionalidade da tese do marco temporal. Se aceito pela Corte, o marco temporal pode expulsar milhares de indígenas de seus territórios tradicionais.

Em meio a essa energia e mobilização, nos encontramos no Parque da Cidade, na capital federal, para ouvir o líder indígena.

Entre 2020 e 2021, dois importantes relatórios – sobre o impacto do coronavírus e sobre o garimpo ilegal – revelaram as ameaças à Terra Indígena Yanomami, localizada no extremo norte do Brasil, entre os estados de Roraima e Amazonas.

O mais recente, Cicatrizes na Floresta - A evolução do garimpo, produzido pela Hutukara Associação Yanomami e Associação Wanasseduume Ye´kwana, aponta que os temores de Davi Kopenawa, expressos em livros, entrevistas e discursos, se aproximam. São mais de vinte mil garimpeiros ilegais no território e um impacto equivalente da dois mil campos de futebol de terra arrasada. De janeiro a dezembro de 2020, o tamanho da área degradada aumentou em 30%.

Os alertas para o que estamos vivendo hoje – crise climática, epidemias, destruição das florestas – já são dados há décadas. “Os brancos vão fazer adoecer a terra e o céu”, escreve Kopenawa em A Queda do Céu.

A mensagem do xamã, “para flechar corações da sociedade não indígena”, está entregue.

São os povos indígenas que estão impedindo o céu cair sobre todos.

Davi Kopenawa: "A força da natureza colocou meu pensamento no campo de luta"
O xamã e líder yanomami conversou com a reportagem durante visita à Brasília, onde participou da mobilização indígena contra o marco temporal. Neste vídeo ele conta um pouco da sua história a partir das imagens do livro A Queda do Céu.

Davi Kopenawa esteve em Brasília para acompanhar as manifestações contra a tese do marco temporal, cuja constitucionalidade está sendo discutida pelo Superior Tribunal Federal.  

Foto de André Dib

Paulina Chamorro, National Geographic: Hoje mesmo eu abri numa página do [livro] A Queda do Céu que falava algo muito parecido com o que você falava agora, que só este bambuzal atrás que está sustentando toda esta terra aqui, que em volta está seca. O que ainda está sustentando o planeta? O que ainda sustenta nossa forma de vida, Davi?

Davi Kopenawa: Pey, Inaha thë kua1. A visão do povo yanomami é ver a terra, ninguém tá olhando pra cima (à toa)... Nossa visão, do povo yanomami, é ficar de olho na nossa terra-planeta. É muito importante.

Isso é a cultura yanomami, o costume yanomami. O meu povo passado que deixou,  repassou para nós, as lideranças novas, para ficar de olho.

Hoje a terra não está como antigamente.

Agora quem está segurando o nosso direito do povo da terra é a grande alma da floresta amazônica.

Isso é o que garante a nossa vida. Nossa convivência. Trabalhar com saúde, ter alimento, água, frutas da floresta, caça e peixe. A beleza da natureza está ligada ao povo yanomami, povo ye'kwana e outros povos indígenas do Brasil.

A natureza é uma luz para segurar a cultura da terra. A terra não vai morrer, mas a floresta vai morrer. Quando o homem da cidade derrubar muito, ele vai acabar com a floresta. Omama que está nos protegendo, Omama que está junto com a natureza, com a floresta que sustenta a nossa sobrevivência hoje, e a das futuras gerações. Nossos filhos vão continuar a sustentar a floresta.

P.C.: Estamos vivendo um momento extremamente delicado. Os povos indígenas vivendo uma insegurança jurídica, uma ameaça no próprio território yanomami, diversas denúncias. O mais recente relatório mostra os números do garimpo dentro do território yanomami. Do que que você tem medo hoje? Depois de tanto tempo de luta, tanto tempo denunciando, a situação [continua] se agravando. Mas hoje, do que você tem medo, Davi?

D.K.: As lideranças antigas, que lutaram primeiro quando eu era pequeno, começaram a lutar, a defender. Isso já passou, e o problema continua. E o problema também está aumentando. O problema da destruição, do desmatamento, queimar floresta e a doença aparecendo cada vez mais – e ninguém conhece.

Tenho medo e estou revoltado. E não queria ficar com medo assim. Porque tenho medo pelo meu povo yanomami. Porque meu povo, e o povo ye´kuwana, não estão sabendo que está vindo o perigo. O perigo é corrupto.

O perigo hoje tem um nome: PL490 [Projeto de lei 490/2017].

Esse caminho vai abrir de novo para trazer prejuízo, outra vez.

Muitos políticos que não querem saber de nada, eles só querem saber de olhar para o dinheiro, de extrair a riqueza do recurso natural.

O que é perigo? Perigo é máquina. Máquinas pesadas que estão se aproximando – o governo mohoti2 que está querendo colocar máquinas em terras indígenas. Isso é obra do governo. A máquina sai da cidade, ela vai entrar e invadir a terra reconhecida, homologada, que é o território yanomami. As máquinas destroem tudo. A máquina é um veneno. Máquina traz muitas coisas ruins, doença, gripe, tuberculose, aids, bebida alcoólica e drogas. Tenho medo de que vai trazer a fome para o meu povo yanomami, assim como a destruição dos rios de que a gente bebe, de que a gente se alimenta. As máquinas vão estragar tudo. Então por isso que tenho medo, pelo meu povo.

Não quero deixar acontecer. A floresta é a nossa casa, a nossa vida para viver sempre com os povos indígenas yanomami e ye’kwana. [Tenho medo] que roubem nossa terra – nós vamos ficar sem nada.

Apenas um pedacinho da terra [mostra com as mãos] vai sobrar para nós e assim eu não quero. Tenho medo para outros, meus futuros.

Hoje eu estou enfrentando esse perigo que está aí.

P.C.: Davi, ao longo de toda a sua luta pelos relatos, testemunhos que você dá, você coloca que desde criança você já testemunhou esse impacto no território yanomami através do contato pela estrada que chegou, depois o garimpo. E assim foi indo. Hoje, como você classifica, como você entende que está o território yanomami em nível de ameaça? Com garimpo, com estrada, tem perigo de conflito também? Como você colocaria para a gente o que está acontecendo no território yanomami?

D.K.: Eu colocaria o histórico, como aconteceu, com invasores da sociedade e do governo. Quem chegou primeiro foi a comissão de limite, para fazer a fronteira do Brasil e da Venezuela. Ela que abriu caminho para invasores. Depois chegou a doença. Depois, foi 1973, chegou a estrada, entrou na terra yanomami. Chegou mais uma doença, o sarampo. E matou meu povo. Depois foram chegando os invasores do garimpo, em 1986.

Isso que aconteceu foi muito ruim pra mim e para o meu povo.

Bom, a terra yanomami já está homologada. Por [um] governo brasileiro passado, acho que foi o governo do José Sarney, [que] estava fazendo 19 ilhas3 junto com o presidente da Funai. Isso aí já mexeram. Eu não gostei. Um pedacinho de terra para cada (grupo) yanomami. A homologação da terra yanomami não está garantida. Esse documento, a homologação do papel, não está comigo. O registro da homologação está na mão do governo. E por isso que eles estão falando agora.

Lutamos, eu lutei pela terra única, grande para o yanomami viver.

O governo Bolsonaro mohoti2 está querendo diminuir a terra, roubar nossas terras. A terra já é reconhecida pelo povo brasileiro e pelo povo de fora. Então eu queria que a terra seja reconhecida e respeitada como já conseguimos trazer de volta para meu povo yanomami.

Quero que a terra yanomami, o território yanomami, seja respeitada. O povo yanomami é ser humano da terra.

P.C.: Davi, [...] falando agora da xawara, o covid, que impactou grandemente o território yanomami, um dos lugares mais vulneráveis, até o ano passado, da região amazônica. Como, dentro do pensamento yanomami, vocês enxergam o que está acontecendo com a covid?

D.K.: Nós, do povo yanomami e ye´kwana, estamos na ponta, na ponta da base da cidade e da comunidade da floresta.

Um grupo numeroso de garimpeiros entrou. E a invasão chega como um bicho.

[Os garimpeiros] pensam que têm direito para entrar, assim, de qualquer jeito.

Como nós yanomami vemos: chega primeiro os homens conversando, levando mensagem, enganando, dando comida, dando roupa velha e oferecendo espingarda, arma de fogo, dinheiro.

E depois o que acontece? Acontece que a doença chega. Vem trazendo a doença do corpo do homem. Homem da cidade com o corpo doente. Ele fica um mês morando perto da comunidade e o mosquito pega sangue dele e ele vai transmitindo. E aí vai começar a doença de malária. Doença de malária, para nós, é muito forte, muito. E depois tem outra doença, a tuberculose. O garimpeiro que chega doente de tuberculose e dá restos de comida para o índio, que pega a doença também. E o garimpeiro chega sem mulher, sem família, e precisa de mulher. Então ele vai começar a olhar as indígenas, achando bonito e querendo usar elas. Isso não é bom. O garimpeiro vai convidar pra deitar-se na rede dela, junto, e traz mais doença – como gonorreia, aids –, isso todo mundo sabe.

Agora tem essa outra doença que apareceu, chama Xawara Krukurisikɨ wai, é muito perigosa e muito forte. Em português chama coronavírus. Ele estava escondido na parte da terra, o meu povo passado já deixou no fundo da terra. E a mineração fica cavando buraco e acharam. Isso aí que é a doença de morcego. Isso aí é muito perigoso para os brancos e também para nós, o povo yanomami. Já pegamos, eu já peguei, mas não fiquei, assim, mal. Não fiquei querendo ir para o hospital. Mas reagi, lutei para o morcego não mexer comigo e com meu povo yanomami. Isso aí que é a doença que está. Outra doença que também está aparecendo [de forma] muito ruim para todo mundo é a bebida. Bebida é para o branco matar mais rápido o meu povo indígena. Fica mais doente, queima coração, queima estômago, fica doente rápido e morre.

P.C.: Dá conflito?

D.K.: Conflito.

P.C.: É tudo por conta de território?

D.K.: É por conta de território. Porque eles atacaram a gente para extrair a riqueza da terra yanomami. Eles não vão chegar lá e matar não. Eles estão querendo pegar o ouro que está embaixo da nossa comunidade. Por isso que eles nos atacaram. Isso aí é muito ruim para nós. Muito.

P.C.: Sobre a crise climática que já estamos sentindo... Você já vem avisado há muito tempo no livro e nas suas entrevistas, e saiu recentemente mais um relatório do IPCC, que [mostra] que a ciência também já vem avisando há muito tempo [sobre as mudanças climáticas]. Vocês estão sofrendo e vendo muitas alterações de clima no território yanomami?

D.K.: Não. Nós, o povo yanomami e yek´wana, não. O território yanomami tem uma energia muito forte. Ele está protegendo a nossa vida, a do povo yanomami. Não aconteceu ainda. O nosso criador, nosso criador yanomami, se chama Omama. Ele protege a gente. Nós somos filhos dele, filhos do Omama. Então o nosso pai, criador, junto com a natureza, junto com os pajés, está nos protegendo. Essa é uma parte.

A outra parte, onde tem invasores do garimpo, está estragando nossos rios. Isso é um sofrimento para o meu povo. A outra parte, que mora no Rio Grande, está ficando com muita dificuldade. Estão adoecendo, as crianças que tomam banho no rio estão perdendo cabelos – esse é o veneno de mercúrio. E nós estamos sofrendo a doença de malária. Sofrendo e aguentando, lutando para não morrer todo mundo. Estou lutando pela saúde, que é responsabilidade da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena], que cuida de nós. Então, o governo também tem responsabilidade [sobre] a Terra, o planeta Terra. Você me perguntou ‘a mudança climática está mudando muito?’... Está porque está acabando a floresta. Acabando a floresta de São Paulo, Brasília, Manaus, onde é a cidade grande. Estão cortando muito, dividindo terrenos, acabando, destruindo. Os fazendeiros estão derrubando milhares de árvores. É por isso que a mudança climática está se aproximando, para pisar a nossa terra mãe. É por isso que está mudando. O clima está muito forte para deixar sofrer o povo da cidade.

P.C.: Algo que a ciência do branco fala e o que o conhecimento indígena está falando é justamente isso, né? Os territórios indígenas são os que estão sustentando tudo isso.

D.K.: É verdade. O povo da cidade, o político mohoti2, sempre fala: ‘A terra é muito grande e tem pouco índio’. O pouco índio está sustentando o planeta Terra. Sem índio, não vai ser sustentado, vai afundar, porque o pajé está segurando a queda do céu para não cair em cima da gente. O pajé está segurando para equilibrar. O nosso trabalho, do pajé yanomami, é outra coisa. O trabalho é para proteger o povo da terra. O pajé yanomami não está ganhando dinheiro, não está roubando terra do outro. A grande alma da Amazônia, junto com meu povo, junto com os xapiri pë4, junto com o nosso criador Omama, está sustentando a nossa floresta Amazônica. Nós sempre falamos isso. Falamos muito, não é só agora que estamos falando não. Agora nós estamos falando mais e mais, até o branco da cidade, o povo da mercadoria, entender, escutar e respeitar.

P.C.: Escutar, né, Davi?

D.K.: Escutar, sentir e pensar na outra geração deles, como nós pensamos. O povo yanomami pensa no futuro da outra geração para viver, usar a floresta em pé, viva. Esse é o nosso trabalho, da liderança tradicional, dos saberes yanomami.

P.C.: Falta aos brancos sonhar de novo? Sonhar com a floresta, sonhar que é possível fazer algo pelo coletivo?

D.K.: Eles só sonham com reflorestamento. Reflorestamento não presta, não tem força. Tem mais força a floresta originária. [Se] derrubar a floresta e fazer dela reflorestamento, ela não tem força para trazer água de volta.

P.C.: Interessante isso. O reflorestamento então não sustenta, não traz a vida de volta que existia ali?

D.K.: Não sustenta trazer de volta a nossa vida, a nossa sobrevivência que estava antigamente. Não vai trazer mais felicidade, viver bem, alegria, tomar banho de água limpa.

P.C.: Ter os bichos todos...

D.K.: Os bichos aqui... não tem mais nada. Não tem bicho. Não trazem mais não. Só vai trazer outros climas. Como é que vocês falam?

P.C.: Deserto.

D.K.: Deserto. Isso que está se aproximando, por isso que o planeta esquenta. E o povo que está aqui na cidade fica reclamando. É muito quente, porque acabou a floresta e agora estão mexendo na minha casa. Não pode. Pode não.

P.C.: Por isso o filme A Última Floresta [do qual Kopenawa é co-roteirista] tem sido muito importante. É sobre isso minha última pergunta. O filme é excelente para entrar no universo, para entrar no que é o conhecimento e a vida yanomami – trazendo os elementos do garimpo, das ameaças e de um pouco do que você contava de Omama –, para a gente compreender a importância de manter a floresta em pé. [O filme] está repercutindo pelo mundo todo. Como é importante, para esse grito yanomami, fazer coisas como esse filme, entrevistas, o livro [A Queda do Céu]? Enfim, como é importante poder falar com outros ambientes, Davi?

D.K.: Bem, é realmente muito importante [escrever] o meu pensamento, o meu sonho que eu trouxe para acontecer, no papel. Eu com o Bruce [Albert, co-autor de A Queda do Céu] primeiro, né? Porque eu ficava falando sem livro, com reunião pública. [Você] escuta, mas depois não lembra mais. Branco gosta de ler – lê um pouquinho e depois guarda. Então pensei em fazer e escrever um livro. Primeiro escrevemos A Queda do Céu. Segundo, pensamos em criar a associação Hutukara Associação Yanomami, que é a nossa arma, a nossa arma para escrever documentos para autoridades. Terceiro, nós pensamos, e eu pensei, em convidar Luís Bolognesi para fazer um filme. Filme aqui na cidade tem muitos. Não está trazendo benefício de nada, só fica olhando pessoas moradoras da cidade, só vai lá para olhar. Cadê o resultado? Resultado não vem. Então pensei na última floresta, que está na Amazônia, onde moro. Outras já acabaram. Europa não tem mais floresta. Lá no Japão não tem mais floresta. Aqui não tem mais floresta. Floresta é isso aqui pequenininho. Isso não é floresta.

O filme foi pensado [assim:] o que mais eu vou mostrar para o povo da cidade, o que eles querem. O que eles estão pensando que vão escutar, acreditar e respeitar. E sentir e, depois, se arrepender do erro dele. Então, nós vamos fazer o filme A Última Floresta na minha casa. Isso foi muito importante, pensado bem. Não é para ganhar dinheiro. [É para] pensar bem, ter mais dos yanomami falando, contando da beleza da floresta que nós temos. Então nós pensamos assim: vamos divulgar [ele fala esparramar]. Esparramar, [para] muita gente olhar a nossa imagem, do povo yanomami, que mora lá há muitos anos, que dança, canta, se pinta, cuida da sua própria floresta, não destrói. Nós estamos mostrando a nossa inteligência, a nossa sabedoria, que nós temos. O nosso conhecimento tradicional, originário, nosso pensamento, que é diferente. Nosso trabalho é diferente. Branco não, branco é destruidor, acaba com tudo. A Última Floresta nós fomos mostrar na cidade, mostrar também na aldeia, para eles pensarem. E para o povo da cidade reconhecer o direito do povo yanomami e yek´wana, que existe ainda. Yanomami de verdade existe dentro, na ponta, na última floresta. Está lá.

P.C.: Era isso! Obrigada, Davi.

D.K.: Por nada.


1Bom, é assim...

2Ignorante.

3Proposta de demarcar o território Yanomami em 19 pequenas áreas indígenas descontínuas.

4Espíritos-auxiliares.

Nota do editor: agradecemos ao Instituto Socioambiental por facilitar esta entrevista.

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