Lugares mais quentes da Terra: conheça 3 zonas que bateram recorde de calor

Alguns deles atingiram temperaturas extremas de mais de 80°C – algo que nunca havia sido registrado antes no planeta.

Rastros na areia no Parque Nacional do Vale da Morte, na California.

Foto de David Guttenfelder
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 16 de jan. de 2024, 12:00 BRT

Em 2023, a Terra passou por ondas de calor significativas e temperaturas extremas, especialmente no Hemisfério Norte. Durante a primeira semana de julho, a temperatura média global foi de cerca de 17°C – a mais alta já registrada pelos Centros Nacionais de Previsão Ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas), que possui registros desde 1979.  

calor extremo é causado por uma série de fatores, mas o processo de aquecimento global está entre os principais. As Nações Unidas definem a mudança no clima como um processo de longo prazo que altera as temperaturas e os padrões climáticos ocorridos na Terra. 

Mas este recorde de 2023 não deve ser o último, como observa um artigo da National Geographic Estados Unidos intitulado “A Terra acaba de bater um recorde de calor”. O aumento da temperatura no planeta pode ser ainda mais significativo – superando os 1,5°C previstos pelo Acordo de Paris (tratado internacional sobre mudanças climáticas aprovado em XX e que deve ser adotado por 196 países) se a queima de combustíveis fósseis responsável pelo efeito estufa não for reduzida.

(Talvez você se interesse por: Crise climática: “ações urgentes” são necessárias para garantir futuro habitável na Terra, alerta IPCC)

Os lugares mais quentes do planeta na atualidade

três zonas específicas que atingiram temperaturas inóspitas para a vida humana no planeta, conforme indica um artigo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Saiba mais sobre eles abaixo: 

Deserto de Lut, no Irã 

Essa área desértica está localizada no sudeste do país do Golfo Pérsico e é uma das regiões mais quentes da Terra. O deserto de Lut já chegou a registrar 80,8°C de temperatura oficial, como informa um artigo da revista Science intitulado "Move over, Death Valley: These are the two hottest spots on Earth" (“Saia do caminho Vale da Morte: estes são os dois pontos mais quentes da Terra), e publicado em maio de 2021.

A UNESCO incluiu o deserto iraniano como Patrimônio da Humanidade e explica que essa região já foi descrita como um lugar inóspito e quase "sem vida" sobre o qual há bem pouca informação sobre os recursos biológicos locais. 

A entidade acrescenta que ainda que exista flora e fauna no deserto de Lut, essas espécies estão bastante adaptadas a essas condições climáticas extremas.

(Leia também: Por que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes)

Deserto de Sonora, na América do Norte

Cactos em silhueta contra o céu ao pôr-do-sol no deserto de Sonora, Arizona: são poucos exemplares ...

Cactos em silhueta contra o céu ao pôr-do-sol no deserto de Sonora, Arizona: são poucos exemplares de fauna e flora que conseguem sobreviver nestas regiões inóspitas.

Foto de Bates Littlehales

deserto de Sonora está localizado ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México – e já chegou a registrar uma temperatura  máxima também de 80,8°C, assim como o Deserto de Lut, como informa o mesmo artigo da revista Science.

De acordo com o Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos (NPS), esse deserto apresenta baixa precipitação de chuvas durante o inverno (de dezembro a janeiro) e tempestades de monções no verão (entre julho e agosto). No entanto, apesar disso, possui uma grande variedade de flora e fauna, tanto nas estações quentes quanto nas frias.

Vale da Morte, nos Estados Unidos

Vale da Morte, localizado no Hemisfério Norte, mais especificamente no estado norte-americano da Califórnia, já foi considerado o lugar mais quente do mundo com um recorde que, até então, era sem precedentes. 

No dia 10 de julho de 1913 foi registrada uma temperatura de 56,7°C no local, como explica um artigo publicado no site da National Geographic Estados Unidos chamado "How did Death Valley get its name? Not from the heat" (“Como o Vale da Morte ganhou esse nome? Não por causa do calor”). O texto faz referência também ao fato do local ser de difícil geolocalização, o que já fez com que diversas pessoas acabassem perdidas e, consequentemente, morressem por estar em uma zona tão inóspita. 

O mesmo artigo menciona que há meteorologistas especializados que refutam esses fatos, já que a temperatura do Vale da Morte não coincidia com a das áreas circundantes. No entanto, até hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM), entidade da ONU que estuda o clima, valida estas informações, ainda as considera verdadeiras e não se manifestou em contrário.

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