O que existe dentro da pirâmide de Chichén Itzá?

A antiga cidade maia-tolteca situada na península de Yucatán, no México, guarda uma enorme pirâmide chamada Kukulcán, que é cheia de mistérios e estruturas em seu interior.

Pirâmide Stela e El Castillo em Chichen Itza, Yucatán, México.

Foto de Paul Nicklen
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 12 de abr. de 2023, 17:00 BRT

A grande pirâmide de El Castillo (também chamada de Pirâmide de Kukulcán)  é a maior e mais importante estrutura de Chichén Itzá, a antiga cidade maia-tolteca localizada onde atualmente está a península de Yucatán, no México. 

Segundo um artigo publicado pela revista Arqueología Mexicana, a pirâmide tem 55,5 metros de comprimento e uma altura de 30 metros. No entanto, existem duas outras camadas no seu interior, uma das quais esconde um poço natural. 

Pirâmide de Kukulcán: o que está no seu interior

Um estudo realizado pelo Instituto de Geofísica e pela Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) usou técnicas de tomografia para observar o interior de El Castillo, incluindo o que está escondido debaixo dele. 

Essa tomografia funciona com detectores que, posicionados em volta e dentro da pirâmide, emitem eletrodos (corrente elétrica) que permitem medir o interior do edifício, a resistência do subsolo e o interior sem causar qualquer dano à construção.

Entre 2015 e 2016, foi confirmado que a Pirâmide de Kukulcán é composta por três estruturas:

À esquerda: No alto:

Um pilar de pedra com entalhes elaborados dentro da Pirâmide de Kukulcán, Chichen Itza, México (1914). 

À direita: Acima:

Vista de parte da Pirâmide de Kukulcán, com elaborados entalhes em pedra, Chichén Itzá, México (1914).

fotos de EDWARD H. THOMPSON

A primeira estrutura da Pirâmide de Kukulcán é a principal

Os pesquisadores que realizaram o estudo tomográfico dizem que a existência de uma ou mais estruturas no interior da pirâmide pode ser explicada de duas maneiras: pela queda e renovação de vários grupos de poder ao longo da sua história ou por ser a única alternativa para evitar a deterioração da construção.

A primeira estrutura é a mais importante do local histórico, segundo a revista Arqueología Mexicana. Ela possui um templo superior cujas aberturas (entradas) estão localizadas nos quatro pontos cardeais e as suas longas escadas chegam até o chão.

Durante os dois equinócios do ano (fenômeno astronômico em que o dia e a noite têm praticamente a mesma duração), a luz solar ilumina o lado da estrutura e forma a imagem de sete triângulos.

Esses triângulos, juntamente com a imagem da cabeça da serpente que se encontra no início da escada, representam o deus Kukulcán: a serpente de penas, que, como relata o sítio arqueológico do México, desce do seu templo para fertilizar a terra e teria presenteado os maias com o calendário.

A segunda estrutura dentro da pirâmide de Kukulcán é o altar 

De acordo com a Unam, as construções das pirâmides foram interpretadas como uma forma de os seres humanos se aproximarem das suas divindades. É por isso que El Castillo foi construído em cima de outra estrutura idêntica, menor, escondida no interior. 

O altar do jaguar vermelho com detalhes em jade dentro da pirâmide de Chichen Itza, México ...

O altar do jaguar vermelho com detalhes em jade dentro da pirâmide de Chichen Itza, México (2004).

Foto de Paul Mannix

Ali, a subestrutura contém um altar em forma de um jaguar (animal mais conhecido no Brasil como onça-pintada), pintado de vermelho e decorado sob a forma de mosaicos turquesa que reproduzem as manchas do felino.

A revista Arqueología Mexicana afirma também que foram encontradas oferendas na segunda estrutura de El Castillo – a qual tem apenas uma escada, ao contrário das quatro que compõem a pirâmide principal. 

A terceira estrutura da pirâmide de Kukulcán: uma nova pirâmide e o cenote

Em um dos primeiros resultados obtidos pelo estudo em 2015, a Unam confirmou a presença de um cenote embaixo da pirâmide. Os cenotes são uma depressão no solo (cavidade) com água doce – semelhante a uma caverna.

Mais tarde, em 2016, foi detectada uma segunda construção que cobria o cenote e media aproximadamente 10 metros de altura. Ambas as estruturas compõem a camada interior mais escondida da pirâmide.

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