A tristeza é uma emoção é vivenciada por todos em algum (ou vários) momentos da vida. ...

O que é a tristeza, segundo a psicologia?

Uma das sete emoções universais humanas, a tristeza faz parte da vida e não existe maneira de evitá-la. Perdas e luto podem desencadear o sentimento, mas ele não é sinônimo de depressão, diz especialista.

A tristeza é uma emoção é vivenciada por todos em algum (ou vários) momentos da vida. É uma emoção que pode afetar o corpo, inclusive fisicamente.

Foto de Lynn Johnson
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 17 de jun. de 2024, 10:22 BRT

Tristeza não tem fimFelicidade sim”. O refrão da canção “Felicidade”, do músico brasileiro Antônio Carlos Jobim, conhecido mundialmente como referência da bossa-nova, é um dos muitos que se acerca da emoção humana a qual, talvez, as pessoas mais evitem sentir. “Embora a tristeza seja, frequentemente, considerada uma emoção negativa’, ela desempenha um papel importante ao sinalizar a necessidade de receber ajuda ou conforto”. 

É o que explica Karen Vogel, psicóloga e psicoterapeuta, mestre em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista em mindfulnessautora de livros sobre saúde mental e professora da The School of Life paulistana. 

Segundo ela, não há como escapar da tristeza, porque esta é “uma das sete emoções universais”. Por isso mesmo, é experimentada “por todas as pessoas ao redor do mundo, ainda que aquilo capaz de causar tristeza varie muito com base nas noções pessoais e culturais de perda”, detalha.

Por sua importância no espectro emocional humano, a tristeza também está na base do roteiro da nova animação “Divertida Mente 2”, da Disney, disponível nos cinemas brasileiros a partir de 20 de junho de 2024. Na trama, a protagonista Riley entra na adolescência e começa a lidar com o amadurecimento e as novas emoções que ele traz, incluindo estar triste. 

Há muitos motivos para sentir tristeza, mas um dos "gatilhos universais", diz a especialista, é geralmente a perda de uma pessoa. Na foto, duas mulheres se abraçam em um funeral.

Foto de Wayne Lawrence

Como a psicologia define o sentimento de tristeza

Karen explica que o “gatilho universal” para acionar esse sentimento é, geralmente, a perda de uma pessoa, objeto ou algo valioso. 

“Os desencadeadores comuns da tristeza são a rejeição (por um amigo, parente ou amante); os finais e despedidas/separações; as doençasmorte de um ente querido; a perda de algum aspecto da identidade (por exemplo, durante períodos de transição em casa, no trabalho, nas fases da vida); e ficar desapontado com um resultado inesperado (por exemplo, não receber um aumento no trabalho quando esperava)”, explica ela.

(Você pode se interessar por: Por que a meia-idade parece diferente para os millennials?)

De que forma a tristeza pode afetar uma pessoa?

Por mais duro que seja passar pelo sentimento de tristeza, a especialista em saúde mental conta que esta é, justamente, uma emoção das mais duradouras. No entanto, ela ressalta que tristeza e depressão são coisas bastante diferentes e quem estiver caminhando no limiar desse distúrbio deve ficar atento. 

“A tristeza passa, muitas vezes, por períodos de protesto, resignação e desamparo, como é o caso do luto. Mas a tristeza é diferente da depressão, que é um distúrbio psicológico comum, descrito por sentimentos recorrentes, persistentes e intensos de tristeza e desesperança que interferem na vida diária”, afirma.

(Saiba mais sobre saúde mental: O que é ansiedade digital e como ela se manifesta?)

A psicóloga detalha também que não é difícil o indivíduo perceber-se triste, porque o sentimento afeta o corpo inclusive fisicamente. “Há uma redução ou enfraquecimento emocional, falta de energia, vontade de entrar em isolamento social, falta de tônus muscular, além de choro e angústia, entre outros”, diz a especialista. Também é comum, ao sentir-se triste, ter mais pensamentos de baixa estima ou de “um futuro desfavorável, com  menos fé ou a crença em algo positivo”. 

Karen Voges ressalta que é impossível “escaparmos da tristeza” durante a vida, por isso, é necessário lidar com ela, sem evitá-la. “Nós ganhamos e perdemos coisas todos os dias e, por isso, a tristeza pertence à nossa rotinaO ideal seria acolher e entrar em contato com a tristeza até ela passar”, afirma a psicóloga. 

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