O que é um ciclone extratropical? Fenômeno que tem ocorrido com frequência no Sul do Brasil

Ciclone extratropical atinge a Região Sul a partir desta quarta-feira (12), intensificando os ventos ao longo do dia, de acordo com o Inmet.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 12 de jul. de 2023, 01:55 BRT
Ciclone pode causar ventos de até 110 km/h em cidades do Rio Grande do Sul.

Ciclone pode causar ventos de até 110 km/h em cidades do Rio Grande do Sul.

Foto de INMET

O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) alerta para a formação de ciclone extratropical durante o verão de 2024 especialmente na região Sul do país, intensificando os ventos ao longo do dia sobre grande parte dessa parte do país, podendo também atingir alguns estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro - em menor proporção. As rajadas podem superar os 80 km/h. Na faixa litorânea do Rio Grande do Sul, as rajadas de vento devem ser ainda mais intensas, podendo superar os 110 km/h em alguns pontos. 

Segundo pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explicação para a formação de mais ciclones extratropicais na região Sul do Brasil está na diferença de temperatura e umidade entre o continente e as águas do mar próximas à costa nessa parte do país. E eles apontam ainda o aumento da intensidade do fenômeno, que em 2023 já ocorreu mais vezes e seguirá assim esse ano. 

O ciclone extratropical está associado sempre a uma frente fria que avança de forma continental pelo país. Nesse verão de 2024, os temporais e ciclones já vem se mostrado presentes principalmente no Sul e em partes do Sudeste. 

O que é um ciclone extratropical?

Os ciclones podem ser caracterizados de três formas: extratropical, subtropical e tropical. A diferença, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês), é importante uma vez que os sistemas tropicais têm o potencial de se transformar rapidamente em furacões, enquanto as tempestades extratropicais ou subtropicais não o fazem. 

Os ciclones extratropicais, diz a NWS, possuem ar frio em seu núcleo e se desenvolvem quando há uma separação de uma massa de ar quente da massa de ar frio. Isso faz com que a pressão no centro do distúrbio diminua levando a ponto das massas de ar iniciarem uma circulação ciclônica. 

O fenômeno pode se formar tanto em terra quanto no oceano, como foi o caso de um ciclone extratropical no Sul do Brasil em julho de 2023, e pode ter ventos tão fracos quanto uma depressão tropical (inferior a 62 km/h) ou tão fortes quanto um furacão (acima de 118 km/h). 

Onde um ciclone extratropical pode ocorrer?

Este sistema de tempestade é formado em latitudes médias ou altas (a partir de 30º), em regiões com grandes variações de temperatura, chamadas de zonas frontais, explica a Enciclopédia Britannica, uma plataforma do Reino Unido voltada para a educação. Já os ciclones ou furacões mais violentos dos trópicos se formam em regiões de temperaturas relativamente uniformes.

Sequências climáticas típicas podem ser observadas na formação de um ciclone extratropical, informa a Britannica. Por exemplo, nuvens que se tornam cada vez mais densas e mais baixas, seguidas de precipitação, que normalmente persiste até que o centro do ciclone passe.

A plataforma do Reino Unido também explica que a dissipação desse fenômeno só ocorre quando o ar frio varre todo o ar tropical quente do sistema, de modo que o ciclone inteiro seja composto pela massa de ar frio. 

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