Nos 100 anos da descoberta das galáxias, veja 5 avanços astronômicos que fizeram história

Há um século, o astrônomo Edwin Hubble mudou a forma como se estudava o Espaço. Desde então, outros avanços científicos também quebraram barreiras no conhecimento astronômico.

Astronauta da Apollo 11 com a bandeira americana plantada na Lua.

Foto de NASA
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 22 de mai. de 2023, 13:34 BRT

O ano de 2023 marca o centésimo ano de um descobrimento surpreendente para a os estudos espaciais: o de que o universo era composto por aglomerados de estrelas chamados galáxias. 

De acordo com o site da Nasa, até o início do século 20, nossa percepção do cosmos estava limitada a saber que a Via Láctea não era um conjunto de nuvens, mas sim uma aglomeração de estrelas – descoberta feita em 1609, pelo astrônomo, físico e engenheiro italiano Galileu Galileu. Entretanto, havia apenas especulações sobre a existência de outras galáxias no universo. 

A descoberta foi feita pelo astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble, em 1923, quando o cientista observou as estrelas da Galáxia de Andrômeda pela primeira vez. Segundo a agência americana, Hubble estudava o que então era conhecido como a Nebulosa de Andrômeda, um objeto que durante séculos aparecia como uma nuvem alongada de luz. Até que ele conseguiu identificar estrelas individuais nessa "nebulosa".

Para a Nasa, as observações contínuas de Hubble em Andrômeda resultaram em uma das descobertas mais transformadoras da cosmologia. Veja, a seguir, outras cinco descobertas que mudaram a forma como vemos o Espaço. 

O Universo está em constante expansão 

A Nasa conta que Hubble continuou estudando agora as centenas de galáxias identificadas depois de sua descoberta. Até 1929, Hubble havia reformulado completamente como se entendia o universo, não apenas o enxergando como lar de milhões de outras galáxias, mas identificando o próprio universo como algo também em expansão. 

Para seu descobrimento sobre a Galáxia de Andrômeda, Hubble encontrou um tipo de estrela a qual a maneira como seu brilho mudava poderia ser usada para medir distâncias no espaço. Com isso, o astrônomo contrariou a visão anterior de um universo estático e provou que as galáxias, assim como tudo no universo, está se afastando, em constante expansão.

A ideia de um universo em expansão forneceu os primeiros insights sobre as possíveis origens dele próprio, diz a agência espacial. Por exemplo, a contribuição de Hubble é um alicerce fundamental da Teoria do Big Bang

O Telescópio Espacial Hubble orbita 340 milhas (547.177 quilômetros) acima da Terra.

O Telescópio Espacial Hubble orbita 340 milhas (547.177 quilômetros) acima da Terra.

Foto de ESA

A chegada do primeiro homem na Lua feita pela Nasa

Em 1969, pouco mais de oito anos após o então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, desafiar os astrônomos de seu país a colocar um astronauta no satélite da Terra antes do final da década, a Nasa lançava a missão Apollo 11, que levaria as primeiras pessoas à Lua

Na manhã de 16 de julho daquele mesmo ano, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins decolaram rumo à Lua, algo que só seria possível graças à intensa pesquisa astronômica desenvolvida pelo país no contexto da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética. O módulo lunar Eagle pousou na superfície lunar em 20 de julho e esse evento foi transmitido a meio bilhão de pessoas através da televisão. 

Ainda hoje, 50 anos após o feito, as tecnologias da Apollo ainda estão em uso, diz a Nasa. Por exemplo, foi na preparação para levar o ser humano ao Espaço, pela primeira vez, que controles de voo digital foram desenvolvidos e questões de segurança, como a forma com a qual os astronautas comeriam durante as viagens espaciais foram resolvidas. 

(Voltamos à Lua: Artemis 1 finalmente é lançada)

A revolução causada pela teoria da relatividade de Einstein

Em 1915, o físico alemão Albert Einstein revolucionou a compreensão da gravidade. De acordo com uma publicação sobre os 100 anos da Teoria da Relatividade da Nasa, Einstein partiu da concepção da gravidade como uma força, teorizada no século 17 pelo matemático, físico e astrônomo inglês Isaac Newton e propôs que ela operasse menos como uma força e mais como um campo, capaz de distorcer o espaço e o tempo.

Em suma, Einstein teorizou que a presença de corpos com quantidade significativa de massa curvaria o tecido espaço-tempo, o que é chamado de campo gravitacional. Quanto mais massa, maior o campo (curvatura) e a distorção do tempo e do espaço. Para a teoria, isso significa que o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, o valor máximo possível no universo. A essa velocidade, em tese, o tempo simplesmente deixa de passar.

Publicada em 1916, a teoria da Relatividade Geral de Einstein é considerada ainda hoje o modelo gravitacional que melhor descreve o universo em grande escala.

A descoberta de buracos negros

Também de acordo com a agência americana, as ideias do físico alemão serviram para prever outro fenômeno incrível do universo: os buracos negros

A Teoria de Einstein previu a existência de um objeto astronômico com uma atração gravitacional tão intensa que nada, nem mesmo a luz, poderia escapar dele. Isso é o que hoje é chamado de buraco negro. 

Isso também é explicado, de acordo com a Nasa, porque a velocidade de escape – velocidade que os objetos devem atingir para não serem atraídos pela gravidade de outros – em buracos negros é superior à da luz, e como nada é mais rápido do que a luz, tudo, até mesmo ela, é sugado. 

No entanto, diz a Nasa, atualmente sabe-se que os buracos negros conseguem emitir radiação térmica derivada dos efeitos quânticos desencadeados no seu interior, segundo estabelecido pelo físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, em 1974.

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