Segundo pesquisas, há fortes evidências de um aumento na intensidade e na frequência dos extremos de ...

O que são temperaturas extremas? Elas estão cada vez mais comuns e podem afetar a saúde

O aquecimento global não apenas leva a verões mais quentes, mas, paradoxalmente, também pode levar a invernos mais frios em algumas partes do mundo. Mas isso não é um sinal de que a mudança climática não existe.

Segundo pesquisas, há fortes evidências de um aumento na intensidade e na frequência dos extremos de calor. Acima, usuários de transporte público esperam em um ponto de ônibus no calor e sem sombra adequada na Califórnia, Estados Unidos.

Foto de Elliot Ross
Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 26 de jun. de 2024, 17:00 BRT

Ondas de calor, secas, ciclones tropicais, furacões, enchentes temperaturas mínimas mais baixas do que o esperado... Os últimos meses parecem ter tido todos os tipos de eventos climáticos extremos. E em um clima cada vez mais em mudança, as temperaturas extremas ganham importância nas notícias e impactam a vida das pessoas.

mudança climática afeta a Terra de diferentes maneiras e seus efeitos já podem ser sentidos. Mas, embora o planeta esteja aquecendo, algumas regiões têm experimentado temperaturas extremamente baixas

Um dos exemplos mais recentes deste frio intenso está no pouco comum congelamento das ondas do mar na parte da Terra do Fogo, no sul da Argentina, em junho de 2024 – um fenômeno registrado por moradores locais e turistas que encheram de fotos as redes sociais. 

No entanto, esse frio extremo não é um argumento para negar o aquecimento global. Muito pelo contrário.

As ondas de frio causam vários efeitos sobre a saúde humana, inclusive doenças respiratórias e mortalidade por doenças isquêmicas do coração, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. Acima, moradores locais saem de suas casas pela passagem nevada de Anaktuvuk. Alasca, Estados Unidos.

Foto de Katie Orlinksy

O que são temperaturas extremas?

O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) da Argentina define eventos de temperatura extrema como "um período em que se espera que sejam registrados valores de temperatura máxima e mínima que possam colocar em risco a saúde humana".

Como a agência aponta, pesquisas mostram que há certos limites de temperatura acima dos quais a mortalidade humana aumenta, bem como o surgimento de doenças ligadas a esses extremos.

Entre os problemas de saúde desencadeados por temperaturas extremas, principalmente no caso do calor, estão fraquezatontura, náuseas, dor de cabeça, cãibras musculares e até diarreia, explica o site do Ministério da Saúde brasileiro. Quando a temperatura ambiente já passa dos 40°C, os indivíduos podem se ver seriamente afetados, descreve um artigo da National Geographic sobre o tema intitulado “Onda de calor: qual é a temperatura máxima que uma pessoa pode suportar?”. 

O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres acrescenta que os efeitos das ondas de frio na saúde humana incluemaumento de doenças respiratórias e mortalidade por doenças isquêmicas do coração e doenças cerebrovasculares. Por sua vez, as pessoas que vivem em locais frios são mais propensas a sofrer de artrite e reumatismo. Além disso, "a saúde mental pode ser afetada em qualquer idade". 

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    O aquecimento global aumenta a probabilidade de ocorrência de dias e estações mais quentes, bem como de ondas de calor mais frequentes como tem sido frequentes em várias partes do mundo. Na foto, vemos crianças se refrescando perto do Canal de l'Ourcq durante uma onda de calor na França.

    Foto de William Daniels

    Temperaturas acimas de 50°C estão se tornando mais frequentes

    De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), temperaturas extremas de mais de 40°C e até 50°C estão se tornando mais frequentes em todo o mundo. A entidade aponta, inclusive, que 2023 foi o ano mais quente já registrado.

    No caso da maior ocorrência das temperaturas extremas, já está  comprovado que as emissões de gases de Efeito Estufa induzidas pelo homem levaram a um aumento na frequência e na intensidade de certos eventos climáticos meteorológicos extremos desde a era pré-industrial, como detalha o capítulo 11 do relatório Climate Change 2021: Physical Basis (Mudanças Climáticas 2021: Base Física), produzido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

    O documento esclarece ainda que se verificou uma diminuição no número de dias e noites frios e um aumento no número de dias e noites quentes em escala global. Além disso, há "fortes evidências de um aumento na intensidade e na frequência de extremos quentes e uma diminuição na intensidade e na frequência de extremos frios", afirma a fonte.

    Como consequência, o número de dias de ondas de calor está aumentando e as temperaturas seguem subindo. Ao mesmo tempo, o número de dias de ondas de frio está diminuindo em quase todas as áreas terrestres e, principalmente, nas latitudes médias do norte, alerta o documento.

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