Os 5 destaques do novo Grande Museu Egípcio
Estes são os destaques imperdíveis do novo e tão aguardado museu do Cairo.
O Grande Museu Egípcio (Grand Egyptian Museum – GEM) levou mais de duas décadas para ser concluído, um feito de paciência que convida à comparação com as vizinhas Grandes Pirâmides de Giza. Sua recente inauguração prova, mais uma vez, que coisas boas vêm para quem sabe esperar.
Totalmente aberto ao público em novembro de 2025, a instituição de US$ 1,2 bilhão (£ 885 milhões) nos arredores da capital egípcia, Cairo, abriga a maior coleção de artefatos do Egito Antigo do mundo em um único museu.
No entanto, com cerca do dobro do tamanho do Museu do Louvre, em Paris, e aproximadamente 50 mil artefatos em exibição ao longo de 12 galerias que vão da pré-história à era romana, é quase impossível ver tudo em um único dia.
Em vez disso, o melhor quando for visitar o novo museu é desacelerar e focar em um conjunto de exibições fundamentais que iluminam as maravilhas do Egito Antigo, instaladas dentro deste museu profundamente moderno.
A seguir, confira o que você não deve perder ao visitar pela primeira vez o Grande Museu Egípcio, segundo o guia turístico e egiptólogo Andrew Shnouda.
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1. Estátua de Ramsés 2º
Ao passar pela fachada do museu adornada com hieróglifos e entrar no imponente salão de entrada, os visitantes são recebidos pela figura colossal do faraó Ramsés 2º. A estátua de 3.200 anos de um dos faraós mais poderosos do Egito tem 11 metros de altura.
Descoberta em 1820 e quebrada em seis partes, ela foi remontada e exibida por décadas no centro de Cairo. Quando as obras do Grande Museu Egípcio (GEM) começaram, ela foi o primeiro objeto trazido para cá, e o museu foi construído ao seu redor.
2. Máscara de Tutancâmon
A descoberta da tumba de Tutancâmon, em 1922, acendeu um frenesi mundial de interesse pela história e arte do Egito Antigo. Mais de 5 mil objetos da tumba do rei menino estão em exibição no GEM. A estrela indiscutível é a máscara funerária de olhos delineados com kohl, sepultada com a múmia de Tutancâmon e esculpida em ouro maciço.
Após um dano acidental em sua barba trançada em 2014, a máscara do rei Tut foi meticulosamente restaurada e agora reluz em uma vitrine de vidro diante de uma fila sinuosa.
3. Barco Solar de Khufu
Datado de cerca de 2500 a.C. e construído em madeira de cedro, o barco do Rei Khufu foi descoberto em cerca de 1.200 peças ao lado da Grande Pirâmide de Khufu em 1954. Agora exibido em uma vasta galeria de dois andares com plataformas de observação elevadas, ele foi pacientemente reestruturado usando registros arqueológicos.
Os antigos egípcios acreditavam que o faraó se juntaria ao deus sol Rá em sua jornada cósmica pelos céus após a morte, motivo pelo qual os arqueólogos o apelidaram de "barco solar".
4. Estátua de Hatshepsut
A história por trás desta estátua de granito é verdadeiramente notável. Uma das poucas mulheres a assumir o poder faraônico total, Hatshepsut governou durante a 18ª Dinastia, por volta de 1470 a.C., quando o reinado era estritamente um domínio masculino.
Para legitimar sua autoridade, Hatshepsut se retratava na arte oficial e nas inscrições como um governante homem, adotando títulos masculinos e até usando uma barba postiça — como mostra esta estátua. Ela é lembrada por um reinado em grande parte pacífico.
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5. Óstracos – Registros da Vida Cotidiana
Embora os célebres governantes do Egito tendam a dominar os holofotes, as histórias dos trabalhadores que labutavam à sombra das grandes pirâmides costumam ser esquecidas. Mas as galerias do novo Museu possuem armários repletos de óstracos — fragmentos quebrados de cerâmica cobertos por inscrições semelhantes a grafites.
Uma alternativa muito mais barata às folhas de papiro, os óstracos eram usados para registrar o dia a dia da vida cotidiana. Escavados perto de Luxor, muitos dos exemplares abrigados no GEM datam de mais de 3 mil anos. A coleção inclui registros da administração diária, como contagens de operários ausentes por doença. E há até um fragmento contendo alguém reclamando da própria sogra.
Publicado na edição de outubro de 2026 pela National Geographic Traveller (Reino Unido).


