Esta é a cobra que mais pica pessoas no Brasil: cuidado ao cruzar seu caminho

No Brasil, 69,3% dos casos de picadas de cobras estão relacionados a esta serpente.

Por Redação National Geographic Brasil
Publicado 15 de set. de 2023, 10:02 BRT, Atualizado 19 de set. de 2023, 11:46 BRT
O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil

O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil

Foto de Instituto Butantan Divulgação

Sucuri, cascavel, coral, caninana. O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitos pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.

De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca (cobras do gênero Bothrops), segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes no país são de picada de jararaca – considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.

As características da jararaca, a cobra que mais pica no Brasil

A jararaca tem uma característica marcante chamada policromatismo: seu padrão de cor varia de cobra para cobra, abrangendo “tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.

O comprimento dos machos é de aproximadamente 1 metro, ao passo que as fêmeas chegam a 1,5 metro – o motivo é que elas precisam de espaço para abrigar os embriões, pois carregam os ovos no interior do corpo.

Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil. 

Qual o efeito do veneno da jararaca

O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.

Em adultos, os principais sintomas, segundo o Butantan, são dor e inchaço local, além da possibilidade de sangramento em mucosas (como gengivas). Há ainda o risco de complicações, como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

O que fazer se for picado por uma jararaca

Para evitar ser picado, use calçados fechados, de preferência de cano alto quando for andar em meio ao mato. Ao manipular folhas, lenhas, palhas, lixo ou entulho (que podem servir de abrigo para diferentes cobras), é importante usar luvas.

Se avistar uma jararaca na natureza, mantenha distância e não toque o animal. Em áreas urbanas e residenciais, as autoridades competentes, como Corpo de Bombeiros e serviços de controle de zoonoses, devem ser acionadas para capturar a cobra.

Caso seja picado – não apenas por jararaca, mas por qualquer outra serpente – as recomendações do Instituto Butantan e do Ministério da Saúde são as seguintes:

  • Comparecer imediatamente ao hospital ou centro de saúde mais próximo;
  • O ferimento deve ser lavado com água e sabão e o indivíduo precisa evitar andar ou correr. O ideal é ficar deitado com o membro picado para cima;
  • Não usar torniquetes ou aplicar substâncias por conta própria no local da picada (essas ações podem ter efeito contrário do pretendido e agravar o quadro);
  • Se possível, tirar uma foto da serpente a fim de facilitar a identificação (não se deve tentar capturar a cobra para mostrar ao profissional de saúde);
  • O profissional de saúde fará a avaliação para ver se o indivíduo foi picado por uma serpente peçonhenta. Se for o caso, irá prescrever a dosagem adequada de soro antiofídico;

O Butantan reforça ainda que o soro antiofídico é o único tratamento eficaz contra picadas de serpentes venenosas. Quanto antes for feita a aplicação, sempre com acompanhamento médico, menores são as chances de complicações.

Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos

Os casos de picadas de cobra no mundo todo têm tanta relevância no impacto que causam às populações dos mais diversos países que o dia 19 de setembro foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a data oficial do Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos. 

De acordo com a OMS, a cada ano, aproximadamente 5 milhões de pessoas são picadas por cobras e serpentes no mundo todo e mais de 130 mil delas morrem em decorrência do envenenamento causado por esses ataques. Outras 400 mil vítimas podem ficar com sequelas decorrentes das picadas. 

Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas. 

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